Seguindo uma recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria, o Governo do Paraná ampliou a faixa de acesso ao medicamento para proteger mais crianças. “Recebemos muitos pedidos de médicos que indicaram o tratamento para bebês fora do protocolo definido pelo Ministério da Saúde por conta do clima mais frio registrado no Paraná e ampliamos o acesso dentro da estratégia da Rede Mãe Paranaense”, explica a superintendente de Atenção à Saúde, Márcia Huçulak.
O protocolo do Ministério da Saúde só indicava o Palivizumabe para bebês prematuros de três grupos: crianças menores de um ano de idade que nasceram prematuras, com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas; crianças menores de dois anos com doença pulmonar crônica da prematuridade; crianças menores de 2 anos com doença cardíaca congênita, com repercussão hemodinâmica demonstrada.
Com a decisão do Governo do Estado, também têm direito ao Palivizumabe prematuros que nasceram a partir de novembro/2014 cujo parto tenha sido realizado entre 29 e 31 semanas e seis dias de gestação.
FLUXO – Para solicitar o medicamento, o responsável pelo bebê deve comparecer à Farmácia do Paraná de referência de seu município portando documentos pessoais da criança e receituário médico com indicação do palivizumabe e formulário específico preenchido. “É importante que a pessoa entre em contato com a regional de saúde com antecedência e tire todas as dúvidas antes de
Todo o passo a passo para a solicitação do medicamento está disponível no link Palivizumabe. O espaço também contém informações importantes sobre a documentação exigida e os trâmites de análise do processo.
O medicamento poderá ser aplicado no serviço hospitalar, caso o bebê esteja internado, ou em um dos oito Pólos de Aplicação em Curitiba, Campo Largo, Ponta Grossa, Francisco Beltrão, Cascavel, Maringá, Londrina e Foz do Iguaçu. “Para facilitar o acesso ao medicamento e otimizar a aplicação das doses, o bebê será atendido no Pólo de referência mais próximo de sua casa”, informa a superintendente.
Nos casos indicados, o palivizumabe pode ser administrado em até cinco doses, a cada 30 dias, entre os meses de abril e agosto, período crítico para circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
PREVENÇÃO – A aplicação do palivizumabe é apenas uma das medidas indicadas para a proteção dos bebês prematuros contra o VRS. “Para prevenir infecções respiratórias é importante lavar as mãos constantemente, manter ambientes arejados e limpos, evitar aglomerações e visitas constantes, principalmente se o bebê estiver doente. Além disso, o aleitamento materno deve ser incentivado, porque fortalece o sistema imunológico do bebê”, destaca Márcia Huçulak.
Veja quais são os critérios para receber o palivizumabe:
- Crianças menores de 1 ano de idade, que nasceram prematuras com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas.
- Crianças menores de 2 anos de idade, com doença pulmonar crônica da prematuridade.
- Crianças menores de 2 anos de idade, com doença cardíaca congênita, com repercussão hemodinâmica.
- Crianças menores de 1 ano de idade, que nasceram prematuras com idade gestacional entre 29 e 31 semanas e 6 dias, e com menos de 6 meses no início da sazonalidade (abril).
Fonte: SESA/PR
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