Promovido pela Secretaria Estadual da Saúde, em parceria com o Conselho Regional de Medicina (CRM-PR) e a Associação Paranaense de Ciências Neurológicas (APCN), o seminário tratou de temas relevantes como dengue, zika vírus, febre chikungunya, microcefalia, malformações congênitas, síndrome de guillain-barré, entre outros agravos.
De acordo com o diretor-geral da Secretaria Estadual da Saúde, Sezifredo Paz, o objetivo foi atualizar as equipes de epidemiologia e de atendimento direto aos pacientes acerca do que está acontecendo no nordeste do país. “Vivemos uma situação de alerta mundial, devido ao surto de microcefalia em algumas regiões do país. Por isso, o momento é de preparar nossas equipes de saúde para também atuar frente a esta ameaça”, destacou.
O Paraná ainda não identificou casos de microcefalia associados à infecção por zika vírus. Contudo, o boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde informou nesta semana a ocorrência de um aborto espontâneo em Londrina, cuja gestante tinha sido diagnosticada com a doença. Esta é a primeira vez em que há confirmação de que o zika vírus influenciou diretamente em um aborto no Estado.
Na terça-feira (22), a programação envolveu palestras sobre o panorama geral da dengue, zika e chikungunya no nordeste do país, ressaltando os protocolos de atendimento adotados para a assistência aos casos que desenvolveram complicações neurológicas.
ADULTOS – Palestrante do seminário, a chefe do serviço de neurologia do Hospital da Restauração (Recife-PE), Maria Lúcia Brito, foi uma das primeiras a identificar manifestações neurológicas em pacientes com sintomas de zika.
Ela afirma que é preciso redobrar a atenção, pois muito se fala da microcefalia, mas o surto de zika no nordeste também fez com que crescesse o número de casos de guillain-barré em adultos. ”Constatamos um aumento bastante expressivo. É importante que as equipes de saúde fiquem atentas, pois o guillain-barré é uma síndrome grave, que deixa sérias sequelas e pode até matar”, explicou a médica.
BEBÊS – Outra palestrante convidada foi a neuropediatra Maria Durce de Carvalho, que também atua no enfrentamento do surto em Pernambuco. Em sua apresentação, a especialista relatou que a microcefalia é apenas uma das complicações que podem ser identificadas em recém-nascidos cujas mães foram infectadas pelo zika vírus.
FLUXO – Na quarta-feira (23), o evento reuniu médicos, enfermeiros e epidemiologistas da equipe técnica da Secretaria da Saúde. A intenção foi discutir os protocolos de vigilância, diagnóstico e tratamento de pacientes com problemas neurológicos ligados a doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. O foco foi organizar um fluxo de resposta às notificações de microcefalia e outras infecções congênitas relacionadas ao zika vírus.
Atualmente, toda gestante do Paraná com diagnóstico de microcefalia fetal intraútero é considerada de alto risco e tem à disposição acompanhamento especializado pela Rede Mãe Paranaense. Esta confirmação é feita através de ultrassonografia de rotina, no pré-natal, já a partir do terceiro mês de gestação.
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