sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

FEAES - Saúde Mental - Usuários do Caps Bigorrilho se preparam para voltar ao mercado de trabalho

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Foto: Fernanda Luvizotto
Usuários do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Bigorrilho estão participando, nesta semana, de uma oficina para reinserção no mercado de trabalho. É a primeira turma da oficina, cujo objetivo é dar autonomia aos pacientes com transtornos mentais, promovendo o autoconhecimento sobre os efeitos da medicação e também da doença.
A programação, realizada em parceria com a Universidade Livre para Eficiência Humana (Unilehu), inclui também palestras motivacionais e dicas sobre qualidade de vida. “Grande parte do grupo é formada por jovens, que tiveram a erupção das crises no início da idade adulta, o que ps impossibilitou de trabalhar”, explica o psicólogo Ebenezer Oliveira Müller.
E.S., de 24 anos, tem formação técnica em mecânica industrial e antes das crises já havia trabalhado como frentista. “Gosto muito dos vídeos motivacionais, mostra que podemos trabalhar e seguir em frente”, conta.
Os transtornos afetam a funcionalidade, mas não impedem os pacientes de ter uma vida produtiva, e a falta de conhecimento da sociedade é um grande obstáculo. A maioria quer trabalhar, sustentar seus filhos, mas há vários relatos de pessoas que durante entrevistas de emprego revelaram fazer uso de medicação e nunca mais receberam retorno.
“É um grande estigma. Muitos param de tomar os remédios por causa da sonolência ou não conseguiam acordar e, depois de algum tempo, voltam a ter crises e muitas vezes até piores”, relata o psicólogo. A parceria com a Unileh tem auxiliado no relacionamento com as empresas. “Havia este vazio, a gente até oferecia cursos, mas não tínhamos como acompanhar”, destaca.
O Caps prepara uma segunda oficina para o início de 2016, com foco em empregabilidade: produção de currículo e apresentação pessoal.
Fonte: Ascom/ FEAES

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