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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Nova série do Fantástico acompanha rotina de médicos residentes em hospitais públicos

Os desafios da residência médica no Brasil é tema de uma série de reportagens do Fantástico, programa dominical da TV Globo. A reportagem mostra o cotidiano de seis médicos residentes, que, acompanhados por preceptores, salvam vidas de pacientes tomando decisões em segundos.
 
O primeiro capítulo do quadro “Residentes 1” do Fantástico, exibido em 3 de janeiro, destacou a correria, o cansaço, as decisões difíceis, urgentes, a pressão de ser responsável por vidas no dia a dia de três jovens médicos, em hospitais públicos da capital de São Paulo. Segundo a produção, o programa será dividido em seis episódios que vão mergulhar na vida de jovens que trocaram noites de baladas por madrugadas de tensão e muita responsabilidade.
 
No país, mais de 23 mil alunos se formam todos os anos em Medicina no Brasil. A primeira reportagem da série está acessível na página do Fantástico no G1, emhttp://glo.bo/1VBKyWe 
 
 Fonte: Portal Médico - CFM

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Médicos residentes farão paralisação nacional a partir desta terça-feira (8)


                                         Foto: Divulgação 


Os médicos residentes farão uma paralisação nacional, por tempo indeterminado, a partir desta terça-feira (8), a partir das 7h, horário de Brasília. Esta decisão partiu da Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), após reunião com os representantes de várias unidades federativas realizada no último dia 2, e análise da consulta pública virtual com todos os médicos residentes e resultados das assembleias locais e estaduais do país.
 
Entre as reivindicações estão o aumento da representação das entidades médicas na composição da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e fim da câmara recursal e  a fiscalização imediata de todos os programas de residência do país para garantir a qualidade destes, antes da abertura de novas vagas

Leia na íntegra a pauta da convocação para a paralisação: 
Considerando que a Residência Médica configura-se como pilar estruturante do SUS tanto para formação de quadros para assistência quanto para atendimento a população, a Associação Nacional dos Médicos Residentes – ANMR informa que, após reunião com os representantes de várias unidades federativas em 02/12/15 e análise da consulta pública virtual com todos os médicos residentes e resultados das assembleias locais e estaduais do país, delibera:
  1. Paralisação Nacional dos Médicos Residentes por tempo indeterminado de início em 08/12/15, terça-feira, às 7 horas do horário de Brasília;
  2. Realização de manifestações em todos os estados e hospitais em que atuem médicos residentes, levando em consideração as características locais e regionais, mas que destaquem o motivo principal da paralisação como sendo o melhor atendimento à população brasileira no Sistema Único de Saúde (SUS), a busca pela qualidade da formação médica e a valorização residência médica no Brasil;
  3. Em paralelo as negociações nacionais, solicitamos que as associações locais levantem as pautas locais para negociar com as autoridades do serviço e que as associações estaduais façam analogamente levantamento das pautas estaduais para negociação com os governos estaduais;
Em relação as propostas enviadas pelo Governo Federal em 16/11/2015, a paralisação por tempo indeterminado se justifica até que se cumpra:
  1. Alteração imediata da composição da Comissão Nacional de Residência Médica – CNRM conforme proposta da ANMR de 18/10/15 e fim da Câmara Recursal;
  2. Plano de avaliação adequada de todos os programas de Residência Médica que não tenham sido avaliados com presença de especialista da área e representante dos residentes. Interrupção imediata da abertura de novas vagas ou ampliação de programas já existentes até o fim da avaliação dos programas de residência médica em funcionamento hoje. Delimitação de um plano nacional estratégico de ampliação de vagas de residência conforme as necessidades de cada especialidade em cada região do país com ampla, efetiva e deliberativa participação dos médicos residentes e entidades médicas. Revisão do instrumento de avalição dos programas de residência com participação das entidades médicas e médicos residentes;
  3. Levantamento dos dados da situação financeira dos últimos 5 (cinco) anos das instituições que ofereçam programas de residência médica a ser realizado no prazo de 3 (três) meses e analisado em prazo idêntico. O Governo Federal deverá propor soluções às instituições que apresentarem cortes nos orçamentos;
  4. Correção inflacionaria do valor da bolsa de Residência Médica desde março de 2013, último reajuste, até dezembro de 2015 de acordo com o índice de variação dos custos dos gastos IPCA do período, acrescido do aumento de 5,5% oferecido aos servidores públicos federais. Previsão em lei de data de reajuste da bolsa de residência médica em março de cada ano corrente de valor mínimo correspondente à inflação acumulada do ano anterior;
  5. Garantia de que a reposição do tempo paralisado não atrase o fim dos programas de Residência Médica.
Além das pautas supracitadas, consideradas essenciais para o bom andamento do Movimento, solicitamos o seguimento das propostas e cronogramas das alíneas “e” a “i” do Ofício nº 246/2015 GAB/SESu/MEC de 16/11/2015.
Conforme parecer no 20/2002 do Conselho Federal de Medicina, esta comunicação é feita com 72 horas de antecedência do início da paralisação. Ainda, conforme orientação do CFM, será mantida escala mínima de 30% do quadro habitual de médicos residentes nas unidades de urgência, emergência e UTIs, além dos plantões de intercorrências nas enfermarias. As demais atividades estarão suspensas.
Reforçamos que o movimento descrito tem respaldo ético-legal, portanto, autores de eventuais constrangimentos, penalizações ou coerções aos residentes por participarem da mobilização serão denunciados ao respectivo Conselho Regional de Medicina.
Na escala reduzida, os serviços deverão redimensionar o número de atendimentos para o número de médicos contratados. Casos em que os residentes sejam constrangidos a realizar carga de trabalho correspondente ao número total de residentes também serão encaminhados para averiguação ético-legal.
Ressaltamos que não é desejo de nenhum dos médicos residentes manter a paralisação por um período longo, mas a situação atual da saúde pública e da residência médica exigem ações mais incisivas.
A Residência Médica representa um projeto de união entre saúde e educação, portanto, imaginar que é um assunto à margem do momento atual do país é se abster das diretrizes que tem potencial para fortalecimento do Brasil em longo prazo. Lembramos que o Movimento Nacional pela Valorização da Residência Médica proposto pela ANMR é uma ação suprapartidária que já se desenvolve há 4 (quatro) meses e não é movido por questões circunstanciais da política nacional.
Todos nós somos independentes, e dentro do nosso livre arbítrio, decidimos lutar por um SUS digno para a população e por uma residência médica de qualidade.
Seguiremos juntos pelo SUS e Residência Médica de qualidade!

