Mostrando postagens com marcador Mortalidade Infantil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mortalidade Infantil. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de janeiro de 2015

Mortalidade infantil em Curitiba recua 20% em dois anos

 Foto:Cesar Brustolin/SMCS
O índice de mortalidade infantil em Curitiba encerrou 2014 no menor nível da história do município: 7,7 óbitos para cada mil nascidos vivos, o que representa uma redução de aproximadamente 20% em dois anos.
O resultado é consequência dos investimentos feitos pela atual administração do Município para a área da saúde, com mais de 20% do orçamento próprio destinado ao setor, bem como mudanças na gestão do sistema, com fortalecimento da atenção primária e da atenção especializada em ginecologia, obstetrícia e pediatria.
O conjunto de ações adotadas pela Secretaria Municipal da Saúde vai desde a assistência durante o pré-natal, passa pelo reforço no acompanhamento das gestantes de risco, o trabalho em câmaras técnicas junto às maternidades e culmina no cuidado com as crianças, especialmente no âmbito da atenção primária.
Entre 2013 e 2014, houve aumento de 90% no número de atendimentos a gestantes de risco. “As mulheres em gestação de risco passam hoje, em média, por 17 consultas de pré-natal na rede pública de saúde”, diz o secretário municipal de saúde, Adriano Massuda. “Além disso, a fila para o acompanhamento especializado quando há risco na gravidez foi eliminada. No início de 2013, 763 gestantes aguardavam até quatro meses pela avaliação; hoje, a espera não ultrapassa três semanas”, conta o secretário.
A gestão municipal também buscou maior aproximação com as maternidades curitibanas. Todas as semanas, as equipes da Secretaria da Saúde estabelecem contato com o corpo clínico ou administrativo dessas instituições para avaliar processos de trabalho e indicadores assistenciais, a exemplo do índice de partos normais, que chega a 65% no âmbito do SUS Curitiba. Na Maternidade Bairro Novo, esse porcentual é de 78%.
Massuda frisa que, ao assumir a gestão da Maternidade Bairro Novo, em março de 2013, a Prefeitura deu um passo fundamental para transformá-la em referência na saúde da mulher e dos recém-nascidos. “Junto com a Fundação Estatal de Assistência Especializada em Saúde, a Feaes, conseguimos implantar melhorias no acolhimento e atendimento humanizado às gestantes e mulheres em trabalho de parto na maternidade”, diz Massuda.
A taxa de mortalidade infantil é um importante indicador da qualidade da saúde de grupos populacionais inteiros, como indicou um estudo tido como referência no assunto, conduzido pelos pesquisadores Daniel Reidpath e Pascal Allotey e publicado pela revista científica Journal of Epidemiology and Community Health. A eficácia no estabelecimento dessa correlação existe porque o índice capta indiretamente melhorias na saúde de outras faixas etárias. Entram para o cálculo da mortalidade infantil os óbitos de crianças com até 1 ano de idade. Entre os países das Américas, apenas Cuba, Canadá, Estados Unidos e Chile exibem índices inferiores ao registrado em Curitiba.
Diversidade de ações
Entre as novidades na gestão que contribuem para o recuo na taxa, também merecem ser citadas aquelas relacionadas à ampliação de acesso, como o horário de atendimento estendido até as 22 horas em 11 unidades de saúde, o maior número de equipes de saúde da família – de 185, em janeiro de 2013, para as atuais 240 – e o crescimento de 164% nas consultas de enfermagem.
Ginecologistas, obstetras e pediatras foram integrados aos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf), para permitir que as gestantes e recém-nascidos recebam acompanhamento nas unidades mais próximas de suas casas. Atualmente, 87,4% das mães residentes em Curitiba realizaram sete ou mais consultas de pré-natal.
Para as gestantes em situação de vulnerabilidade, foram essenciais a implantação do Consultório na Rua, que leva equipes móveis de saúde ao encontro da população em situação de rua.
Massuda cita como exemplo de desafios futuros a possibilidade de baixar a mortalidade neonatal precoce, que ocorre nos primeiros sete dias de vida do bebê, além do fortalecimento da integração das equipes de assistência em saúde e de vigilância epidemiológica.
Retrospecto
Curitiba tem um histórico de pioneirismo na área da saúde pública, em geral, e do atendimento a gestantes, em particular. Exemplo disso é o Comitê Pró-Vida de Prevenção de Mortalidade Materno-Infantil, que monitora cada caso de óbito materno e infantil ocorrido na cidade desde 1993. Seus integrantes – representantes do SUS e da rede privada, sociedades científicas, órgãos de fiscalização e organizações da sociedade civil – discutem medidas de intervenção e conscientização de gestores, serviços, profissionais de saúde e comunidade no sentido da redução dos índices.
O Programa Mãe Curitibana, por sua vez, é referência no atendimento a gestantes e durante o puerpério desde 1999. Com sua integração o programa nacional Rede Cegonha, foram acrescentados aos exames obrigatórios durante o pré-natal testes de HIV e sífilis e eletrodoferese de hemoglobina, para identificar alterações  na hemoglobina, como anemia falciforme e talassemias.
“O exame de gravidez está disponível em todas as unidades de saúde e as agentes de saúde acompanham o pré-natal das gestantes, orientando em todos os cuidados”, explicou o coordenador do programa Mãe Curitibana/Rede Cegonha, Wagner Barbosa Dias.
Além disso, é incentivado o parto normal no SUS, com menos riscos de infecção para a mãe e o bebê. “Cerca de 65% dos partos realizados no SUS são normais. Já no sistema suplementar, 91% dos partos realizados são cesarianas”, frisa Wagner, que também ressaltou que são realizadas câmaras técnicas com as maternidades que atendem o SUS Curitiba, para incentivar as boas práticas durante o parto e a humanização.
As 109 unidades de saúde de Curitiba também têm obtido resultados positivos com ações voltadas à orientação no planejamento familiar e cuja finalidade é a escolha do momento da gravidez e o número desejado de filhos, levando-se em consideração as necessidades de conforto, educação e qualidade de vida da família. Oficinas de gestantes realizadas regularmente na rede municipal de saúde e atividades na Maternidade Bairro Novo ajudam a compor o cenário, com o esclarecimento de dúvidas sobre a gestação, o parto e os primeiros dias do bebê.

