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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

CFM participa de audiência no Senado Federal sobre a greve no INSS

Médicos peritos cobraram, no Senado, melhores condições de trabalho
A convite da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal, o Conselho Federal de Medicina (CFM) participou de audiência pública para debater, na última quinta-feira (03), a greve dos médicos peritos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Iniciada em setembro de 2015, os peritos voltaram ao trabalho na última semana de janeiro – mas, em estado de greve.

De acordo com Luiz Carlos Argolo, diretor sindical da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP), o estado de greve é uma nova fase em que há atendimento, mas é restrito à realização de exames iniciais para concessão do auxílio doença previdenciário e do auxílio doença acidentário. Dessa forma, diminui-se o impacto sobre a população – visto que os demais exames são remarcados e o pagamento de auxílios aos beneficiários é mantido até que haja reavaliação.

A imediata recomposição do quadro de peritos médicos do INSS, a redução da jornada de trabalho a 30 horas semanais sem perdas salariais e o fim da terceirização da perícia médica são algumas das reivindicações apresentadas pela ANMP. Representando o CFM, o conselheiro federal Nemésio Tomasella ressaltou a preocupação do Conselho no entendimento entre o governo federal e os médicos peritos, salientando ainda a necessidade de fortalecer a carreira desses profissionais. “É primordial que o gestor garanta condições adequadas para que o beneficiário da Previdência seja bem assistido e para que o médico perito atue com segurança e dignidade”, afirmou Nemésio.

A audiência foi presidida pelo senador Paulo Paim (PT/RS), que fez um apelo aos presentes: “não permitam que os trabalhadores fiquem no limbo. Não é bom para ninguém, nem para os trabalhadores nem para o governo”. A importância do médico para a seguridade social e a necessidade de valorização da carreira do médico perito também foram ressaltadas pelo chefe do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência Social, Marco Antônio Gomes. O servidor falou ainda sobre os impactos financeiros causados pela atual situação. “Hoje o maior prejuízo que a Previdência causa aos cofres públicos é a fila porque você vai ter que pagar esses trabalhadores que já poderiam ter retornado ao trabalho”.

O diretor presidente da ANMP, Francisco Eduardo Alves, pontuou dificuldades enfrentadas pela categoria e salientou a importância da audiência. “Hoje pudemos discutir conceitualmente o que é perícia médica. Um dos grandes problemas que enfrentamos é o desconhecimento do governo do que é a perícia e porque o sistema previdenciário precisa de um perito. Eu creio estarmos próximos de finalizar a greve”, concluiu.

Em janeiro deste ano, o presidente do CFM, Carlos Vital, também se reuniu com o Ministro da Previdência Social apresentando as preocupações e o posicionamento da entidade sobre a importância da perícia médica, um dos alicerces do sistema previdenciário brasileiro. Na CDH do Senado Federal, o CFM também defendeu a importância de o governo federal reconhecer a representatividade da ANMP, garantindo voz e voto nos espaços de discussão sobre perícia médica. Após a audiência, representantes da ANMP e do governo reuniram-se para debater as pautas pendentes vislumbrando o fim da greve. De acordo com a Associação, o governo afirmou que apresentará, no dia 15 de fevereiro, a formalização do que foi acordado nessa reunião, devendo ainda ser apreciado em assembleia pelo médicos peritos.

Fonte: Portal Médico - CFM

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

CFM participa de evento que discute abordagem do suicídio na mídia

Participantes do CFM participaram do evento.
Participantes do CFM participaram do evento.
No Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, 10 de setembro, o Conselho Federal de Medicina (CFM) participou do debate “A dificuldade da abordagem do suicídio na mídia” com a finalidade de discutir os motivos que levam a imprensa a evitar o assunto e formas de contribuir com a redução da prática no Brasil. Representaram o CFM no evento, a conselheira Rosylane Rocha, e os membros da Comissão de Ações Sociais do CFM, Ricardo Paiva e Paula Peixoto.
O suicídio ainda é tratado como um tabu pela sociedade brasileira, o que dificulta sua prevenção. As diferentes perspectivas sobre este ato foram o ponto central do debate ocorrido no Rio de Janeiro (RJ). “É possível introduzir nos manuais de redação dos jornais a forma correta de abordagem do suicídio, pois até mesmo os profissionais se sentem inseguros. Assim traremos mais transparência para os fatos e levaremos informações adequadas para a população”, defendeu Fernando Molica, do jornal O Dia e Portal IG.
O debate, promovido pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), foi intermediado por André Trigueiro, jornalista da Rede Globo e autor do livro sobre prevenção do suicídio. O encontro também teve como convidados: Flávia Oliveira, da Globo News; Luis Fernando Correa, médico comentarista da Rede Globo e Rádio CBN; e Rodolfo Schneider, do Grupo Bandeirantes.

Setembro amarelo – O CFM ainda está apoiando o movimento Setembro Amarelo, liderado pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), que trabalha na divulgação de informações sobre o suicídio e incentiva a iluminação de monumentos das principais cidades de amarelo para chamarem a atenção da sociedade para a questão como um problema de saúde pública.
Dois grandes monumentos já receberam a iluminação neste mês: o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (RJ), e o Congresso Nacional, em Brasília (DF). Segundo o CVV, no Brasil, 25 pessoas morrem vítimas de suicídio por dia e ao menos outras 50 tentam tirar a própria vida. De todos os casos, mais de 90% poderiam ser evitados. Segundo pesquisa da Unicamp, 17% dos brasileiros pensaram seriamente em cometer suicídio no decorrer de suas vidas.
Fonte: Portal CFM