
A Federação Nacional dos Médicos (FENAM), representada pelo membro da CAP FENAM, Eglif de Negreiros, participou de homenagem da Câmara dos Deputados à Federação Nacional dos Engenheiros (FNE). A solenidade, realizada nesta terça-feira (02), no auditório Nereu Ramos, celebrou os 50 anos de representatividade que a entidade conquistou na defesa dos direitos dos engenheiros e pelo seu papel na história do crescimento do país.
“É respeitável essa homenagem pela importância desta profissão, são os verdadeiros construtores do Brasil. E a FENAM integra este processo, tendo em vista que, ao longo dos anos, tem mantido uma parceria séria e firme para o desenvolvimento do Brasil”, disse Eglif de Negreiros.
Na ocasião, o presidente da FNE, Murilo Celso Pinheiro, discursou sobre o trabalho de luta da entidade e a participação efetiva nas questões da sociedade brasileira. Também lembrou as discussões que a Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) se insere juntamente com a união de categorias profissionais (engenheiros, médicos, economistas, farmacêuticos, odontologistas e nutricionistas), com o intuito de auxiliar no crescimento do país.
Histórico FNE
A última década marcou uma grande mobilização dos engenheiros, especialmente através do projeto ‘Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento’, lançado pela FNE em 2006, com propostas que contribuíram para a retomada da expansão econômica no País. A iniciativa representou também a mobilização da Engenharia e sua articulação nacional e regional, passando pela discussão sobre as cidades e as regiões metropolitanas, o enfrentamento da crise financeira, os gargalos que estancaram a retomada do crescimento, observada a partir de 2007, e a Copa 2014.
Para Murilo Celso Pinheiro, a federação amadureceu a sua atuação como entidade sindical e também como parte da sociedade civil organizada, e comemora também o fortalecimento dos 18 sindicatos a ela filiados, que ganharam relevância e representatividade em suas respectivas bases, além de projeção nacional em diversos aspectos. “Essa organização é hoje uma forte e coesa rede de entidades e lideranças guiadas pelo objetivo comum de defender o engenheiro e lutar pelo desenvolvimento”, ressalta Pinheiro. Ele aponta ainda várias conquistas em relação à valorização profissional e à remuneração dos engenheiros em diversas cidades e estados brasileiros e também no setor privado.
A FNE foi fundada em 25 de fevereiro de 1964 por um grupo de engenheiros que se reuniu em assembleia no Rio Grande do Sul, a FNE teve sua Carta Sindical reconhecida e assinada pelas entidades dos engenheiros do estado gaúcho, além de São Paulo, Guanabara, Minas Gerais, Paraná, Volta Redonda, Bahia, Pernambuco e Santa Catarina em 29 de dezembro de 1965. De organização voltada exclusivamente à atuação sindical, com a pretensão de levar a voz e os anseios da categoria ao governo, ao longo de sua trajetória, consolidou-se como uma entidade que passou a engajar-se também na luta pelo desenvolvimento nacional.
Livro “FNE, 50 anos – A luta dos engenheiros brasileiros”
Ao comemorar seu cinquentenário, em maio deste ano, a FNE lançou o livro “FNE, 50 anos – A luta dos engenheiros brasileiros”, que conta a história da entidade ao longo dessas cinco décadas. A obra traça a trajetória desde a criação da FNE, o que se deu às vésperas do golpe civil-militar de 1964, o que a fez enfrentar o desafio de atuar sob regime autoritário; relata ainda o momento de renovação da federação nos anos 1980; descreve as dificuldades durante o período neoliberal da década seguinte; e traz um panorama do novo momento de virada, a partir dos anos 2000, com a retomada da expansão econômica e a decisão da entidade de interferir no debate nacional sobre o tema a partir do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”.
Fonte: Fernanda Lisboa com CNTU
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