O ortopedista Henrique Cruz negou há pouco ter assinado qualquer orçamento de cirurgia enquanto trabalhava na equipe do médico Fernando Sanchis, denunciado por reportagem do Fantástico, da Rede Globo, veiculada em janeiro deste ano. Cruz participa neste momento de reunião da CPI que investiga suposta máfia de órteses e próteses no Brasil.
“Eu nunca fiz pedidos de cirurgia. Na minha atividade, quem fazia os pedidos de cirurgia era o Fernando, a gente só auxiliava, e, de repente, a gente se vê nessa situação”, informou Henrique Cruz. Ele reiterou que as liminares de Sanchis eram elaboradas pela advogada Nieli de Campos Severo, suspeita de integrar a “máfia”. Sanchis trabalhava no Hospital Nossa Senhora das Graças (RS).
O desembargador New Wiedemann, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, reforçou o testemunho de Henrique Cruz ao afirmar que chegou à sua análise liminares com cirurgias solicitadas por Fernando Sanchis. “Quando me dei conta de que nós estávamos sendo usados, percebi que os pedidos suspeitos eram justamente dessa mesma ‘equipe’ (médico e advogada)”, salientou.
“Cidades nebulosas”
O relator da CPI, deputado André Fufuca (PEN-MA), quis saber do desembargador João Barcelos de Souza Júnior, também do tribunal gaúcho, quais seriam a cidades consideradas “nebulosas” quanto aos pedidos de liminares para a realização de cirurgias. O desembargador citou os exemplos de Pelotas (ortopédicas) e Passo Fundo (bariátricas). Ele disse que existem pedidos à Justiça para cirurgias ortopédicas orçados em mais de R$ 250 mil e três liminares para a compra de remédios experimentais para tratamento de câncer da ordem de R$ 1 milhão, do mesmo advogado.
Barcelos acredita que as fraudes também entram no terreno emocional do paciente, bem como prejudicar seus direitos. “A questão da dor e da má qualidade de vida respinga nos diretos. Às vezes, a negação de uma cirurgia de coluna vem carregada de uma carga emocional para uma senhora de 80 anos”, declarou.
“Cidades nebulosas”
O relator da CPI, deputado André Fufuca (PEN-MA), quis saber do desembargador João Barcelos de Souza Júnior, também do tribunal gaúcho, quais seriam a cidades consideradas “nebulosas” quanto aos pedidos de liminares para a realização de cirurgias. O desembargador citou os exemplos de Pelotas (ortopédicas) e Passo Fundo (bariátricas). Ele disse que existem pedidos à Justiça para cirurgias ortopédicas orçados em mais de R$ 250 mil e três liminares para a compra de remédios experimentais para tratamento de câncer da ordem de R$ 1 milhão, do mesmo advogado.
Barcelos acredita que as fraudes também entram no terreno emocional do paciente, bem como prejudicar seus direitos. “A questão da dor e da má qualidade de vida respinga nos diretos. Às vezes, a negação de uma cirurgia de coluna vem carregada de uma carga emocional para uma senhora de 80 anos”, declarou.
A reunião ocorre no plenário 8.
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Fonte: Agência Câmara de Notícias
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