
Foto: Valéria Amaral
Começou nesta quarta-feira (4) e segue até sábado (7) o XXXII Congresso Pan-Americano de Mulheres Médicas, XXII Congresso Brasileiro de Mulheres Médicas e IV Encontro Fenam de Mulheres Médicas do Brasil. O evento, organizado pela seção São Paulo da Associação Brasileira de Mulheres Médicas (ABMM/SP), em parceria com a FENAM, reúne médicos e médicas de todo o Brasil, além de palestrantes do México e Argentina.
Durante a cerimônia de abertura, realizada na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), a presidente da ABMM/SP, Ivone Minhoto Meinão, agradeceu a participação dos congressistas e das autoridades no evento. A presidente da ABMM/SP relembrou que há dois séculos as mulheres têm enfrentado inúmeras barreiras ao ingressar na Medicina. "Infelizmente, ainda há pontos a serem vencidos. Clamamos mais uma vez por respeito às mulheres médicas desde os bancos universitários. Está em nossas mãos uma tremenda responsabilidade de nos inteirarmos por temas políticos, não apenas os que atingem a profissão médica, mas que também os que contribuam para retomar a moralidade do Brasil”, destacou.
Em seu discurso, o presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Geraldo Ferreira, destacou a recente problemática envolvendo a portaria do Governo Federal em relação às cesarianas. "A questão é gravíssima, pois há uma tentativa de interferir em questões técnicas sem ouvir os conselhos e as associações de classe. Esse é um tema que nos preocupa, pois há uma agressão à ciência e a técnica. O governo está ferindo o direito da paciente em escolher como deseja ter sua criança. Ele deveria estar discutindo como garantir analgesia de parto para as mulheres”.
O representante do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Clóvis Constantino, destacou que, desde 2009, mais mulheres do que homens solicitam inscrição no Conselho. "Em algumas especialidades médicas, elas já são a grande maioria. Sabemos do cuidado que as mulheres têm com tudo em sua vida, e só isso já é importante para melhorar a qualidade da assistência à população,” ressaltou o representante do Cremesp.
Já o presidente da APM, Florisval Meinão, destacou a luta das mulheres desenvolvida ao longo dos anos e afirmou que “elas” já são maioria nas escolas de medicina. "Elas venceram muitas resistências e, com certeza isso, tem a ver com o gênero feminino.”
A presidente da Alianza Pan-Americana de Mulheres Médicas, Brígida Alvarez, entregou uma faixa simbólica do Congresso, com as bandeiras dos países integrantes, para Ivone Meinão, que será responsável por passá-la para a presidente do próximo Congresso Pan-Americano de Mulheres Médicas, daqui a dois anos.
A Palestra Magna sobre “Políticas Públicas de Saúde para as Mulheres” foi ministrada pelo secretário estadual de Saúde de São Paulo, David Uip. Na solenidade, ele afirmou que as mulheres são naturalmente meticulosas, combativas e emblemáticas e que precisam participar cada vez mais da política e das entidades. "Ainda não sinto que temos em São Paulo um programa completo de saúde para a mulher, mas estamos trabalhando em muitos pontos.” Parte do público não aprovou o discurso do secretário, uma vez que, em diversos momentos, fez críticas à categoria médica.
Mais informações a respeito dos temas/palestras do evento serão divulgados em breve.
Confira a programação completa:
http://www.congressopanamericanoabmm.com.br/programacao.html
Fonte: Valéria Amaral - 06/03/2015
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