segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Mãe Curitibana Gestantes visitam maternidade Vítor do Amaral

 Um grupo de gestantes que faz o pré-natal na rede municipal de saúde conheceu, nessa semana, a maternidade Vítor do Amaral – hospital onde terão seus bebês e um dos seis que fazem partos para o Sistema Único de Saúde (SUS) em Curitiba. A visita é um dos diferenciais do programa de atenção materno-infantil Mãe Curitibana, da Secretaria Municipal da Saúde, que há 11 anos oferece tranquilidade e segurança às futuras mamães antes, durante e após o nascimento do bebê.
“Essa visita é uma iniciativa pioneira de Curitiba e um detalhe muito importante do atendimento humanizado que a Prefeitura oferece nesse momento tão especial para todas as mulheres e também para os pais”, considera a secretária municipal da Saúde, Eliane Chomatas.
Para o coordenador do programa Mãe Curitibana, Edvin Javier Boza Jimenez, outro aspecto positivo da visita é o fortalecimento do sentido de responsabilidade da mulher e do pai do futuro bebê com a gravidez. “A visita é um componente importante do programa, pois a regra no Brasil é as mulheres chegarem ao nono mês de gestação sem saber onde terão seus filhos”, observa, referindo-se também às consultas e exames diretamente relacionados à gestação e às oficinas de gestantes com o pai presente, para envolver a figura masculina no processo.
Gestantes
As visitantes dessa semana fazem pré-natal nas unidades de saúde Pilarzinho e Tingui, na Regional Boa Vista. Das dez participantes da atividade, cinco levaram seus maridos, companheiros, filhos e mães para a visita monitorada pela enfermeira Eliete Cristina Calheiros da Silva.
“É uma pena que o meu marido esteja trabalhando porque ele queria vir. A gente desejou muito esse filho. Acho que oportunidades essa, antes do grande dia, ajudam os dois a espantar a insegurança”, comentou a auxiliar administrativo Rosana Franco de Lima dos Santos, e 28 anos. Casada há quatro anos, Rosana espera Lucas, seu primeiro filho, para fevereiro.
Roteiro
Em aproximadamente duas horas o grupo percorreu a maternidade, a partir do acesso para as gestantes em trabalho de parto ou com algum tipo de intercorrência durante a gravidez. “É por aqui que vocês vão entrar na hora do parto e se apresentar na recepção”, apontou Eliete, referindo-se ao acolhimento dispensado às cerca de 300 mulheres que, a cada mês, têm seus bebês no local. Em Curitiba nascem mensalmente 1,3 mil bebês pelo SUS, o que representa cerca de 60% de todos os partos da cidade.
Sala de relaxamento, refeitório, alojamentos conjuntos (enfermarias onde as mães ficam com seus bebês), cartório, sala de parto e jardim interno também foram apresentados aos visitantes, que puderam tirar todas as dúvidas no auditório da maternidade, depois de uma palestra ministrada pela enfermeira e antes do lanche de encerramento. Entre os aspectos destacados por Eliete, o incentivo ao parto normal e o aleitamento materno logo após o nascimento. Cerca de 70% dos partos feitos pelo SUS são normais, enquanto a média da cidade cai para 54%.
“É muito diferente à época em que eu tive meus quatro filhos, quando a gente saía de casa sem saber onde ia ganhar o bebê. Isso é uma boa, uma tranquilidade”, comparou, admirada, a dona-de-casa e avó de primeira viagem Lúcia Santana de Andrade. Lúcia acompanhava a filha Regiane, de 22 anos, grávida de três meses.

Fonte: Imprensa PMC

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