Medidas educativas e leis antifumo contribuíram para mudança de comportamento, apontam especialistas.
Em 1989, veio a primeira lei contra cigarro no Brasil. O fumo foi proibido em locais públicos, como hospitais, salas de aula, teatros e cinemas. A legislação não restringiu totalmente a propaganda do cigarro, mas proibiu, por exemplo, aquelas que associavam o tabagismo com ideias positivas como o bem-estar corporal ou à saúde física.
Até que, em 2011, a presidente Dilma Rousseff sancionou a primeira lei federal antifumo. Regulamentada três anos após a sanção (em maio deste ano), a lei começa a valer em dezembro. O texto proíbe qualquer propaganda de cigarro, inclusive nos pontos de venda, e não permite o consumo de cigarro em locais públicos, mesmo em fumódromos.
VitóriaChefe do Programa Nacional de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a médica Tânia Cavalcante afirma que cada lei aprovada representa uma vitória diante do enorme poder da indústria do fumo.
VitóriaChefe do Programa Nacional de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a médica Tânia Cavalcante afirma que cada lei aprovada representa uma vitória diante do enorme poder da indústria do fumo.
“A gente precisa avançar mais nas leis e nas medidas que visem reduzir o acesso dos adolescentes ao cigarro, para evitar esse primeiro contato. A gente anda muito lento nesse processo porque os obstáculos são enormes”, diz Tânia. “A gente sabe que o lobby da indústria no Congresso Nacional é muito forte. Isso acontece não só no Brasil, mas em todos os países".
Apesar de as ações de controle do fumo colaborarem para que o cigarro perca popularidade, a Organização Mundial da Saúde estima que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo ainda sejam fumantes, o que representa um terço da população mundial adulta.
Fonte: Agência Câmara

Nenhum comentário:
Postar um comentário