A 6ª Jornada Brasil Inteligente é promovida pela CNTU, e reune as federações das categorias profissionais que compõe a instituição

A convite da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), a Federação Nacional dos Médicos (FENAM) participou na sexta-feira (22) da 6ª Jornada Brasil Inteligente. O debate ocorreu em São Paulo, e apresentou as propostas das categorias que a CNTU representa para a construção de uma nação justa, democrática e desenvolvida.
Com a palestra “A CNTU e as eleições de 2014”, Antônio Augusto Queiroz, diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), abriu o rico debate no início da tarde. De acordo com Toninho, como é conhecido, o Brasil vive, hoje, uma profunda descrença com os políticos, mas, segundo ele, não existe mudança coletiva sem a política. “Se nós nos omitirmos no processo eleitoral, talvez possamos estar entregando às decisões à quem não tem condições de conduzir as mudanças necessárias almejadas pela população. Temos que ficar muito atentos aos processos de decisão de poder, pois vai nos atingir direta ou indiretamente. Precisamos evitar que pessoas inescrupulosas se apropriem da máquina pública”, alertou o diretor do Diap.
O presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, afirmou que as categorias profissionais não podem desprezar o parlamento para a solução dos conflitos. Segundo ele, é necessário um compromisso muito grande das categorias nas eleições. “É preciso identificar àqueles que têm compromisso com os trabalhadores. É urgente que os sindicatos se envolvam nas questões de aprovação dos projetos que tramitam no Parlamento, como é o caso do Supersimples que afetam os médicos, por exemplo”, afirmou. O presidente da FENAM destacou ainda que “é preciso criticar o governo para que aqueles que estão à frente conduzam um trabalho bem feito”.
Toninho do Diap alertou também que a possível mudança provocada pelas eleições é um quadro de muita preocupação para os trabalhadores. “Se não houver por parte dos profissionais interesse em eleger uma bancada comprometida com a manutenção dos direitos trabalhistas, a bancada de empresários conseguirá aprovar projetos para redução dos direitos. Só será possível resistir a isso uma base sindical forte”, ressaltou.
O consultor sindical da CNTU, João Guilherme Vargas Netto, dissertou sobre os fatos que marcaram a sociedade no que tange a singularidade, ou seja, fatos únicos que ocorreram no mundo. Ele destacou que não basta torcer por algum candidato, é preciso aprofundar o conhecimento no que o político tem para oferecer e quem são os assessores que o cercam. “Como dirigentes sindicais, nós não podemos apenas torcer pela singularidade. Nós não devemos ser apenas torcedores, nós temos que pensar qual o programa de governo? Dirigente que é dirigente tem que pensar quem é que vai ocupar os cargos nos Ministérios. Nós temos que introduzir racionalidade nas nossas decisões políticas para produzir uma singularidade”, afirmou.
Na ocasião também foi lançada a Revista Brasil Inteligente nº 3 com o Caderno Especial “A CNTU e as eleições de 2014 – Contribuições e propostas dos profissionais universitários para o País”. No documento constam 50 propostas, elaborados a partir de debates que percorreram as cinco regiões do País. Para o presidente da CNTU, o engenheiro Murilo Pinheiro, o material produzido em conjunto possui sete diretrizes. “São grandes áreas em que o Brasil tem não só importantes desafios a vencer, mas também excelentes condições de evoluir”, disse.
O material destaca as seguintes áreas: Estado, democracia e participação social; Universalização dos serviços públicos; Defesa do trabalho e dos trabalhadores; Infraestrutura econômica, social e urbana; Desenvolvimento, mercado interno, reindustrialização e sustentabilidade; e Bem-estar social, qualidade de vida e ética.
Na cerimônia também ocorreu a posse dos novos membros do Conselho Consultivo da CNTU. Participaram também do evento pela FENAM os seguintes membros: Vânio Lisboa, Mário Ferrari, José Murisset, Eglif Negreiros e José Maria Pontes.
Fonte: FENAM/Valéria Amaral
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