Foto: Correio Braziliense
Conforme noticiou o jornal Correio Braziliense nesta quarta-feira (26) a rede pública de saúde do Distrito Federal entrou em colapso. De acordo com a publicação, a constatação é do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e do Conselho Regional de Medicinal (CRM-DF), que realizaram uma vistoria no Hospital de Base, a maior unidade do sistema. O promotor de Justiça Jairo Bisol afirmou ao repórter que as duas instituições estão "extremamente" preocupadas com a situação orçamentária da Secretaria de Saúde e, especificamente, com o HBDF. "Nunca vimos nada igual, se não for tomada uma decisão em 24h definindo uma solução, o quadro fica ainda mais desesperador", advertiu Bisol.
A vistoria, realizada na manhã de ontem, foi provocada por uma carta assinada por 19 chefes de centros cirúrgicos do Hospital de Base. No documento, os cirurgiões mencionaram a situação crítica do hospital, frente à falta de medicamentos e materiais básicos e alertaram para a suspensão das cirurgias agendadas devido à inexistência dos insumos indispensáveis.
Para resolver o caso específico, a Secretaria de Saúde informou que assinou um Termo de Ajuste Sanitário, para realizar um remanejamento de R$ 84 milhões de verbas federais destinados ao pagamento de dívidas com fornecedores de medicamentos e materiais médicos básicos. A secretária de Saúde, Marília Coelho Cunha, informou que a pasta está em reunião com as secretarias de Planejamento e Fazenda e com a Procuradoria-Geral do Distrito Federal para que sejam tomadas as medidas jurídicas necessárias, a fim de que os pagamentos atrasados sejam realizados ainda hoje, com a verba do Termo de Ajuste Sanitário, que foi decretado ontem. Marília não se pronunciou quanto aos outros problemas levantados pelo MPDFT.
"O documento foi aprovado tanto pelo Cômite Gestor da Secretaria de Saúde quanto pelo Conselho de Saúde. O dinheiro será usado, como foi publicado em decreto hoje (ontem), para pagar as dívidas e fornecedores de toda a rede pública de saúde do DF", afirmou à reportagem. Marília não se pronunciou quanto aos outros problemas levantados pelo MPDFT.
Durante entrevista coletiva, Jairo Bisol mencionou uma série de situações que agravam o estado crítico da saúde no DF. Além da falta de material básico e indispensável às unidades hospitalares, a Secretaria de Saúde é ré em 24 ações de improbidade administrativa ajuízadas pelo MPDFT. Ele lembrou que, em setembro último, a coordenação do Fundo Distrital de Saúde informou que a situação estava normal e que não haveria problemas no fim do ano.
A presidente do CRM-DF, Martha Zappalá, disse ao jornal que a situação do Hospital de Base se repete em toda a rede pública, como foi constatado em reunião com os fornecedores da saúde. "Nos espanta ver um desabastecimetno desse tamanho. Os insumos estão zerados", completou.
Fonte: *Correio Braziliense - 26/11/2014
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