| Foto: Venilton Küchler/SESA |
Esta será a primeira vez que o órgão, com mais de 20 anos de experiência no ramo, certificará a qualidade dos serviços de mamografia por meio de um programa estadual específico. O termo de cooperação técnica foi assinado pelo secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, e pelo presidente do CBR, Henrique Carrete Júnior.
Caputo Neto explica que a medida faz parte das ações desenvolvidas pelo Estado para garantir a segurança dos exames. “Hoje podemos dizer que não temos problemas em relação ao acesso à mamografia. Mesmo assim, estamos avançando cada vez mais, priorizando a qualidade destes procedimentos”, disse.
Criado em 2012, o Programa Estadual de Vigilância da Qualidade dos Serviços de Mamografia realiza fiscalizações frequentes nos estabelecimentos que ofertam este tipo de exame no Paraná. Além das condições dos aparelhos, as equipes de vigilância sanitária verificam a documentação do espaço, estrutura física, rotina de trabalho e outros aspectos que podem influenciar na segurança e qualidade do serviço.
O presidente do CBR, Henrique Carrete Júnior, afirma que a partir de agora será possível certificar também o trabalho do médico especialista que atua na emissão dos laudos. “Nosso foco é no produto final. Vamos avaliar a qualidade da imagem, o laudo e o trabalho do médico para confirmar que os resultados do exame são confiáveis”, ressaltou.
EXAME – A mamografia de rastreamento é a principal forma de detecção do câncer de mama. Indicada para as mulheres com idade acima de 50 anos, ela deve ser realizada, no mínimo, a cada dois anos, segundo orientação médica. Atualmente, a rede pública de saúde do Paraná conta com 133 mamógrafos disponíveis à população. No Brasil existem cerca de 5 mil aparelhos em funcionamento e metade atende pelo SUS. Segundo a coordenadora da Comissão Nacional de Mama do CBR, Linei Urban, menos de 10% destes mamógrafos SUS participam voluntariamente do programa de qualidade mantido pela entidade.
“A iniciativa do Paraná permite que ampliemos a cobertura dos serviços avaliados, principalmente na rede pública. Quem ganha com isso é a população que terá a garantia do acesso a mamografias mais seguras e confiáveis”, destaca a coordenadora.
DADOS – Estudos apresentados pelo CBR apontam que o Brasil tem evoluído bastante em relação à estrutura de diagnóstico. Contudo, esse avanço não se reflete na queda da mortalidade por câncer de mama. “No país, apenas 15% das mulheres na faixa etária prioritária fazem mamografias periodicamente. Isso explica porque o diagnóstico geralmente ocorre tardiamente, o que dificulta o tratamento”, informa Linei.
Apesar do Paraná ter um dos melhores índices do país, com 34% das mulheres cobertas, a taxa do Estado ainda está longe do ideal, que é de 70%. Por conta disso, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) promove anualmente a campanha Outubro Rosa, alertando a população sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama.
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que em 2014 o Paraná registre 3.490 casos novos de câncer de mama. No Brasil, esse número pode chegar a 57.120 casos novos. Somente em 2013, 825 mulheres morreram em decorrência da doença no Estado. Em 2012 foram 818 mortes.
Também participaram da solenidade de formalização da parceria a superintendente estadual de Atenção à Saúde, Márcia Huçulak; a presidente do Conselho Estadual de Direitos da Mulher, Rafaela Lupion; o chefe do Centro Estadual de Vigilância Sanitária, Paulo Costa Santana; os consultores do Instituto Nacional do Câncer (Inca), João Emílio Peixoto e Ana Maria Campos de Araújo; a conselheira estadual de Saúde, Malu Gomes, e representantes dos cursos de radiologia da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e da Universidade Estadual de Londrina (UEM).
Fonte: AENotícias
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