quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

DF: médicos retornam ao trabalho na capital


Foto: Divulgação

Os médicos que atuam na Rede Pública Hospitalar do Distrito Federal decidiram suspender a greve e manter um estado de mobilização permanente. A categoria decidiu pela suspensão do movimento grevista em virtude da decisão da justiça, que considerou a greve ilegal. A votação pelo fim da paralisação dos doutores ocorreu em assembleia realizada na noite desta terça-feira (19), na sede do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF).
 
“Nossa avaliação do movimento dos médicos é bastante positiva. Embora nossa greve tenha sido considerada ilegal pela justiça, ainda assim conseguimos avançar nas negociações e melhorar a proposta do Governo não apenas para os médicos, mas para todos os servidores públicos do DF”, avalia o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho.
 
Antecipação de receita pode permitir pagamento de atrasados
 
A assembleia encerrou a paralisação deflagrada no dia 16 de janeiro. Os médicos também deliberaram sobre a proposta apresentada pelo governo do Distrito Federal (GDF) para pagamento dos salários, horas-extras, 13º salários e um terço de férias atrasados até o mês de junho. O governo se comprometeu a pagar os atrasados integralmente no mês de fevereiro, caso consiga junto à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) a antecipação de receita.
 
Os doutores ainda trataram da medida anunciada pelo governo de escalonar o pagamento dos salários com a correção dos vencimentos pelo índice da poupança e correção monetária. Os médicos receberão R$ 9 mil no quinto dia útil do mês; até R$ 11 mil, no dia 15; até R$ 16 mil, dia 24; e acima de R$ 16 mil, no último dia útil do mês. Todos os vencimentos pagos além do quinto útil  serão corrigidos  com o índice da poupança.
 
Não às horas extras e aos plantões solitários
 
Outro compromisso assumido pelo GDF foi o pagamento integral e em regime normal das horas-extras feitas a partir de janeiro de 2015. Por outro lado, os médicos votaram em favor da recomendação de que a categoria não faça mais horas-extras.
 
A assembleia também decidiu manter as comissões de negociação do SindMédico-DF ativas, com a realização de assembleias periódicas. Ficou definido que os médicos de plantão não devem estar sozinhos e que é preciso cobrar do Conselho Regional de Medicina que intensifique a fiscalização das condições de trabalho nas unidades de saúde do DF.
 
Na noite desta segunda-feira (19), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal determinou o fim da greve da categoria. Assim que foi notificado dessa decisão, o SindMédico-DF orientou os médicos a retornar imediatamente aos postos de trabalho.

Fonte: SindMédico/DF - 21/01/2015

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