quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Hospitais trabalham para reduzir impacto de infecções

Representantes de 11 instituições hospitalares de Curitiba participaram nesta quarta-feira (16) do 2.º Encontro sobre Análise Laboratorial de Bactérias Multirresistentes, realizado no auditório da Secretaria Municipal da Saúde. A iniciativa é resultado de uma parceria entre os centros de Saúde Ambiental e de Epidemiologia da Secretaria e o Laboratório Central do Estado (Lacen). O principal objetivo é estabelecer padrões de análise, além de aproximar as vigilâncias Sanitária e Epidemiológica dos laboratórios hospitalares, reduzindo o impacto de uma infecção hospitalar.  

A chefe de Regulação Sanitária da Vigilância Sanitária de Curitiba, Fabíola França Balmant, destacou que o surgimento de bactérias de alta resistência está ligado ao uso indiscriminado de antibióticos. “A resistência dos microorganismos aos antibióticos é uma preocupação mundial e um dos problemas mais graves que atingem os hospitais brasileiros, principalmente diante dos novos mecanismos de resistência”, explicou., 
De acordo com Fabíola, a identificação, a prevenção e o controle das infecções hospitalares representam fundamentos para a intervenção sobre o risco em serviços de saúde, antes que o dano alcance o paciente. “A taxa de infecção hospitalar é considerada um importante indicador de segurança do paciente e da qualidade dos serviços de saúde”, salientou.
Em Curitiba, de 33 hospitais avaliados, quatro instituições não possuem um profissional especialista em microbiologia para fazer o monitoramento desse tipo de infecção hospitalar, questão bastante preocupante para a Vigilância Sanitária. “O controle de situações de surto em serviços de saúde exige ações rápidas e bem direcionadas para reduzir a gravidade dos casos e o número de pessoas afetadas”, analisou.
A farmacêutica Delmara Olívia Figueiroa Novak, do Distrito Sanitário Santa Felicidade, destacou a importância do trabalho de combate e prevenção às bactérias multirresistentes que estão se transformando em um problema de saúde pública. “A Vigilância Sanitária tem o papel executivo, mas também o papel de fiscalizar. É necessário ampliar e fortalecer as medidas de controle. Mesmo que não seja possível acabar com a resistência microbiana, é possível reduzir seu impacto”, disse.

Fonte: SMCS

Nenhum comentário:

Postar um comentário