terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Profissionais são capacitados para o atendimento de doenças infecciosas

É preciso atenção às doenças consideradas já erradicadas, mas que podem voltar a emergir. Este foi o tema da palestra ‘Ações integradas para o enfrentamento de Epidemias, Pandemias e das Doenças Emergentes e Remergentes’, apresentada pelo Departamento de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, no 9º Encontro de Saúde Coletiva, que está sendo realizado na Universidade Positivo.
No curso, foi chamada atenção para doenças infecciosas que voltaram a fazer vítimas no país e que merecem atenção especial dos profissionais da unidade de saúde para fazer o diagnóstico. “Temos um certificado de país livre do sarampo, mas se não imunizarmos as crianças, com este novo surto que está acontecendo no Ceará e que facilmente pode chegar ao Paraná podemos perder este título”, afirmou Juliane Oliveira, diretora de epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde. Neste ano já foram confirmados 562 casos da doença em Pernambuco. Os primeiros casos haviam sido importados de outros países, mas agora a doença já é autóctone (transmitida na própria localidade).
A auxiliar de saúde bucal, Evellin da Cruz, que trabalha na unidade de saúde Vila Leão, no Portão, está fazendo faculdade de biomedicina e diz que as capacitações realizadas são fundamentais para que os profissionais discutam com os colegas novos processos de trabalho. “Nas unidades trabalhamos em equipe e é fundamental que todos estejam atentos as doenças que podem acometer nossos pacientes. Precisamos saber das novas doenças ou que voltaram a atingir a população para sabermos quais procedimentos devemos adotar”.
Sarampo
Novos casos de doenças como o sarampo e a própria coqueluche, que voltaram a fazer parte da realidade do país mas com diferente comportamento, fizeram com que o Ministério da Saúde tivesse atitudes diferentes das que eram realizadas anteriormente. No caso da coqueluche, foi introduzida a vacina para as gestantes que estão entre a 27ª e 36ª semana de gestação, para que o bebê ao nascer já tenha os anticorpos para combater a doença. Já no caso do sarampo, são realizadas campanhas de vacinação para as crianças entre seis meses e menores de 5 anos. O Brasil era considerado livre da doença há 14 anos, mas com os novos casos este título deverá deixar de existir, por isso os riscos de transmissão da doença que é altamente contagiosa e grave são muito maiores.
“Estamos capacitando nossos profissionais para ficarem atentos a qualquer sinal da doença que são febre alta, tosse, machas pelo corpo, mas os pais e responsáveis também devem levar as crianças nas unidades de saúde para que sejam imunizadas”, frisou Juliane.
A campanha da vacinação do sarampo e da poliomielite, iniciada no dia 8 de novembro e prorrogada até o dia 12 de dezembro ainda não atingiu sua meta. Desde o início da ação, foram vacinadas 77.791 crianças, 86% da meta, e contra pólio foram imunizadas 87.940 crianças, 85,4% do objetivo do Ministério da Saúde que é de imunizar 95% das crianças nesta faixa etária.

Fonte: Secretaria Municipal da Saúde

Nenhum comentário:

Postar um comentário