O comitê de
emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS), responsável por avaliar os
riscos decorrentes da propagação da Síndrome Respiratória do Médio Oriente
(Mers), decidiu que, por enquanto, a síndrome não constitui razão para alarme
mundial.
Os especialistas conversaram na terça-feira, pela
nonagésima vez desde que o surto começou, em 2012, e suas conclusões foram
divulgadas hoje (17) pela OMS.
O fato mais relevante é que os peritos entenderem que,
por enquanto, não há necessidade de se declarar emergência sanitária mundial,
porque não há sequer a comprovação de haver transmissão sustentada do vírus na
comunidade internacional.
A declaração de emergência significaria assumir que o
vírus MERS (da sigla em inglês) se transmite como uma gripe, que existe
contágio por via aérea ou que qualquer pessoa em contacto com um portador do
vírus pode ficar infectada.
O exemplo mais claro é o surto que acontece na Coreia do
Sul onde, apesar do grande número de casos, a OMS entende que pode ser
controlado, já que todos os casos se relacionam ao paciente contagiado no Médio
Oriente, portanto a única fonte de transmissão.
Na manhã de hoje, o governo coreano anunciou que o número
de mortos desde a chegada do vírus ao país, em maio, chega a 20 e o número
total de casos subiu para 162. Dos infectados, 90% manifestavam problemas de
saúde cíticos anteriores, informou o Ministério de Saúde.
O comitê deixou claro, no entanto, que a transmissão se
propagou na Coreia, de paciente a paciente, devido à falta de conhecimentos dos
técnicos de saúde.
Os especialistas destacaram problemas como medidas de
controle e prevenção precárias nos centros de saúde, o hábito de os doentes
visitarem vários hospitais para obterem segundas e terceiras opiniões e ainda a
tradição dos familiares de acompanharem muito de perto os enfermos.
A Coreia do Sul é o segundo país onde se registra o maior
número de contágios, depois da Arábia Saudita, que informou a primeira vítima
do vírus em 2012. Desde então, o vírus já infectou mais de 1,2 mil pessoas, das
quais mais de 450 morreram.
CREATIVE COMMONS - CC BY 3.0
Da Agência Lusa
Fonte: Portal EBC

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