Fonte: Valéria Amaral *Com informações da ANMR - 07/12/2015


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

FENAM exige que médicos residentes sejam respeitados


Foto: André Gobo 

A Federação Nacional dos Médicos (FENAM), reuniu-se em Brasília, na sexta-feira dia 13, com o secretário de Educação Superior, Jesualdo Pereira Farias, com o escopo de apoiar as reivindicações da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) junto ao Ministério da Educação e Cultura (MEC).
 
Entre outros importantes temas, a ANMR cobra que o MEC cumpra a legislação vigente e acabe com a discrepância de valores entre os bolsistas da Residência Médica e dos Mais Médicos, além de uma discussão mais aprofundada sobre o auxílio moradia. Atualmente o Brasil conta com aproximadamente 47 mil bolsistas, segundo dados do próprio Ministério, dos quais 24 são ligados ao MEC.
 
O secretário de Comunicação da FENAM, Jorge Darze, cobrou maior diálogo entre o MEC e os médicos e afirmou que o Ministério age de modo a “dar a impressão de que a intransigência é nossa (dos médicos)”, ao apontar que a reunião foi há dois meses e não houve avanços por parte do governo.
 
O diretor de Formação Profissional, Residência Médica e Educação Permanente da FENAM, José Romano, considerou que a dificuldade não é orçamentária. “O que eles avaliam é o impacto político”.

O presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, Mario Ferrari defende que aos residentes se estipule valores mais adequados. Também defende que a bolsa dos residentes tenha valor similar ao dos médicos dos programas de intercâmbio. "A bolsa e a jornada de trabalho dos residentes deve atender ao princípio da isonomia em termos de valor é de jornada. Afinal os nossos residentes realizam mais que os intercambistas." Concluiu Ferrari.
 
Por fim, o presidente da FENAM, Otto Baptista, pediu que fosse agendado encontro com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para discutir o assunto. “Há um desrespeito com os médicos residentes neste País. O médico residente é um trabalhador e exige seus direitos. A FENAM apoia esse movimento, inclusive juridicamente”.
 
Ficou decidido com a reunião que o MEC encaminhará um documento oficial para os médicos residentes, no máximo até a próxima segunda (16), onde constará a proposta do Ministério. 

Fonte: André Gobo - 13/11/2015

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Mobilização dos médicos residentes paralisa os serviços em todo o país


Foto: Movimento de paralisação 

Cerca de 30 mil médicos residentes do Sistema Único de Saúde (SUS) paralisaram os seus serviços em todo o Brasil, nesta quinta-feira (24). Parte desses profissionais fez concentração em frente ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), em Brasília. O Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SINMED/RJ) acompanhou e apoiou o movimento.

Durante esta quinta-feira (24), o diretor do SINMED/RJ e diretor da FENAM, José Alexandre Romano, participou da reunião da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), buscando negociar o aumento da representação das entidades médicas na composição da Comissão e garantia do fim da Câmara Recursal, que atua dentro da CNRM, que é uma das reivindicações da categoria.

“Após quase 40 anos, conseguimos, através da intervenção da FENAM, apoiar a proposta dos médicos residentes de fazer a paralisação. Até o dia de hoje, as plenárias da comissão eram fechadas. Hoje foi um dia histórico,. Rompemos essa barreira”, declarou Romano.

No Rio de Janeiro, cerca de 800 médicos participaram de uma concentração em frente à sede do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ) e depois seguiram até o Palácio Guanabara. O diretor do SINMED/RJ, Norival dos Santos, participou da manifestação. “Foi uma mobilização muito grande. A primeira de muitas”, elogiou. Os médicos residentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca) também realizaram manifestação em frente ao hospital.

O movimento é organizado pela Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR). O efetivo mínimo para atendimentos de urgência e emergência de 30% está sendo mantido. A retomada dos demais atendimentos está programada para esta sexta-feira (25).

O diretor da Associação de Médicos Residentes do estado do Rio de Janeiro (Amererj), João Felipe Zanconato, alertou para a importância de mobilizações no âmbito nacional. “O movimento nacional dos médicos já conseguiu derrubar o decreto presidencial que cria o Cadastro Nacional de Especialistas. Agora, aguardamos uma resposta positiva para as nossas reivindicações”, disse Zanconato.

Outras reivindicações dos médicos residentes são: a fiscalização imediata de todos os programas de Residência Médica antes da abertura de novas vagas; plano de carreira e de valorização para os preceptores; plano de carreira nacional para médicos do SUS; o fim imediato da carência de dez meses (INSS) e isonomia da bolsa de Residência Médica com a bolsa do programa Mais Médicos.

Fonte: Sinmed/RJ - 25/09/2015

Médicos residentes retomam atendimento nas unidades de saúde

Os médicos residentes do Sistema Único de Saúde, que paralisaram seus serviços ontem (24), retomaram hoje as atividades. O movimento, que durou 24 horas, ocorreu em todo o país para reivindicar melhores condições de trabalho e ensino. Para atender casos de emergência, 30% dos residentes trabalharam.

Em entrevista, o presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), Arthur Danila, disse que a discussão feita na reunião da sexta-feira (18) com o Ministério da Educação foi insatisfatória e, por essa razão, a categoria foi às ruas pedir melhorias.

“Somamos uma participação de mais de 10 mil residentes no país, que pararam nas 27 unidades federativas e em algumas cidades do interior. Temos, como resultado da paralisação, o fato de que os residentes estão realmente muito preocupados com o serviço oferecido à população". Para Danila, essa melhora só será possível com o atendimento das pautas apresentadas ao governo.

Até agora, ficou acertada a realização de três reuniões para discutir as reivindicações. As duas primeiras estão previstas para outubro e a terceira, para novembro, mas as datas ainda não foram definidas.

As principais propostas da ANMR são auxílio-moradia para os residentes, disposição de preceptores para auxílio no ensino de qualidade, composição democrática da Comissão Nacional de Residência Médica e o programa Mais Médicos.

As manifestações foram pacíficas e sem incidentes.

Fonte: Agência Brasil







Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Médicos residentes param por melhores condições de trabalho e ensino

Foto: Arquivo
Médicos residentes que trabalham no Sistema Único de Saúde (SUS) fizeram hoje (24) uma paralisação em várias cidades do país. Organizada pela Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), a paralisação foi feita em todos os estados, mas pelo menos 30% dos residentes mantêm as atividades para garantir o atendimento nas emergências.

Em Brasília, a manifestação ocorreu em frente ao Ministério da Educação (MEC), onde os participantes reivindicaram melhores condições de trabalho e ensino. Para a residente em ginecologia Luciana Viana, do Hospital Materno-Infantil de Brasília (HMIB), falta material para melhor aprendizagem.

“Nós buscamos principalmente melhores condições de trabalho e ensino. Faltam materiais básicos e disponibilidade dos preceptores para ensinar aos residentes. Há pessoas para nos auxiliar, mas não há material para a melhor instrução.” Luciana disse ainda que falta fiscalização do MEC nos programas de residência médica.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Falta de vagas a residentes prejudica formação de novos médicos

Problema é que são muitos médicos e poucas vagas na região. 


Foto: Divulgação 

Conforme noticiou o portal de notícias G1 de Rio Preto, o Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP) é referência na área de residência, tanto que vários alunos chegam de outros lugares do Brasil para aprenderem no hospital. Para os recém-formados, a residência funciona como um período de treinamento. Mas o problema é que são muitos médicos e poucas vagas.
A equipe de residentes acompanha o médico especialista e discute detalhes do estado de saúde de cada paciente. A médica Priscila Takahashi veio do Mato Grosso do Sul, porque na cidade dela não existe residência na área de geriatria. “Busquei referência com outros profissionais dos melhores locais e o HB era um deles. O contato com o paciente a gente põe em prática o que a gente aprendeu na faculdade”, diz Priscila.
O HB em Rio Preto é considerado um dos mais importantes hospitais universitários do estado de São Paulo. Atualmente, o hospital emprega cerca de 400 residentes, que atuam em mais de 60 especialidades.
A residência é o período de especialização do médico. Depois que ele conclui os seis anos de faculdade, já pode atuar como clínico geral, mas se preferir atuar numa área específica tem que estudar por pelo menos mais três anos. “Para ingresso na residente médica é preciso um concurso de seleção pública, onde neste ano 1.500 candidatos buscaram a vaga e tivemos um acréscimo de 50% na procura em relação ao ano anterior”, afirma Emerson Quintino, médico coordenador dos residentes.
Hoje, a área mais disputada entre os novos médicos é a radiologia. Os residentes aprendem a fazer o laudo dos exames. A residente Paula Nardossi não teve dúvidas na hora de escolher. “Acho que é uma área interessante porque engloba toda a medicina, acaba sendo mais difícil porque é preciso ver tudo de todas as formas”, diz a residente.
Um dos principais fatores que atraem recém-formados para Rio Preto é a possibilidade de se especializar nas mais diversas áreas da medicina. A pediatria, por exemplo, é uma especialidade que vinha registrando baixa procura de residentes na região, depois que o Hospital da Criança foi inaugurado na cidade, a realidade começou a mudar.
Por ser um centro de referência, o local tem atraído médicos novos que querem seguir carreira cuidando de crianças. O residente na área de pediatria Mateus Mendonça Vargas atendeu um paciente pela primeira vez. E o paciente é bem pequenininho, o Miguel tem só cinco dias de vida. “É um desafio, outro grau de responsabilidade por já ser médico, mesmo com a supervisão, a gente se sente mais importante”, diz Mateus.
Mas nem todos os recém-formados tem a mesma sorte que Mateus. Hoje, no Brasil, por ano se formam cerca de 10 mil médicos. E a oferta de vagas de residência não chega nem a sete mil. Ou seja, três mil profissionais ficam sem a especialização e isso é preocupante, na opinião de Dulcimar de Souza, o diretor da Famerp, a Faculdade de Medicina de Rio Preto. “É uma dificuldade grande e isso vai canalizar lá na residência médica e pode comprometer a formação dos futuros médicos”, afirma.
A radiologista Luciana Vargas é um exemplo de como a residência é um período importantíssimo na carreira de um médico. Ela se formou em Rio Preto, fez residência no HB e hoje com mais de 20 anos de experiência, auxilia quem acabou de sair da faculdade. “A gente passa a experiência que a gente sabe para o residente e a maior gratificação é ver os meninos bem no mercado”, afirma Luciana.
A Famerp de Rio Preto tem 63 programas credenciados na Comissão Nacional de Residência. São bolsas financiadas pela Secretaria Estadual da Saúde, Ministério da Saúde e pela própria Famerp. A seleção de residentes é feita uma vez por ano e o trabalho é remunerado. O próximo concurso será em dezembro e os aprovados começam a residência em março do ano que vem. O telefone para outras informações é o (17) 3201-5060.

