Mostrando postagens com marcador Hanseníase. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hanseníase. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Hanseníase: dermatologista fala sobre o tratamento da doença

O combate à doença de Hansen ou Hanseníase está sendo lembrado por causa do Dia Mundial, comemorado no final de janeiro

00:00
00:00
Hanseníase
Hanseníase CC/ Flickr / AJC1 Leprosy
O combate à doença de Hansen ou Hanseníase está sendo lembrado por causa do Dia Mundial contra a doença, lembrado no final deste mês. Até sexta-feira, (29) uma carreta estacionada na Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília, oferece exames rápidos para a população, das 8h às 17h.

Em entrevista ao programa Cotidiano, a dermatologista Joana Costa explica que a Hanseníase é uma doença infectocontagiosa que acomete a pele e os nervos do paciente.

O Brasil está entre os líderes mundiais com casos da doença. Segundo a dermatologista, o Ministério da Saúde tinha um planejamento de eliminar a Hanseníase até 2016, mas não conseguiu:" porque o diagnóstico é feito tardiamente, uma vez que o paciente quando procura o posto de saúde ou o dermatologista é muito tarde e ele já contaminou outras pessoas", explica.

Joana Costa diz que o segundo problema é que o tratamento apesar de ser gratuito é longo, e muitos pacientes não fazem adequadamente.  A dermatologista explica que o paciente de Hanseníase precisa tomar o remédio diariamente, ir ao posto de saúde uma vez por mês. A duração varia entre seis meses e dois anos, dependendo da prescrição médica.

Saiba mais sobre a Hanseníase, como aparece a doença, que tipo de sinais apresenta e como é feito o tratamento, nesta entrevista ao Cotidiano, com Luiza Inez Vilela, na Rádio Nacional de Brasília.

Fonte: Rádio Nacional de Brasília.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Câmara - Governo pretende eliminar casos de hanseníase no Brasil este ano, diz ministro

O governo pretende eliminar este ano os casos de hanseníase no Brasil, para atingir a meta de menos de um caso para cada 10 mil habitantes. A informação foi dada há pouco pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, que participa neste momento de audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO).
— Estamos aqui assumindo esse compromisso — disse Chioro.
A incidência da doença no país, atualmente, é de 1,27 casos para cada 10 mil habitantes. Maranhão, Pará e Mato Grosso são os estados com maior número de pessoas com a doença. Segundo Chioro, o Ministério da Saúde está fazendo um trabalho com os governos desses estados para reduzir o número de doentes. Segundo ele, o trabalho envolve 2,2 mil municípios.
A audiência pública com o ministro prossegue no plenário 2 da Câmara dos Deputados.
Da Agência Câmara
Fonte: Agência Senado 

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Saúde busca casos de hanseníase em crianças e adolescentes

