
A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) condenou, neste sábado (03), o ataque
aéreo que atingiu esta madrugada um hospital em Kunduz, ao norte do
Afeganistão, e que causou a morte de, pelo menos, nove membros da organização e
mais 37 feridos.
“É
com profundo pesar que confirmamos a morte de nove elementos da MSF durante o
bombardeamento da noite passada num hospital da organização em Kunduz”,
diz comunicado da MSF.
A MSF esclarece que todas
as partes envolvidas no conflito, inclusive em Cabul e Washington, foram claramente
informadas da localização exata (coordenadas GPS) das instalações da
organização em Kunduz, incluindo o hospital, a pousada, o escritório e uma
unidade de estabilização em Chardara, no noroeste de Kunduz.
O bombardeamento em
Kunduz continuou por mais de 30 minutos depois de as autoridades militares
americanas e afegãs terem sido informadas, pela primeira vez, pela MSF de que o
seu hospital, cheio de pacientes e de funcionários, tinha sido atingido, afirma
a organização, que exige esclarecimentos sobre o sucedido.
Os
Estados Unidos reconheceram que poderão ter causado “danos colaterais” em um
centro da organização MSF em Kunduz e afirmaram que investigam o incidente.
O
porta-voz das tropas norte-americanas no Afeganistão, coronel Brian Tribus,
disse à agência EFE que houve um “ataque aéreo em Kunduz contra indivíduos que
ameaçavam o contingente”.
“O ataque pode ter provocado
danos colaterais numa instalação médica próxima. O incidente está sob
investigação”, afirmou. Desde segunda-feira que a cidade de Kunduz é palco de
combates entre os talibãs e as tropas afegãs, que contam com o apoio aéreo
norte-americano.
A
tomada de Kunduz, na segunda-feira passada, foi a conquista militar mais
importante dos talibãs desde que em 2001 foram afastados do poder após a
ofensiva liderada pelos Estados Unidos. O exército afegão recuperou na
quinta-feira o controlo da cidade afegã de Kunduz, no norte do país, mas
combates entre as forças governamentais e os talibãs continuaram nos últimos
dias.
Fonte: Portal EBC
Nenhum comentário:
Postar um comentário