Fonte: G1 Rio Preto - 22/04/2015

terça-feira, 24 de março de 2015

Comissão aprova reajuste anual de bolsa para médicos residentes

Arquivo/ Luiz Alves
Geraldo Resende
Geraldo Resende: muitos residentes não conseguem custear suas despesas básicas.
A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (18), o Projeto de Lei 7064/10, do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que torna obrigatório o reajuste anual, sempre em janeiro, do auxílio concedido pelo governo aos médicos residentes. Atualmente, a bolsa está fixada em R$ 2.976,26, conforme portaria interministerial de 2013.
O relator, deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), defendeu a aprovação da proposta na forma de substitutivo. O novo texto faz apenas mudanças de redação no projeto original.
Para justificar a necessidade do aumento anual previsto em lei, Resende argumentou que os residentes cumprem jornada de trabalho extensa e mantêm vínculo exclusivo com a universidade, não podendo exercer qualquer outra atividade remunerada. “Muitos deles não podem custear despesas básicas”, disse. Ele acrescentou que o problema repercute na qualidade dos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com a proposta aprovada, o percentual de reajuste será definido pela Comissão Nacional de Residência Médica, vinculada ao Ministério da Educação, com a participação das instituições de ensino.
O texto altera a Lei 6.932/81, que, entre outros pontos, regulamenta a residência médica.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 Íntegra da proposta: PL-7064/2010

Fonte: Agência Câmara de Notícias

sábado, 1 de novembro de 2014

Médicos residentes reivindicam aumento da bolsa-residência


Foto: Reprodução 

Na última quarta-feira (29), o presidente e a vice-presidente da ANMR, Marcelo Barbisan e Naiara Balderramas, encontraram-se com o Secretário de Ensino Superior, Dr Paulo Speller, para reinvindicar entre outras coisas, o aumento da bolsa-residência.

Na reunião estavam presentes também o Dr Vinícius Ximenes e a Dra Sonia Regina, representando o Ministério da Educação e a Coordenadoria Geral das Residências em Saúde, respectivamente. Foi entregue um ofício com as solicitações e após argumentações optou-se por fazer um levantamento dos impactos das mudanças solicitadas e das alternativas possíveis, com uma nova reunião a ser agendada para janeiro.

Confira o ofício com as reinvindicações dos Médicos Residentes

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS RESIDENTES - ANMR
Fundada em 1967 – CNPJ 90758988/0001-45
Registro nº 000068616, 10/03/2010 –2º Of. de Reg. de Pessoas Jurídicas, Brasília/DF
anmr@anmr.org



Ofício 05/2014
Brasília, 29 de outubro de 2014


Assunto: Reinvindicações dos Médicos Residentes


Ao Senhor Secretário de Ensino Superior Paulo Speller,


Prezado Secretário,  a saúde pública vem passando por profundas mudanças nos últimos anos, porém a residência médica continua sendo a melhor estratégia, tanto para formar quanto para fixar o médico especialista. A importância do profissional médico especializado é tamanha que está nos principais tópicos do governo atualmente, seja através do aumento no número de vagas de residência, seja por meio da valorização da Medicina de Família e Comunidade. Apesar desta estar voltada ao atendimento básico, também necessita passar por uma especialização na forma de residência médica.

Porém, não vemos a qualidade dos serviços acompanhar essa valorização. Pelo contrário, os hospitais universitários estão cada vez mais sucateados. A falta de infraestrutura, associada à carência de insumos e de preceptoria são as principais queixas que recebemos dos residentes. E apesar destas serem mais frequentes nas regiões mais periféricas e afastadas, observamos os mesmo problemas nos grandes centros também.

Somos atualmente 34.546 médicos residentes em todo país, constituindo força de trabalho imprescindível ao SUS. Historicamente, sempre foi preciso fazer greves e paralisações para alcançar melhorias na residência médica. Melhorias geralmente representadas somente pelo aumento da bolsa-residência. Todavia, temos muito mais reinvindicações:

-          Fim da carência de 10 meses do INSS;
-          Formalização do auxílio moradia, que apesar de previsto em lei não é pago/disponibilizado pela maioria dos serviços;
-          Remuneração formal da preceptoria; e
-          Equiparação do valor de todas as bolsa de residência ao valor pago às residências de MFC, ao PROVAB e aos “bolsistas” do Mais Médicos. Não há especialidade superior a outra, e isso deve refletir-se no valor de todas as bolsas.

Acreditamos que a escolha da especialidade deve ser baseada no interesse pessoal e na vocação, e não devendo ser imposta. Durante o processo de formação, todas as especialidades tem a mesma importância. O incentivo à Medicina de Família e Comunidade deve ser feito através da melhoria do mercado de trabalho e dos salários, e não apenas da bolsa de residência. Assim como outras áreas também são básicas, tal como pediatria, clínica médica, cirurgia geral e ginecologia/obstetrícia e de importância imensurável à sociedade.

  Solicitamos por último, a formação de um grupo de trabalho com representantes de todas as entidades envolvidas no pagamento das bolsas de residência, de modo a viabilizar esse aumento. Caso não seja possível, teremos que organizar novas paralisações e greves.

Atenciosamente,
Diretoria 2014 ANMR

Fonte: AMB / 31/10/2014