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Taxa de mortalidade infantil cai no Paraná

De acordo com IBGE, houve redução de 26% de 1999 para cá

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a Síntese de Indicadores Sociais 2009, que traz entre outras informações, o índice de mortalidade infantil. Segundo a pesquisa, o Paraná apresentou em 2008 o índice de 17,9 por mil nascidos vivos, uma redução de 26,34%, se comparado ao índice de 1999, que era 24,3 por mil nascidos vivos.

Porém, esta redução é superior a 33%, se forem analisados os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e o Sistema de Informação de Nascidos Vivos (Sisnasc) do Ministério da Saúde. Em 1999, o índice de mortalidade infantil era de 19,53 por mil nascidos vivos e em 2008 era de 13 por mil nascidos vivos.

"O IBGE trabalha com estimativas, baseadas nos censos realizados a cada 10 anos. Diferente dos dados utilizados pelo Ministério da Saúde, que são concretos, pois são retirados dos bancos de dados SIM/Sisnasc, principal fonte de informação sobre mortalidade infantil. É por meio deles que norteamos as nossas ações, visando sempre à redução dos índices", afirmou o secretário da Saúde, Gilberto Martin.

A redução se deve principalmente às ações de combate à mortalidade, como o aumento da cobertura vacinal entre as crianças e o incentivo ao aleitamento materno. "Hoje 98% das crianças menores estão com a vacinação em dia e houve um aumento de 34% das crianças que são alimentadas exclusivamente com o leite materno até o quarto mês de vida", explicou a superintendente de políticas de atenção primária, Erlene Tedeschi dos Santos.

Outro fator que também contribuiu para a redução dos índices foi o fortalecimento da atenção básica e do atendimento às gestantes durante o pré-natal. As 49 clínicas da Mulher e da Criança em funcionamento até o primeiro trimestre deste ano realizaram juntas 267 mil procedimentos, entre os quais mais de 50 mil consultas ginecológicas e mais de 30 mil consultas obstétricas. Além de 18 mil consultas de puericultura que é o acompanhamento da criança até completar um ano de idade. Hoje já são 59 concluídas.
Matéria do Site Jornale.