quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Médicos do Hospital Evangélico decidem por paralisação a partir do dia 12 de setembro

Os médicos do Hospital Evangélico de Curitiba, um dos maiores do Estado, decidiram paralisar as atividades a partir do dia 12 de setembro. A decisão foi tomada em assembleia realizada na noite dessa terça-feira, 28 de agosto, na sede do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR. Os motivos da paralisação são o atraso no pagamento dos salários e as condições de trabalho que, segundo os médicos estão pondo em risco a vida dos pacientes do hospital.

A decisão foi tomada após longas negociações com a direção do Hospital, que vem sofrendo dificuldades financeiras há anos. Segundo os médicos, os atrasos nos pagamentos já fizeram com que muitos médicos parassem de trabalhar no hospital. Além disso, as dificuldades financeiras estão resultando em falta de medicamentos e insumos dos mais diversos, dificultando ou até inviabilizando procedimentos médicos dos mais simples aos de maior complexidade.

Na semana passada, o Dr. Rogério Kampa, Conselheiro e Superintendente de Saúde da Sociedade Evangélica Beneficente, entidade mantenedora do Hospital Evangélico, esteve na Sede do SIMEPAR em audiência com o presidente do Sindicato, Dr. Mario Ferrari. Na oportunidade ele propôs que os valores devidos aos médicos em 2012 fossem quitados nos próximos três meses: setembro, outubro e novembro.

Sobre os valores em atraso dos anos anteriores que, segundo Dr. Rogério Kampa, representariam cerca de novecentos mil reais foi proposto que fossem quitados em seguida, dependendo da evolução do equilíbrio financeiro do hospital.

Mas, segundo os médicos, os valores devidos são muito maiores, e seriam acima de sete milhões em honorários devidos anteriormente ao ano de 2012, sendo devidos desde 2006. Os médicos também relaram que são retirados 50% dos honorários médicos pagos pelos planos de saúde, em favor da empresa White Martins em face de uma liminar da Justiça. Referem ainda os valores devidos em período anterior foram deletados dos computadores e retirada a possibilidade de acesso dos profissionais às informações relativas aos serviços prestados.

Dessa forma, os médicos consideraram impossível aceitar a proposta da direção da SEB e decidiram pela paralisação. Agora serão enviados comunicados ao Ministério Público Estadual, Ministério Público do Trabalho, Justiça do Trabalho, Ministério da Saúde, Secretaria Estadual e Municipal da Saúde, Conselho Estadual e Municipal da Saúde, Conselho Regional de Medicina, além da direção do Hospital, informando sobre a paralisação e da disposição de se retomar a negociação.

Segundo Dr. Sidon Mendes de Almeida, que é dirigente do SIMEPAR e trabalha no Hospital Evangélico, os médicos não estão pedindo reajuste. A reivindicação é que os valores a que os médico têm direito sejam pagos e que sejam fornecidas condições mínimas para a boa prática da medicina. Dr. Sidon também lembrou que serão respeitados os limites legais na paralisação, e serão mantidos os serviços essenciais, de urgência e emergência do hospital.

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