| Paraná disponibiliza vacina palivizumabe para bebês prematuros. Foto: Venilton Kuchler |
De acordo com o diretor do Hospital, Everson Augusto Krum, o palivizumabe previne infecções respiratórias, bronquiolites e pneumonia. A aplicação é indicada para crianças menores de um ano de idade que nasceram prematuras, com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas. Ainda estão inseridas no grupo de risco crianças menores de dois anos, com doença pulmonar crônica da prematuridade ou com doença cardíaca congênita. A aplicação deve constar na Caderneta da Criança.
A dispensação do medicamento no polo de aplicação dos Campos Gerais acontece desde a semana passada para pacientes das regionais de saúde de Ponta Grossa (3º RS), Irati (4ª RS), Guarapuava (5ª RS) e Telêmaco Borba (21ª RS), abrangendo 48 municípios. Este é um dos oito polos de aplicação do medicamento no Estado.
A aplicação do palivizumabe no HURCG segue até agosto, período de maior circulação do Vírus Sincicial Respiratório. A prescrição deve ser feita pelo médico assistente da criança. Os pais precisam protocolar o pedido nas regionais de saúde, que farão o encaminhamento para análise no Centro de Medicamentos do Paraná.
Atendendo aos critérios definido pelo protocolo de aplicação do medicamento, a família recebe um aviso de agendamento. “As regionais de saúde disponibilizarão o transporte ao polo de dispensação”, explica o diretor do Hospital.
O chefe da 3ª Regional de Saúde de Ponta Grossa, Jaime Menegoto Nogueira, destaca a disponibilidade do palivizumabe na rede pública de saúde como um grande conquista. “Trata-se de um medicamento de alto custo”, diz. Na rede farmacêutica, o preço de um frasco de 100 miligramas varia de R$ 4 mil a 6 mil. Um frasco pode atender até três crianças. Em geral a criança precisa receber até cinco doses para ter a proteção durante o período de sazonalidade do vírus, no caso da região Sul, de abril a agosto.
A incorporação do palivizumabe ao SUS pelo Ministério da Saúde ocorreu em 2012, com aprovação do protocolo de uso em 2013. A distribuição à rede pública de saúde cabe ao governo federal. No entanto, devido ao atraso no repasse, o Governo do Estado adquiriu um lote emergencial do medicamento. Para garantir o uso racional do medicamento, instituiu oito polos de aplicação (Curitiba, Campo Largo, Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Londrina, Maringá e Ponta Grossa).
Confira o protocolo e documentos necessários para solicitar a aplicação do palivizumabe. De acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, têm direito a receber uma ou mais doses:
- Crianças menores de um ano de idade que nasceram prematuras com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas.
- Crianças menores de dois anos de idade, com doença pulmonar crônica da prematuridade.
- Crianças menores de dois anos de idade com doença cardíaca congênita com repercussão hemodinâmica demonstrada
Documentos:
- Solicitação de dose hospitalar – Hospital com UTI Neonatal:
- Formulário Específico para Solicitação, Avaliação e Autorização de Palivizumabe;
- Relatório médico legível, com justificativa da solicitação, assinado pelo médico assistente;
- Receituário médico;
- Solicitação de dose ambulatorial;
- Formulário Específico para Solicitação, Avaliação e Autorização de Palivizumabe
- Relatório médico legível, com justificativa da solicitação, assinado pelo médico assistente;
- Receituário médico;
Observação: Pacientes com cardiopatia congênita: descrever no relatório médico o tipo da cardiopatia congênita, os medicamentos utilizados e anexar cópia do laudo do ecocardiograma;
Cópia dos seguintes documentos: certidão de nascimento; comprovante de residência e Cartão SUS.
Fonte: SESA/PR
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