A partir desta segunda-feira (10), agentes comunitários de saúde e equipes do Programa Saúde da Família de 2.290 municípios vão percorrer escolas para diagnosticar e tratar hanseníase, tracoma e verminose em alunos de cinco a 14 anos. Mais de oito milhões de crianças e adolescentes serão avaliadas na ação, como parte da terceira edição da “Campanha Nacional de Hanseníase, Geo-helmintíases e Tracoma”, do Ministério da Saúde.
Os profissionais visitarão as escolas em busca de alunos que apresentem sinais e sintomas das doenças. Com isso, o Ministério da Saúde espera aumentar o diagnóstico precoce e identificar comunidades em que a hanseníase, tracoma e verminoses ainda persistem. Os casos suspeitos serão encaminhados à rede básica de saúde para confirmação e início imediato do tratamento.
Serão distribuídas 8,5 milhões fichas de autoimagem para as 45,1 mil escolas que participam da campanha. Nas fichas, com desenho do corpo humano, os responsáveis vão marcar onde as crianças possuem qualquer tipo de machas na pele, para serem avaliadas pelas equipes da atenção básica.  
Diante de um diagnóstico positivo de hanseníase, será possível descobrir se há outros casos na família ou comunidade, evitando a transmissão da doença. “Quando uma criança está com hanseníase, significa que alguém do convívio dela também tem a doença. Por isso, os profissionais de saúde também vão examinar familiares e outras pessoas do mesmo convívio. A hanseníase tem cura e a transmissão é interrompida já no início do tratamento”, explica o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Antônio Nardis.  
NOVA TERAPIA – Como medida de reforço para interromper a cadeia de transmissão, o Ministério da Saúde está adotando, ainda neste segundo semestre, a terapia preventiva da hanseníase aos contatos de casos diagnosticados com a doença. A iniciativa começará em treze municípios de três estados com alta carga da doença: Pernambuco, Mato Grosso e Tocantins.
A estratégia busca ampliar a cobertura de exames de contatos. Ou seja, a cada novo diagnóstico, o serviço de saúde vai identificar e tratar, no mínimo, 20 contatos, entre pessoas que vivem na mesma casa, na vizinhança e outros contatos sociais. Mesmo sem ter sintomas da doença, a pessoa receberá uma dose única de antibiótico.
Segundo o secretário, o tratamento de prevenção pode ser usado como uma intervenção adicional para a redução da transmissão da hanseníase. Estudo mostra que a profilaxia pode reduzir em 60% a incidência da doença e em 57% o risco de hanseníase em contatos de pacientes diagnosticados durante um período de dois anos. “O exame de contatos é extremamente importante para a detecção de casos novos. Mas, embora seja uma intervenção simples, incorporar a estratégia aos programas de hanseníase requer planejamento para não haja estigma às pessoas com diagnóstico positivo. Por isso, adotamos a estratégia piloto para avaliar a operacionalidade da medida como mais um reforço na redução da doença no Brasil”, explica Nardi. Cerca de 41 mil pessoas deverão usar a profilaxia nestes municípios.
Tracoma e verminose – Realizada em conjunto com as prefeituras, a campanha, que também combate tracoma e verminose, é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) por tratar, de forma conjunta, as três doenças. A ação, inclusive, serve de modelo para outros países. Neste ano, o número de municípios participantes aumentou 168% em comparação com a primeira edição, em 2013, quando 852 cidades realizaram a mobilização. No ano passado, 1.944 municípios participaram da ação. Para a realização da campanha, o Ministério da Saúde repassou, no total, R$ 15,6 milhões a estados e municípios.
A iniciativa pretende reduzir a carga das verminoses (parasitas intestinais conhecidos como lombrigas), que causam anemia, dor abdominal e diarreia, com o uso de vermífugo preventivo. Esses parasitas podem prejudicar o desenvolvimento e o rendimento escolar da criança. 
Mais de 580 municípios também farão busca de casos de tracoma, por meio de exame dos olhos. O tratamento é com dose única de antibiótico para os casos positivos e seus contatos próximos.
CAMPANHA 2014 - Na segunda edição da Campanha Nacional de Hanseníase, Geo-helmintíases e Tracoma - realizada no ano passado - dos 5,6 milhões de estudantes que receberam a ficha de autoimagem, 4,1 milhões responderam, representando 74% do total. Destes alunos, 5,6% (231.247) foram encaminhados às unidades de saúde para esclarecimento do diagnóstico. Depois de passarem por exames clínicos, 354 crianças foram diagnosticadas com hanseníase, representando 0,15%.
Os contatos destas crianças também são registrados e examinados. Nesse sentido, houve diagnóstico em 73 contatos intradomiciliares dos casos novos diagnosticados na campanha. Do quantitativo de escolares identificados como casos sugestivos de hanseníase ou com diagnóstico confirmado pelas unidades de saúde, cinco estados responderam por mais de 80% do total de casos diagnosticados, sendo eles: Pará, Mato Grosso, Maranhão, Bahia e Pernambuco. Na Campanha, também foram tratados 4.754.092 alunos para verminoses e 25.173 escolares foram diagnosticados para tracoma.
REDUÇÃO DE CASOS - A taxa de prevalência de hanseníase caiu 25,7% em 10 anos, no Brasil, passando de 1,71 pessoas em tratamento por 10 mil habitantes, em 2004, para 1,27 por 10 mil habitantes, em 2013. A queda é resultado das ações voltadas para a eliminação da doença, intensificada nos últimos anos.
Em 2014, o Ministério da Saúde registrou 31 mil casos novos da doença, com coeficiente de detecção de 15,32/100 mil habitantes. Já em 2004, foram notificados 50,5 mil novos casos, com incidência de 28,25/100 mil habitantes - uma redução de 38,5%. Em menores de 15 anos, foram 2.341 casos, em 2014, e 4.075, em 2004. As áreas de maior risco de adoecimento estão concentradas em Rondônia, Pará, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
Em 2004, 67,3% das pessoas que faziam tratamento para hanseníase se curaram. Já em 2014, esse número saltou para 82,7%. O número de contatos examinados também aumentou de 45,5% para 76,6%, no mesmo período.
 Fonte: Agência Saúde 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Médicos paranaenses participam de atualização clínica da Hanseníase




A Secretaria de Estado da Saúde reuniu a sexta-feira (24), em Curitiba, cerca de 100 médicos especialistas para Atualização Clínica da Hanseníase. O objetivo é manter e ampliar o controle da doença no Estado.

