No total, em janeiro do ano passado 2.246 profissionais optaram pela modalidade do programa que concede 10% de bônus em notas para ingresso em residências médicas de todo o país, depois de um ano de experiência em unidades básicas dos locais indicados pelo Ministério da Saúde. Destes, 1.266 (56%), que já têm direito ao bônus, escolheram permanecer na vaga.
O bônus na nota foi o diferencial que atraiu médicos com registro nos Conselhos Regionais de Medicina brasileiros a aderirem ao programa. Antes disso, a maioria dos participantes eram médicos cubanos, que vinham pelo convênio entre Cuba e Brasil, intermediado pela Organização Pan-Americana da Saúde.
O secretário considera a possibilidade de uma parte dos médicos sair em março, depois de resultados das seleções de residência médica. “Mesmo que porventura alguns saiam em março, o índice de permanência está mostrando que se o [Programa Mais Médicos] não é a primeira opção, é a segunda. É uma diferença importante, porque antes a gente não tinha médicos querendo atuar na atenção básica”, disse Hêider Pinto.“Quem está no programa quer continuar”, avaliou o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Hêider Pinto. Ele considerou que este índice de renovação foi uma boa surpresa, já que o esperado era que ao final de um ano os médicos saíssem do programa. Para o secretário, o investimento do governo em infraestrutura da atenção básica, também previsto no Programa Mais Médicos, está fazendo com que os profissionais se interessem por trabalhar nessa área.
A cada três meses o Ministério da Saúde lança um novo edital do programa para repor vagas de médicos que tiveram o tempo de atuação concluído ou que desistiram do programa.
No edital que ainda está valendo, lançado este mês, 12.791 médicos tiveram a inscrição deferida para concorrer as vagas em 649 municípios. Entre eles, 10.652 optaram por participar na modalidade com duração de um ano e bonificação de 10% em provas de residências, enquanto 2.139 escolheram ingressar para permanecer três anos com auxílios moradia e alimentação, pagos pelas prefeituras.
O programa está com 18.240 vagas autorizadas em 4.058 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).
Fonte: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
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