
Com uma população superior aos 360 mil habitantes e a cada dia surgindo novos desafios administrativos, especialmente na área da saúde, Montes Claros foi uma das cidades escolhidas para receber a visita da Federação Nacional dos Médicos – FENAM. Atendendo ao pedido do Sindicato dos Médicos de Montes Claros e Norte de Minas – Sindmed – os secretários José Roberto Murisset (Diretos Humanos da FENAM) e Márcio Costa Bichara (responsável pela Saúde Suplementar na FENAM) debateram a atual situação da saúde no país, novos paradigmas e desafios a serem enfrentados pelos médicos e pelo sistema de saúde.
O encontro foi realizado na noite da última sexta-feira, 29 de agosto, no auditório do Hospital Prontosocor, reunindo vários médicos, de todos os hospitais da cidade. Na pauta de discussões os médicos da cidade expuseram as principais demandas e dificuldades do serviço de saúde da cidade e região Norte Mineira, buscando alternativas para melhorar o serviço médico, a estrutura dos hospitais e investimentos na saúde. Para o presidente do Sindmed, Carlos Eduardo Pereira Queiroz, o “município tem passado por várias dificuldades na saúde, especialmente por receber grande quantidade de pacientes de outras cidades”.
Segundo Carlos Eduardo, na atual situação, com a pouca estrutura e investimentos na saúde, médicos e pacientes se tornam vítimas de um sistema que não funciona. “O sistema de saúde é ruim, precário, deixa de lado a classe média. Ao mesmo tempo, o profissional médico não tem estabilidade profissional e estrutura de trabalho, os hospitais passam por dificuldades financeiras, não recebem pelos procedimentos, etc.”, destaca.
O secretário de Diretos Humanos da FENAM, José Roberto Murisset, destacou a importância do encontro com os médicos de Montes Claros. “Viemos hoje ouvir o sentimento dos médicos da cidade e saber as necessidades e realidade do serviço de saúde da região. Felizmente o movimento sindical no Norte de Minas voltou a crescer e isso é bom para tornar mais efetiva as cobranças por melhorias na saúde da região”, apontou.
Em busca de mudanças
Durante o encontro os médicos destacaram a necessidade de verem mudanças urgentes nas políticas públicas de saúde e consequentemente na forma como os projetos governamentais são conduzidos. Márcio Bichara destacou que o argumento da falta médicos não é real e que o problema principal é a pouca estrutura e perspectiva de carreira para o médico chegar até os locais de difícil acesso, que falta serviço médico. “Estamos em ano de eleição e é a nossa oportunidade de mudar algo no país, escolhendo quem realmente vá trabalhar em prol de ações boas, políticas públicas que mudem o país”, destacou.
Fonte: Sindmed
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