“O Paraná tem mantido um trabalho permanente para diagnosticar precocemente e tratar a hanseníase e para isso é essencial que tenhamos profissionais capacitados. Só assim poderemos evitar que as pessoas tenham sequelas pela doença”, disse a superintendente de Vigilância em Saúde, Eliane Chomatas.

O repasse de informações atualizadas sobre diagnóstico e tratamento aconteceu por meio de palestras ministradas pelos profissionais da secretaria estadual de Saúde e das regionais que atuam na vigilância epidemiológica, nas unidades de referência e na Atenção Primária à Saúde (APS). 

Este ano, destacou-se a importância dos cuidados dirigidos aos cidadãos acometidos pela hanseníase tanto nos aspectos psicológicos quanto físicos e sociais. De acordo com a coordenadora estadual do Programa de Controle da Hanseníase, Nivera Stremel, “esses são médicos sensibilizados com a causa que têm o perfeito entendimento de que é fundamental cuidar do paciente em todos os aspectos, pois somente dessa forma venceremos a doença”, afirmou. 

Médico Denilson Calisto, de CastroMARCO HISTÓRICO – Em 2013, o Paraná atingiu a meta estipulada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação ao número de casos da doença. Segundo o médico Denílson Calisto, 48 anos, que atua como médico especialista em hanseníase em Castro, na região dos Campos Gerais, eventos como esse foram dos principais responsáveis para que o Paraná atingisse a meta da OMS e se destacasse entre os demais estados do Brasil. “Esse é um grande sucesso que deve ser colocado em discussão sempre que possível para que sirva de exemplo para outras localidades. Ao longo dos últimos 10 anos participei de muitos cursos oferecidos pelo Governo do Estado e isso é fundamental para cuidar bem dos pacientes”, ressaltou Calisto.

Foto: Sesa/PR

Fonte: SESA/PR

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Hanseníase ainda é uma doença invisível, afirmam pesquisadores


hanseníase, popularmente conhecida como lepra, é uma das doenças mais longevas da História, identificada em relatos já no século 6 a.C.. E, apesar de erradicada na Europa e nos Estados Unidos, ainda é um dos grandes problemas nacionais de saúde pública. O Brasil é o segundo país do mundo com maior incidência da patologia — perde apenas para a Índia. Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam 24,6 mil novos casos em 2014. Mas esse número deve aumentar na contabilidade final, que só será divulgada em março. O que significa que o país ainda está muito longe de erradicar a doença, meta divulgada em 2012.
O motivo para que isso ocorra, na opinião dos profissionais do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/ Fiocruz) que conduzem a pesquisa e o atendimento ao agravo, resume-se numa frase: a hanseníase é uma doença invisível.

“A sociedade não quer saber que ela existe. Não é uma doença que apareça na mídia. Não está na moda e não interessa aos epidemiologistas. É pouco estudada pela saúde coletiva. Devido ao estigma, o doente tenta escondê-la a todo custo. Como não provoca mortes, suas estatísticas não chegam a alarmar. Por isso, é uma doença que não incomoda a ninguém, a não ser aos próprios doentes. E muitos desses sofrem por toda a vida, incapacitados e com dor, em silêncio”, define Euzenir Sarno, chefe do Laboratório de Hanseníase do IOC, que pesquisa o tema na Fiocruz desde 1986.

Desafio no diagnóstico
O Ambulatório Souza-Araújo, unidade assistencial do Laboratório de Hanseníase do IOC, é um dos principais centros de referência no Brasil. É o único, inclusive, a já ter recebido certificado de excelência internacional — teve sua acreditação concedida, em 2014, pela Joint Commission International (JCI) e pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA). Seus números de atendimento ilustram um dos principais desafios no combate à doença no país: o diagnóstico correto. Em 2014, 805 pacientes recorreram ao ambulatório com suspeita de hanseníase. Mas, destes, apenas 115 realmente eram portadores do agravo. Ou seja: 85% das pessoas — a grande maioria encaminhada por outros serviços de saúde — não haviam passado por um processo eficaz de diagnóstico.

Apesar de não haver nenhum teste laboratorial que identifique com precisão a doença, o diagnóstico da hanseníase não é difícil. O problema é que, diferentemente da maioria das outras doenças, exige o envolvimento de uma equipe multidisciplinar, com dermatologistas, neurologistas e fisioterapeutas. Além de alguns testes simples, como o que avalia a sensibilidade das lesões, uma conversa aprofundada com o paciente é essencial para que o profissional de saúde possa respaldar a suspeita. “Mas o que percebemos é que os pacientes chegam ao Souza-Araújo sem terem sido devidamente examinados. Com isso, uma responsabilidade do atendimento básico acaba transferida para o centro de referência”, lamenta o médico José Augusto da Costa Nery, responsável clínico pelo ambulatório.


Parte da equipe do Ambulatório Souza-Araújo: a fisioterapeuta Lilian Pinheiro, o médico José Augusto Nery e a gestora Cristiane Domingues

“O diagnóstico da hanseníase tem sido negligenciado pela própria classe médica. Os padrões para essa etapa precisam ser aprimorados, para que possamos enfrentar a doença de fato. É um equívoco imaginar que o paciente demora a procurar atendimento. Já recebemos casos de pessoas com hanseníase que passaram por 13 médicos diferentes, sem ter o diagnóstico”, completa.

Como as lesões iniciais da hanseníase podem ser confundidas com problemas dermatológicos, e as equipes de atenção primária pelo Brasil não costumam ter profissionais de muitas especialidades atuando de forma integrada no diagnóstico, muitas vezes o paciente demora a ter a doença identificada. E, quanto mais tempo fica sem o tratamento, maiores as probabilidades de contaminar parentes e amigos. “Cada caso não diagnosticado vai infectar pelo menos outras duas pessoas”, estima Euzenir.

Essa negligência, que começa no diagnóstico, também se manifesta nas demais etapas do atendimento. Uma delas diz respeito ao estigma, outro grande desafio. Isso porque não basta tratar, com remédios, a pessoa que procurou o serviço de saúde. A hanseníase ainda é uma doença com forte carga de preconceito na sociedade brasileira, e o paciente vai precisar do acompanhamento de um assistente social para lidar com esse problema. Além disso, a atuação de um assistente social é muito importante para identificar as pessoas que convivem de maneira próxima com o doente, e que podem estar, também, infectadas.

Preconceito e silêncio
No Ambulatório Souza-Araújo, todos os pacientes são atendidos pela assistência social tão logo recebem o diagnóstico. Assim podem tirar todas as suas dúvidas e são orientados a identificar, na família e no grupo de amigos, quais pessoas mais próximas podem ter sido contaminadas. Estas devem, então, agendar consultas no ambulatório. Todas as sextas-feiras, o atendimento é exclusivo para os parentes, que são examinados e encaminhados para tomar a vacina BCG. Apesar de usado originalmente contra a tuberculose, vários testes comprovam que o imunizante protege também da hanseníase.

Um problema, porém, é que muitos acabam escondendo a doença da família e dos amigos, por medo do preconceito. “No dia a dia do ambulatório, testemunhamos muitos casos de doentes que perdem o casamento. A mulher ou o marido vão embora, com medo do contágio”, relata Nery. “A hanseníase não provoca apenas lesões nos nervos e na pele. Ela é incapacitante, também, do ponto de vista moral e psicológico. E isso precisa ser levado em conta pelos serviços de saúde.”

Assim que começa o tratamento, diminuem muito as chances de o paciente contaminar outra pessoa. Mas, como a hanseníase tem um tempo de incubação muito extenso — pode levar anos até que apareçam os primeiros sinais — é fundamental que a família também seja examinada e orientada.

E esse é outro desafio. Porque, em geral, as estratégias de enfrentamento da doença não incluem a chamada “busca ativa”: o acolhimento das famílias dos pacientes, como faz o Ambulatório Souza-Araújo. “O sistema [de saúde] não está preparado para fazer exames num número grande pessoas que não estão doentes. Então a busca ativa acaba não acontecendo de forma abrangente. Com isso, se desenvolve uma cadeia que não conseguimos quebrar”, descreve Euzenir.

