quarta-feira, 19 de novembro de 2014

SIMEPAR lamenta morte do médico João Manuel Cardoso Martins



O SIMEPAR lamenta o falecimento do médico João Manuel Cardoso Martins, pai do diretor do Sindicato, João Luiz da Fonseca Martins. O médico morreu aos 67 anos, na terça-feira (18 de novembro), no Hospital Santa Cruz, em Curitiba. Professor, médico, escritor e poeta, construiu e disponibilizou enorme acervo de conhecimento e cultura em prol da sociedade, em especial profissionais ou estudantes de Medicina. Há mais de uma década, produzia textos para a revista Iátrico, da qual era o idealizador e editor. O professor João Manuel deixa esposa, a médica Maria Isabel da Fonseca Martins, quatro filhos – dois deles médicos – e netos.

João Manuel era professor de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná há mais de 40 anos e membro da Academia Paranaense de Medicina. Nascido em junho de 1947 num pequeno vilarejo de Portugal, ele emigrou para o Brasil ainda criança, no início dos anos 50. Os pais José e Maria do Carmo Martins radicaram-se na região de Londrina, no Norte do Paraná. A origem humilde e as dificuldades financeiras não o impediram de realizar o sonho de se tornar médico. Estudou em Curitiba, onde estavam as duas únicas escolas de graduação do Estado na época. Ele se graduou em 1971 e logo foi convidado para integrar o corpo docente da Católica, atual PUCPR, onde permaneceu até recentemente, afastando-se por problemas de saúde. Era especialista em reumatologia e clínica médica.

As incursões na arte das palavras começaram ainda na fase acadêmica, quando fez circular entre os estudantes o jornalzinho “O Crânio”, que tinha seu viés político num momento em que o País vivia sob o regime militar. Em 2002, convidado pelos conselheiros Luiz Salim Emed e Gerson Zafalon Martins, o professor João Manuel aceitou o desafio de criar um canal de interação com os médicos, em especial os mais jovens. Primeiro, produziu um livreto com “dicas” para os profissionais, depois passou a produzir um encarte no Jornal do CRM-PR, que ganhou o sugestivo nome de “Iátrico”. Mais que focar na cultura, nas artes e na profissão, o espaço pretendia estimular o médico e o estudante de Medicina a ler, a exercer seu senso crítico, a formular ideias, a pensar num futuro, o seu, o de seus pacientes, e o da atividade médica. A coluna ganhou corpo, virou encarte e repercutiu tanto, positivamente, que foi transformada em revista, que este ano chegou a 34 edições nos meios físico, eletrônico e científico, completando trajetória de 12 anos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário