quarta-feira, 22 de julho de 2015

Bebês precisam receber segunda dose da vacina contra gripe

Menos da metade das crianças que têm direito à segunda dose da vacina contra a gripe receberam a dose extra. Foto: Maurilio Cheli
Menos da metade das crianças que têm direito à segunda dose da vacina contra a gripe receberam a dose extra. Das 29.689 crianças que tomaram a vacina pela primeira vez em Curitiba durante a Campanha Nacional de Vacinação, apenas 36,3% (10.787) voltaram para receber a segunda dose, segundo levantamento da Secretaria Municipal da Saúde. Na cidade, todos os grupos prioritários tiveram mais de 80% dos seus integrantes vacinados, que era a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.
Nos bebês, que estão sendo vacinados pela primeira vez contra o vírus da gripe, a imunização deve ser feita em duas doses, com intervalo de 30 dias. Já as crianças que foram imunizadas no ano passado, estão completamente protegidas depois da primeira dose.
A vacina contra a gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos. Estudos demonstram que a vacinação contribui para a redução de 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza. “Os pequenos ainda não estão com o sistema imunológico completamente formado e por isso necessitam desse reforço na vacina”, comentou o secretário de Saúde de Curitiba, Adriano Massuda.
A dose é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), gratuitamente, para crianças com idade entre seis meses e menores de cinco anos, pessoas com 58 anos ou mais, gestantes, mulheres que tiveram filhos em até 45 dias, profissionais da saúde e indígenas, e pode ser feita nas 109 unidades de saúde de Curitiba, conforme o horário de funcionamento de cada uma delas.
A empresária Ana Paula Cruz se programou para aplicar a segunda dose da vacina em seu filho Arthur, 9 meses, nos próximos dias. “Não pude ir antes porque ele estava resfriado e a orientação da pediatra foi a de aguardar ele se recuperar completamente para vaciná-lo”, comentou. Já a filha mais velha, Maria Clara, de 3 anos, foi vacinada ainda em maio, logo que começou a campanha. “Durante o inverno, a chance de complicações respiratórias sempre aumenta. Então a melhor alternativa ainda é a prevenção”, disse.

Fonte: Secretaria Municipal da Saúde

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