Continue lendo:


Fonte: Fiocruz


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Brasil ainda registra muitos casos de diagnóstico tardio da hanseníase

Exame de Hanseníase em Manaus.IMAGEM: Divulgação/Semsa
Mesmo com a queda nos novos casos de hanseníase no país, muitas pessoas buscam atendimento médico já com sequelas da doença. Isso faz com que o diagnóstico médico seja feito de forma tardia. O alerta é do coordenador nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Artur Custódio.

Em entrevista à Agência Brasil, Custódio avaliou que a principal ação promovida pelo governo nos últimos anos tem como foco identificar novos casos de hanseníase. Apesar dos avanços no diagnóstico, ele defende a necessidade da divulgação permanente de informações sobre a doença nos meios de comunicação.

Combate à hanseníase: assim que perceber o surgimento de manchas no corpo, a pessoa deve procurar um médico.

Divulgação

“Essa campanha [lançada pelo Ministério da Saúde na quinta-feira (22) com foco no diagnóstico precoce] está chegando com pelo menos quatro anos de atraso. Isso porque, há quatro anos, o Congresso Nacional aprovava o Dia Nacional de Luta contra a Hanseníase, a ser comemorado na mesma data do dia mundial”, disse. “A gente precisa falar sobre a doença para diminuir o preconceito e acabar com ela”, acrescentou Custódio.

O coordenador do Morhan ressaltou que a expectativa do movimento é que o governo assuma este ano um “novo tipo de postura” em relação ao combate à hanseníase, por meio da adoção de campanhas permanentes e da capacitação de profissionais para o diagnóstico precoce, incluindo os estrangeiros do programa Mais Médicos e agentes de saúde responsáveis por visitas domiciliares.

Dados do Ministério da Saúde revelam que, em 2013, o Brasil registrou 31.044 novos casos de hanseníase. No ano passado, dados preliminares apontam que 24.612 novos casos foram identificados no país. As áreas de maior risco estão concentradas em Mato Grosso, no Pará, Maranhão, em Rondônia, no Tocantins e em Goiás.

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa e transmitida de uma pessoa doente que não esteja em tratamento para uma pessoa saudável suscetível. Ela tem cura, mas pode causar incapacidades físicas se o diagnóstico for tardio ou se o tratamento não for feito adequadamente já que atinge pele e nervos.

A orientação é que as pessoas procurem o serviço de saúde assim que perceba o aparecimento de manchas, de qualquer cor, em qualquer parte do corpo, principalmente se ela apresentar diminuição de sensibilidade ao calor e ao toque. Após iniciado o tratamento, o paciente para de transmitir a doença quase que imediatamente.

Pelo telefone 0800 026 2001, mantido pelo Morhan, é possível acessar informações sobre a hanseníase, além de denunciar problemas como a discriminação a pacientes ou a falta de medicamento para a doença.

Fonte: Portal EBC

Lançado no Japão apelo global contra o preconceito a pessoas com hanseníase

Foto: ABr
O Apelo Global 2015 para a Erradicação do Estigma e do Preconceito contra Pessoas Atingidas pela Hanseníase foi lançado hoje (27), em Tóquio, no Japão. A iniciativa, que chega à sua 10ª edição, foi organizada pela instituição japonesa The Nippon Foundation com o apoio do Conselho Internacional de Enfermagem e o objetivo é conscientizar as pessoas sobre a discriminação que os portadores da doença ainda sofrem.

“Nossa mensagem é clara: hanseníase pode ser curada. Remédios matam a bactéria. Diagnóstico precoce e tratamento previnem deformidades. Não há mais motivo para isolar as pessoas com a doença”, dizem as instituições em um comunicado.

“Faremos os esforços necessários para ajudar as pessoas que ainda estão em clínicas para viver mais confortavelmente e acabar com a discriminação contra a hanseníase”, disse o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que participou da cerimônia de lançamento.

Segundos dados da The Nippon Foundation e do Conselho Internacional de Enfermagem, todos os anos, mais de 200 mil novos casos são diagnosticados em todo o mundo. Apesar de a doença poder ser curada, pessoas com hanseníase e seus parentes continuam a sofrer discriminação afetando suas perspectivas de educação e emprego.

Fonte: Portal EBC