Debatedores e deputados discordaram sobre medida prevista na lei do programa Mais Médicos que institui a medicina de família como pré-requisito para residência médica
A ampliação do tempo de residência médica no Brasil, a partir de 2019, dividiu opiniões em audiência pública na subcomissão especial da Carreira Médica, ligada à Comissão de Seguridade Social e Família, nesta terça-feira (22). A medida está prevista na lei do programa Mais Médicos (12.871/13), que instituiu, como pré-requisito de acesso à residência médica, a formação na medicina geral de família e comunidade. Proposta pelo governo e aprovada pelo Congresso em outubro de 2013, a lei prevê que essa formação ocorra após a graduação e dure um ou dois anos, dependendo da especialidade que o médico pretende seguir depois.
Antonio Augusto / Câmara dos Deputados
Mandetta está preocupado com o custo da ampliação da residência para os futuros médicos
O presidente em exercício da Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério da Educação, Vinícius Ximenes, defendeu a medida. Para ele, a exigência vai aumentar a formação de médicos de família, além de garantir que os futuros profissionais tenham conhecimento da atenção básica de saúde, que abrange os problemas de saúde mais comuns entre a população brasileira. “Sistemas de saúde com poucos médicos de família tendem a ser sistemas desprotegidos. Eles tendem a uma irracionalidade no seu funcionamento e no seu financiamento. São sistemas caros”, ressaltou.