segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

FENAM - Perspectivas da Agenda Legislativa Semanal


A última semana de fevereiro deve ter como destaque a possível votação, na Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei que regulamenta a aplicação do teto remuneratório na administração pública. No Senado Federal, a volta do senador Delcídio do Amaral (PT/MS) aos trabalhos e a possível votação do Projeto das Estatais devem ser destaque. No Executivo, a presidente Dilma deverá viajar à São Paulo para fechar acordos sobre desenvolvimento de vacina contra a dengue. No Judiciário, o Supremo Tribunal Ferral (STF) deverá retomar o julgamento sobre os poderes da Receita Federal.

Na segunda-feira (22), a presidente Dilma Rousseff viajará a São Paulo onde deverá se reunir com representantes do Instituto Butantã para discutir o desenvolvimento de vacinas contra a dengue. Depois, Rousseff deverá comandar a reunião de coordenação política, no Palácio do Planalto.

Na terça-feira (23), Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o BNDES deve votar o parecer do relator, deputado José Rocha (PR/BA), que não deverá indiciar ninguém em seu relatório.

Já as comissões especiais das Propostas de Emenda à Constituição (PEC) 159/2007, que dispõe sobre a destinação dos recursos da Cide, e 4/2015, que trata da prorrogação da DRU, promoverão audiências públicas. A primeira com o ministro dos transportes, Antônio Carlos Rodrigues, e secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dyogo Henrique de Oliveira; e a segunda com o diretor-geral da Aneel, Romeu Donizete Rufino, o presidente da Anatel, João Batista de Rezende, e a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard.

No Plenário, poderão ser votados os Projetos de Lei (PLs) 3123/2015, que disciplina, em âmbito nacional, a aplicação do limite máximo remuneratório mensal de agentes políticos e públicos; e 2016/2015, que disciplina o terrorismo, tratando de disposições investigatórias e processuais e reformulando o conceito de organização terrorista. Ambos estão sobrestando a pauta do Plenário da Câmara.

Também poderão ser apreciados em plenário o Projeto de Lei Complementar (PLP) 251/2005, que aumenta o gasto com pessoal na área de saúde para até 75%; o PL 5140/2005, que dispõe sobre a penhora online nas execuções trabalhistas; o PL 37/2011, ao qual tramita apensado o PL 5807/2013, que versa sobre o Novo Código de Mineração; e as PECs 11/2015, que explicita o Tribunal Superior do Trabalho como órgão do Poder Judiciário, altera os requisitos para o provimento dos cargos de ministros daquele Tribunal e modifica-lhe a competência; 454/2009, que estabelece diretrizes para a organização da carreira única de Médico de Estado; e a 1/2015, sobre investimentos mínimos na área da saúde.

No Senado Federal, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) poderá votar os Projetos de Lei do Senado (PLS) 201/2015, que dispõe sobre a expansão da oferta de energia elétrica por fonte primária renovável, e 463/2015, que dispõe sobre o parcelamento de débitos com a Fazenda Nacional relativos às contribuições previdenciárias de responsabilidade dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a fim de estender o prazo para parcelamento.

Na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), os senadores poderão votar o PLS 50/2012, que amplia a competência dos Juizados Especiais Cíveis para as causas cujo valor não exceda a 60 salários mínimos.

No Plenário do Senado, poderá ser votada a Medida Provisória (MP) 692/2015, que eleva a tributação dos ganhos de capital para pessoas físicas, o PLS 555/2015, que dispõe sobre o estatuto jurídico, o regime societário e a função social da empresa pública e da sociedade de economia mista; e os Projetos de Resolução do Senado (PRS) 84/2007, que dispõe sobre o limite global para o montante da dívida consolidada da União; e 61/2015, que cria a Instituição Fiscal Independente no âmbito do Senado.

