Neste ano, das cinco mortes causadas pela dengue no Estado, três estavam ligadas a este grupo de risco. Especialistas afirmam que o vírus se manifesta de forma diferente, fazendo com que o quadro clínico do indivíduo se agrave mais rapidamente.
“Geralmente, são pessoas com a saúde mais frágil, que necessitam de uma atenção especial. A orientação é que elas busquem atendimento de saúde logo que apresentarem os primeiros sintomas”, disse a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira.
O diagnóstico precoce e o tratamento em tempo oportuno reduzem significativamente as chances de agravamento do caso. “É preciso que todos fiquem atentos aos sintomas da dengue. Febre acompanhada de dor de cabeça, dor articular, dor muscular, dor atrás dos olhos ou mal-estar geral são alguns dos sinais mais comuns”, disse o médico especialista em Saúde Coletiva, Enéas Cordeiro.
Até o momento, 11 cidades atingiram situação de epidemia. Além de Munhoz de Mello, Santa Isabel do Ivaí, Paranaguá, Cambará, Mamborê, Itambaracá e Guaraci - que já faziam parte da lista – agora também foram incluídos os municípios de Rancho Alegre, Santo Antônio do Paraíso, Assai e Nova Aliança do Ivaí.
INVESTIGAÇÃO – O novo informe traz ainda a confirmação de três novas mortes por dengue no Estado. Os óbitos aconteceram entre 11 e 24 de janeiro, nas cidades de Paranaguá (2) e Foz do Iguaçu (1). Com isso, sobe para cinco o número de mortes pela doença neste ano.
“Após uma criteriosa investigação, com a avaliação dos prontuários e de uma série de exames laboratoriais, hoje podemos atestar que a dengue foi a principal causa da morte desses pacientes”, ressaltou a chefe do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.
Os óbitos de Paranaguá dizem respeito a uma idosa de 89 anos e um homem de 34 anos. Ambos tinha histórico de doença crônica. Já a morte de Foz do Iguaçu foi de uma jovem de 27 anos, sem nenhuma comorbidade pré-existente.
Fonte: Sesa/PR
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