Reunião na última semana, em São Paulo, teve a participação de membros da FENAM e da CNTU

Atenta ao processo eleitoral e
como ele afetará a vida de todos os brasileiros, o movimento sindical médico
ouvirá os candidatos à Presidência da República e aos governos de Estado para
saber os projetos para o setor da saúde no país. Com esta preocupação, a
Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados
(CNTU) e a Federação Nacional dos Médicos (FENAM) realizarão, a princípio, em
São Paulo, os debates para ouvir cada candidato e levar seus posicionamentos
para a classe médica.
Segundo o presidente da CNTU,
Murilo Celso de Campos Pinheiro, os encontros devem acontecer na capital
paulista devido ao fato da maioria dos candidatos terem a cidade como sede. O
encontro está sendo negociado individualmente para que as agendas dos
concorrentes aos cargos públicos e das entidades possam ser organizadas. Um
caderno com sugestões de propostas para cada candidato será entregue durante os
encontros.
“A nossa expectativa é que possamos debater
com o candidato, escutar as propostas e apresentar as nossas. Queremos
contribuir para um Brasil melhor, com mais oportunidades de vida e de trabalho
a todos os brasileiros. Primeiro eles apresentam a proposta, depois nós abrimos
com o debate”.
O presidente da CNTU, também
avaliou como “ extremamente importante a participação da FENAM, pois ela tem uma
contribuição muito grande para dar, principalmente na qualidade de vida, das
oportunidades de trabalho e melhorias para o cidadão”, afirmou Murilo.
Importância da CNTU para as políticas públicas
A CNTU foi criada em 2006 e
representa cerca de um milhão de profissionais brasileiros, unidos em cinco
federações e, aproximadamente, 100 sindicatos. A CNTU representa em grau
superior engenheiros, farmacêuticos, médicos, nutricionistas, odontologistas e economistas.
A CNTU lançou, em maio deste ano,
o projeto Brasil 2022. A escolha do ano se deve à comemoração de 200 anos de
independência política do Brasil em relação a Portugal, e propõe um debate
sobre o que fazer para que o Brasil supere os entraves ao desenvolvimento e ao
bem-estar de toda a população brasileira.
“Nós temos a obrigação de
discutir a política nacional e as políticas estaduais. A possibilidade de
desenvolvimento tecnológico, discutir a saúde brasileira, apresentar propostas
nesta direção e, com isto, discutir as questões maiores da sociedade
brasileira”, definiu o presidente da CNTU.
Recentemente, houve um
questionamento do papel da CNTU por parte da Confederação Nacional dos
Profissionais Liberais (CNPL), mas o trabalho realizado pela CNTU continua em
andamento. “Existe a vontade de outras
Confederações em bloquear o trabalho da CNTU. Ela (CNPL) entrou com uma ação,
perdeu na primeira instância, e ganhou na segunda. Tem um recurso que estamos
colocando. Continua tudo como está em funcionamento”, afirmou Pinheiro.
O presidente da FENAM, Geraldo
Ferreira, afirmou que “há uma consciência das federações, entre elas a FENAM,
da importância da CNTU para o movimento sindical brasileiro”.
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