quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Fiscalização na Área Calma começa daqui a duas semanas


Fiscalização na área calma começa em duas semanas. Foto: Luiz Costa/SMCS


Começa dentro de duas semanas a fiscalização na Área Calma de Curitiba – perímetro na região central em 
que a velocidade máxima para veículos será de 40 quilômetros por hora. Quem passa pela região já pode ver 
boa parte da sinalização implantada. E na próxima semana, agentes e outros servidores da Secretaria 
Municipal de Trânsito estarão nas ruas para orientar motoristas, pedestres e ciclistas sobre a nova zona de tráfego.

As ações educativas serão realizadas nos dias 9, 11 e 12 de novembro, das 9 às 10 horas. Serão distribuídos 

materiais explicativos em todas as 17 vias de entrada da Área Calma. O perímetro é delimitado pelas ruas Inácio
 Lustosa, Visconde de Nacar, André de Barros, Mariano Torres, Luiz Leão e Avenida João Gualberto, e engloba 133 cruzamentos semaforizados.

Todas as placas indicativas da velocidade máxima de 40 km/h já foram instaladas. A Setran também já concluiu 

40% das pinturas de sinalização no asfalto. A instalação das placas indicativas de entrada na Área Calma deve ser executada até o final desta semana (colunas já foram concretadas). Quanto aos radares que controlarão os limites 
de velocidade do perímetro, sete ainda estão em fase de implantação.

“A chuva tem atrapalhado um pouco, mas o cronograma para a implantação do projeto está mantido”, disse 

Mauricio Razera, diretor de Engenharia da Setran. ‘Quanto aos radares, eles só entram em operação a partir do 
dia 16. Mas, independentemente da fiscalização, é importante que o motorista preste atenção na sinalização de
 trânsito e obedeça o novo limite de velocidade”, afirma.

Ciclovias

A Área Calma visa promover a convivência harmoniosa entre motoristas, ciclistas e pedestres – garantindo 

especialmente a segurança destes últimos. Por isso, engloba outras intervenções além de disciplinar apenas
 o trânsito de veículos. Foram planejadas obras em passeios compartilhados e ciclovias da região central para 
proporcionar melhores condições de deslocamento para o público alvo do projeto.

Assim, na semana passada teve início na Avenida Cândido de Abreu uma obra de requalificação da ciclovia que

 integra o ramal central de Curitiba. No total serão requalificados 2,7 quilômetros de espaços nas ruas Heitor S. 
de França, Barão de Antonina, Presidente Faria, Conselheiro Araújo, Luiz Leão e Mariano Torres, além de um
 pequeno trecho da Avenida Silva Jardim. A obra deve ser finalizada até o final de dezembro.

“A redução de velocidade cria um ambiente mais favorável ao uso da bicicleta. Aos poucos está sendo criada

 uma rede cicloviária na região central, o que facilita a mobilidade dentro da Área Calma também. Inclusive a
 nova Via Calma, que será implantada na Avenida João Gualberto, inicia no perímetro da Área Calma e será
 mais um conexão”, explicou Jorge Brandt, o Goura, assessor da Coordenadoria de Mobilidade Urbana da Setran.

Outras ações

O projeto da Área Calma ainda prevê a revitalização da sinalização já existente na região e a construção ou 

adaptação de rampas de acessibilidade para melhorar as condições de deslocamento para pessoas com
 mobilidade reduzida. Haverá, ainda, a instalação de vagas vivas (parklets) em alguns pontos, substituindo
 vagas de estacionamento existentes.
Para agregar ainda mais a segurança dos pedestres será construída uma ilha para auxiliar na travessia no 

cruzamento das ruas Luiz Leão com Conselheiro Araújo.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente também realizará um plano especial de manejo e plantio de árvores 

na região da Área Calma, para aumentar a absorção de poluentes e melhorar a qualidade do ar – no perímetro
 delimitado, estão localizados diversos espaços verdes da cidade, como o Passeio Público e as praças Santos 
Andrade, Tiradentes, Carlos Gomes, Osório e Rui Barbosa.

Velocidade x acidentes

A Prefeitura de Curitiba participa desde 2010 do projeto Vida No Trânsito, uma ação mundial que tem como meta 

diminuir os números de mortes no trânsito das cidades participantes em 50% em 10 anos (até 2020). Organizado 
pelas secretarias municipais da Saúde e de Trânsito e realizado em parceria com órgãos municipais, estaduais e 
federais e com entidades da sociedade civil, o projeto faz análises dos acidentes com vítimas fatais ocorridos em 
Curitiba, identificando os principais fatores e condutas de risco.

Nas análises realizadas desde o início do projeto, os principais fatores e condutas de risco que levam a acidentes

 fatais são ligados à alta velocidade dos veículos, ao desrespeito à sinalização existente e também a problemas na infraestrutura.

A região central de Curitiba concentra um grande volume de pedestres. Por ali circulam diariamente em torno de

 700 mil pessoas, na maioria usuários das 200 linhas de ônibus que passam na área, com 21 locais de paradas 
(entre terminais, pontos e estações), e que se destinam a locais de grande concentração, como praças, hospitais, shoppings e o setor histórico.

Entre 2012 e 2014, foram registrados 1.173 acidentes na região central, que inclui a Área Calma, dos quais 106

 resultaram em mortes – e, destes, a maioria foram atropelamentos (46) e colisões (41).

“Estudos realizados no mundo inteiro mostram que a partir de uma velocidade de 40km/h do veículo, o risco de um

 pedestre morrer ao ser atropelado aumenta exponencialmente”, diz Mauricio Razera. Com o veículo a 40km/h, há
  20% de risco de lesão fatal; a 50km/h, o risco sobe para 50%; a 60km/h, chega a 80%; e, a partir de70km/h, 100% 
de risco. “Quanto maior a velocidade, menor o tempo para o condutor frear e evitar um acidente, pois o veículo numa velocidade maior percorre uma distância também muito maior antes de frear completamente”, explica.


Fonte: SMCS

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