A Comissão de Saúde Suplementar (Comssu) do CREMERJ e as sociedades de especialidade decidiram promover um ato público em defesa do movimento de convênios, após uma reunião realizada no dia 20 de agosto, na sede do Conselho. Os participantes debateram as propostas apresentadas pelos planos de saúde e concluíram que a maioria não atende às reivindicações da categoria. A manifestação será no dia 10 de setembro, às 10h, no Centro do Rio, em frente ao Fórum.
Para a conselheira e coordenadora da Comssu, Márcia Rosa de Araujo, a mobilização será importante para mostrar a força do movimento. “Os planos de saúde querem que os médicos fiquem à mercê deles, desvalorizando a nossa profissão. Estamos tentando negociar e apenas quatro se propuseram a pagar R$ 80,00 por consulta. Teve operadora que não apresentou nada até agora. As consultas e os procedimentos estão defasados”, disse.
Márcia Rosa também chamou a atenção para a Lei 13.003, de 24 de junho de 2014, que será regulamentada até o dia 24 de dezembro. Com as novas regras, ficarão definidos a contratualização dos médicos e o reajuste anual para a categoria.
Para o conselheiro do CREMERJ e vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá, essa lei foi uma importante vitória do movimento médico. Além disso, ele frisou que em todo o país os Conselhos Regionais de Medicina estão atuantes na luta da saúde suplementar.
O presidente do CREMERJ, Sidnei Ferreira, ressaltou que as entidades médicas precisam permanecer unidas e mobilizadas para que o movimento seja vitorioso.
“Oito planos de saúde apresentaram propostas com valores menores aos que a categoria reivindica. Além disso, nem todos negociaram. Esse ato público deve realmente ser feito, porque temos os nossos objetivos e vamos continuar lutando até conquistá-los. Esse é um momento importante, portanto precisamos estar ainda mais unidos”, declarou.
Já o conselheiro José Ramon Blanco, que preside a Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro (Somerj), relembrou as reivindicações da categoria.
“O nosso pleito é justo, porque lutamos pela valorização do médico. Entre as nossas reivindicações, estão o reajuste de 10% nas consultas ou o valor mínimo de R$ 80,00; e a equiparação dos pagamentos dos procedimentos realizados em enfermarias aos de quartos”, destacou.
O movimento de convênios também reivindica: nova contratualização das operadoras baseada nas propostas das entidades médicas já apresentadas à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); pagamentos dos honorários num prazo máximo de 30 dias; emissão por parte das operadoras de extratos das consultas e procedimentos em papel e não online, como acontece atualmente; unificação das tabelas de procedimentos (uso da CBHPM); e honorários iguais para pessoa jurídica com características de pequenas empresas e pessoa física.
A reunião contou com a participação de 22 sociedades de especialidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário