No encontro, participantes de 11 secretarias de Estado, instituições da instância estadual, municipal e federal, discutiram medidas e tiveram acesso aos novos números das doenças no Paraná. “A Saúde precisa do apoio de todos para fortalecer as atividades e mobilizar uma parcela cada vez maior da sociedade”, salienta a coordenadora da Sala Estadual, Cleide de Oliveira.
A coordenadora do Programa Família Paranaense, da Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social, Letícia Reis trouxe novas ideias à reunião. “Temos mais de 30 mil famílias cadastradas no programa. Vamos sensibilizá-los e capacitá-los sobre a necessidade do cuidado para evitar a proliferação da dengue, zika e chikungunya”, comenta.
Segundo Cleide, os componentes não precisam entender da parte técnica para poder contribuir. “Os outros órgãos podem não trabalhar com políticas voltadas especificamente aos vetores, mas podem ajudar a pensar em estratégias diferenciadas, novas ideias e apresentar outra visão sobre a questão”, diz. A próxima reunião do grupo está agendada para terça-feira (1º de março), às 10 horas.
De 5.541, agora são 7.360 casos de dengue confirmados no Estado neste período epidemiológico. O total de municípios em epidemia também aumentou, passou de 15 para 16. Para o cálculo, é levado em consideração o número de casos de dengue registrados no município. Mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes já é considerada situação de epidemia.
Além de Rancho Alegre, Munhoz de Mello, Paranaguá, Assaí, Santo Antônio do Paraíso, Mamborê, Cambará, Tapira, Itambaracá, Santa Isabel do Ivaí, Serranópolis do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Nova Aliança do Ivaí, Foz do Iguaçu e Guaraci, a cidade de Jataizinho, no norte pioneiro, foi incluída na lista.
O número de mortes por dengue no Paraná subiu para 11, sendo nove em Paranaguá, uma em Curitiba e uma em Foz do Iguaçu. A Secretaria estadual da Saúde ainda investiga outros 11 óbitos no Estado, em Paranaguá (9), Sarandi (1) e Cascavel (1).
ZIKA – O boletim atual confirma 36 novos casos de zika vírus. No total, o Estado já confirmou 84 casos do vírus desde agosto de 2015, sendo 32 casos autóctones, 38 importados e 14 em investigação para determinar a origem.
Dos casos de zika, oito são em gestantes residentes em Colorado (5), Foz do Iguaçu (1), Rancho Alegre (1) e Santa Helena (1). Além das gestantes, um bebê recém-nascido de uma paciente que teve zika em Colorado também está sendo acompanhado pelas equipes de saúde.
“A partir do momento da confirmação da doença, essa gestação já é classificada como alto risco e a gestante tem à disposição acompanhamento especializado pela Rede Mãe Paranaense”, explica a assessora da Rede Mãe Paranaense, Débora Bilovus.
De acordo com Débora, o Paraná está preparado para dar assistência adequada a gestantes com diagnóstico de zika. “A gestante será encaminhada para receber atenção especial nos Centros Mãe Paranaense e nos ambulatórios dos hospitais de referência. Desta forma, o bebê terá o que há de melhor em estrutura e equipe de especialistas”, complementa.
CHIKUNGUNYA – No período epidemiológico de agosto de 2015 até o boletim atual, o Paraná totaliza 14 casos de chikungunya, dois autóctones e 12 importados. Os casos autóctones são dos municípios de Mandaguari e Rancho Alegre, ambos na região norte.
ERRATA – O caso importado de zika divulgado no informe da terça-feira (16) como pertencente ao município de Cianorte é, na verdade, de um paciente residente da cidade de Japurá, no noroeste do Estado.
Fonte: SESA/PR
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