Chegaram ao conhecimento do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR, uma série de denúncias relativas a irregularidades ocorridas no atendimento médico dos servidores públicos estaduais ativos, aposentados e seus dependentes; realizado pelo SAS (Sistema de Assistência à Saúde), no Hospital da Polícia Militar do Paraná.
Segundo consta, os problemas vêm ocorrendo desde fevereiro de 2012, nas especialidades de Ortopedia e Traumatologia. O atendimento é prestado mediante contrato firmado entre a empresa Instituto Madalena Sofia (IMS) e o Fundo de Assistência à Saúde da Polícia Militar (FASPM).
Médicos que trabalham nesse serviço relatam há atraso no pagamento dos salários desde o início do contrato, chegando a acumular três meses de atraso. Também as condições de trabalho nos consultórios são precárias desde o início, só piorando com o passar dos meses.
Segundo os profissionais, o centro-cirúrgico do Hospital da PM não estava preparado para responder ao aumento de sua utilização com o SAS. E só piorou em relação aos materiais, equipamentos e pessoal de apoio, o que ocasionou o seu fechamento em 30 de janeiro de 2013, sem programação de data de reabertura.
O setor de pronto-atendimento, que funcionava em situação precária pelo espaço inadequado e pela falta de material ortopédico (gesso, atadura, algodão ortopédico); parou de funcionar em meados de fevereiro, só voltando a funcionar poucos dias atrás, sem qualquer correção das falhas citadas. Existe constante falta de material cirúrgico básico, como fios de aço e de sutura, aventais e campos cirúrgicos, entre outros.
Qualquer paciente que necessite de cirurgia, com uso de implante, só consegue realizá-la mediante pagamento do implante. Os trabalhadores citam como exemplo os pacientes idosos com artrose, que necessitem de artroplastia total de quadril ou joelho, que só conseguem ser operados diante do pagamento do material, que não é coberto pelo SAS; também não existem instrumentadores para a realização das cirurgias.
Diante da situação, os médicos ortopedistas decidiram informar ao IMS há um mês que iriam paralisar o atendimento médico, para proteção dos pacientes e solicitar o pagamento atrasado dos já quatro meses de trabalho, que a data de paralisação seria dia 08 de março de 2013.
Os médicos esperam a solução dos problemas apresentados para poderem continuar a exercer a atividade profissional na especialidade de ortopedia e traumatologia, em condições éticas e dignas.
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