Destacam-se, ainda, a PEC 110/2015, que restringe a quantidade de cargos em comissão na administração pública e estabelece processo seletivo público; e os PLSs 131/2015 e 400/2014, que, respectivamente, estabelece a participação mínima da Petrobras no consórcio de exploração do pré-sal, e trata sobre o percentual mínimo em relação à produção total para o excedente de óleo destinado à União sob o regime de partilha. Além disso, as MPs 695/2015, que permite ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal adquirirem participação em instituições financeiras, públicas ou privadas, inclusive do ramo previdenciário, e 696/2015, que versa sobre a reforma ministerial, chegarão ao Senado Federal no decorrer da semana já sobrestando a pauta de votações.

No Executivo, a Presidente Dilma deverá se reunir com os representantes dos partidos políticos aliados, no Palácio do Planalto.

Também há expectativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar os dados sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até o dia 15 de fevereiro.

Na quarta-feira (24), o Tesouro Nacional deverá apresentar o Relatório Mensal da Dívida Pública de janeiro, já sob novo formato.

No Congresso Nacional, deverão ser instaladas diversas comissões especiais de Medidas Provisórias (MPs), cabendo destacar a 703/2015, que dispõe sobre os acordos de leniência; 704/2015, que dispõe sobre fontes de recursos para cobertura de despesas primárias obrigatórias e para pagamento da Dívida Pública Federal; e 712/2015, que dispõe sobre ações de combate ao mosquito transmissor do Vírus da Dengue, do Vírus Chikungunya e do Zika Vírus.

Na Câmara dos Deputados, a Comissão Especial do PL 3636/2015, sobre os acordos de leniência, deverá analisar o parecer do relator, deputado André Moura (PSC/SE).
Há a previsão, também, da escolha do novo líder do Partido Progressista (PP). A disputa, que foi adiada semana passada, deverá ficar entre o deputado baiano, Cacá Leão, e o paraibano, Aguinaldo Ribeiro. Caso algum dos candidatos seja eleito, os líderes partidários deverão se reunir no dia seguinte (quinta-feira, 24), para decidir a distribuição das 23 comissões permanentes da Câmara.

Já o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara deverá se reunir, novamente, para tentar votar o parecer preliminar, do deputado Marcos Rogério (PDT/RO), sobre o processo de cassação contra o presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ).

No Senado Federal, a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) terá uma pauta extensa, cabendo destaque para as emendas à PEC 45/2009, sobre Sistema de Controle Interno; o PLS 388/2015, que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal para estabelecer regras de governança para os fundos de pensão; e o PLS 55/2015, que prevê exame criminológico, aumento do prazo de internação e não liberação automática aos 21 anos de idade de adolescente que cometeu ato infracional correspondente a crime hediondo ou equiparado.

No Judiciário, o STF retomará o julgamento sobre a constitucionalidade da Lei Complementar 105/2001, que dá poder a Receita Federal requisitar informações a instituições financeiras sem autorização judicial. Na semana passada, seis ministros votaram pela constitucionalidade e apenas um votou pela improcedência da ação. Faltam votar os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux, Celso de Melo e Ricardo Lewandowski.

Na quinta-feira (25), o Tesouro Nacional deverá divulgar o resultado primário das contas do Governo Central de janeiro.

Na Câmara dos Deputados, a Comissão Especial da PEC 159/07 (Recursos da Cide), deverá realizar audiência pública com os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin; de Minas Gerais, Fernando Pimentel; da Bahia, Rui Costa dos Santos; e do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão.

No Executivo, o IBGE poderá divulgar a pesquisa mensal sobre emprego.
Na sexta-feira (26) termina o prazo para que Eduardo Cunha apresente defesa, no STF, sobre o processo que pede seu afastamento do cargo de presidente da Câmara dos Deputados.

No Executivo, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, irá à China para participar de reunião de ministros de Finanças dos países que integram o G-20 (grupo das vinte maiores economias mundiais). Já o Banco Central divulgará os dados consolidados das contas do setor público em janeiro.

Já a presidente Dilma deverá viajar ao Rio de Janeiro para participar da comemoração dos 36 anos do PT, quando a cúpula do partido fará um desagravo ao ex-presidente Lula.

Fonte: Agenda Legislativa/FENAM

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