Foto: André Gobo
A Federação Nacional dos Médicos (FENAM) recebeu na última quarta-feira (04), na sede da instituição, em Brasília, representantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), para tratar da realidade da saúde brasileira nos âmbitos público e privado.
A delegação foi recebida pelo secretário de Finanças da FENAM, Mário Ferrari, pelo diretor de Comunicação da FENAM, Jorge Darze e pelo diretor de Formação Profissional e Residência Médica, Marlonei Silveira.
Os membros da FENAM apontaram as dificuldades enfrentadas pelos médicos em sua atuação profissional e explicaram as incoerências entre os valores de procedimentos de complexidade parecida, mas que são tratados de forma muito diferenciada pelas operadoras de planos de saúde.
O Mais Médicos também foi tema do encontro e os visitantes puderam ouvir a respeito das violações de diversas leis e institutos de controle da medicina no país, motivos pelos quais a entidade se mantém contra o programa.
Os representantes da OCDE trouxeram questionamentos de como as autoridades brasileiras se envolvem com o setor privado, como é a administração dos hospitais no Brasil, como é feita a certificação e licenciamento dos profissionais, entre muitas outras questões. “Nós fizemos um amplo detalhamento de toda a situação de como está e de como deveria estar a saúde no Brasil”, informou Marlonei.
Jorge Darze destacou o reconhecimento da FENAM pelos órgãos públicos que indicaram a FENAM para ser ouvida como legítima representante dos médicos. “Se o objetivo era conhecer a opinião dos médicos sobre o sistema público e privado sobre o sistema de saúde, nós conseguimos relatar com detalhes a situação destes dois sistemas”.
Mário Ferrari falou do modelo gerencial atual e das necessidades de mudanças. “Hoje nós vemos um quadro que merece um tratamento diferenciado”, avaliou.
OCDE
A OCDE é um organismo internacional e independente politicamente que tem como escopo promover o desenvolvimento econômico dos países membros e que procura fornecer soluções para os problemas comuns entre os países membros, que hoje são 34 e, em geral, com elevado PIB per capta e IDH. Os países que a compõe são responsáveis por mais da metade da riqueza mundial.
Fonte: André Gobo - 05/03/2015
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