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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

FEAES - Pacientes do Hospital do Idoso recebem visita dos Tutores do Riso


tutores do riso

Todos os meses, o grupo voluntário ‘Tutores do Riso’ visita os internos do Hospital do Idoso Zilda Arns. Vestidos de palhaço e com muita música, o grupo passa pelos leitos do hospital, levando conforto a todos os pacientes, inclusive aos que estão internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 

Formado por acadêmicos do curso de enfermagem, profissionais da área da saúde, músicos e outros voluntários, o grupo fez um estudo prévio sobre o trajeto a percorrer no Hospital e as condutas necessárias para evitar a contaminação com os pacientes. 

“Estudamos um repertório musical e investimos em muito improviso nos textos e nas brincadeiras. Hoje é um vício roubar sorrisos. Sempre que possível dou lugar ao Tutor Hilário Delírio para que ele leve do seu jeito diferente, uma nova alegria e esperança a quem precisa”, conta o enfermeiro Irajá Poli, idealizador e diretor executivo do projeto.

No início os pacientes ficam desconfiados com o barulho nos corredores, mas logo a desconfiança dá lugar ao sorriso. “É reconfortante e até mesmo emocionante ouvir que eles vieram para dizer que tem muita gente torcendo pela melhora dos pacientes. Dá um novo ânimo”, diz Luiz Carlos que acompanhava o pai internado no Hospital. “Não é fácil ficar aqui. 
Por mais que os enfermeiros e médicos tenham um cuidado todo especial, ficar em um hospital sempre é difícil. Essa alegria que eles trazem nos dá mais ânimo para enfrentar este período”, ressaltou Ana Rosa, que estava em um dos quartos visitados pelo grupo.

Para a psicóloga que coordena o Grupo de Humanização do hospital, Denise Jamus, essa presença transforma todo o ambiente. “Os voluntários realizam ações lúdicas que transformam a rotina de dor e preocupação. Isso é benéfico tanto para o paciente como para os acompanhantes e funcionários”.

Atualmente, 26 pessoas participam do “Tutores do Riso”, cujo objetivo é implementar ações efetivas na melhoria da qualidade de vida dos pacientes. O grupo está vinculado ao Centro Universitário Campos de Andrade (Uniandrade).

Fonte: Assessoria de Imprensa - FEAES

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Senado - Pacientes com estenose aórtica devem ter terapia alternativa, defendem especialistas

Participantes de audiência pública realizada nesta quarta-feira (12) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) defenderam a adoção pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de procedimento alternativo para melhorar a qualidade de vida dos cerca de 200 mil brasileiros com mais de 75 anos que sofrem de estenose aórtica. Trata-se de deficiência caracterizada pelo mau funcionamento da válvula aórtica, que é uma das quatro válvulas cardíacas e é essencial para a circulação do sangue.
O problema é que em torno de 30% desses pacientes não podem se submeter à cirurgia padrão, que exige a abertura do tórax, e muitas vezes também não respondem bem ao tratamento por medicamentos. Especialistas presentes à audiência na CAS invocaram o Estatuto do Idoso, o qual assegura proteção à população idosa, para defender que tanto o SUS quanto os planos de saúde garantam cobertura obrigatória de implante por cateter de bioprótese valvar aórtica (Tavi).
Diversos hospitais já realizam o procedimento, mas com recursos próprios, para pesquisa, ou em cirurgias particulares, não com base nos critérios do SUS, de acesso universal e igualitário. Para Marcelo Queiroga, diretor da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, "todos os brasileiros precisam ter acesso a uma terapia que comprovadamente reduz a mortalidade".
- Quando tratamos cinco pacientes, salvamos uma vida. Chama-se NNT [número necessário a tratar]. Um NNT de cinco é tão eloquente como a vitória da Alemanha em cima da seleção brasileira. Não se discute. Essa terapia é mais benéfica do que a terapia conservadora – considerou.
Entretanto, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) rejeitou a oferta do procedimento pela rede pública de saúde por entender que não salva tantas vidas, é extremamente oneroso e aumenta a ocorrência de acidente vascular cerebral. De acordo com relatório da Conitec, o SUS teria de atender anualmente mais de 12 mil pacientes, o que representaria um custo de quase R$ 1 bilhão.
Os números e as justificativas da Conitec foram contestados pelos participantes do debate, todos favoráveis à incorporação, mas nenhum representante do Ministério da Saúde estava presente para fazer a contraposição. A senadora Ana Amélia (PP-RS), autora do requerimento da audiência, e o senador Humberto Costa (PT-PE) salientaram a necessidade de participação de integrantes do Ministério da Saúde e da Conitec para apresentar as justificativas de veto ao tratamento. Feito isso, Ana Amélia pretende protocolar proposição legislativa que garanta o procedimento ao público idoso, especialmente aquele que pode ser beneficiado com o Tavi.

Conitec

Segundo Marcelo Queiroga, os técnicos da Conitec disseram que o Tavi tem mortalidade alta, de 5% após 30 dias, contra 2,8% da terapia padrão.
- Mesmo que o Tavi tivesse uma mortalidade muito maior era compreensível, porque os pacientes foram submetidos a um tratamento, e os do braço conservador só foram submetidos à terapia médica com diuréticos, que não têm o poder de colocar em risco a vida das pessoas – rebateu.
Ele mencionou dados do DataSUS mostrando que na cirurgia para implante valvar realizada pelo Instituto Nacional de Cardiologia, a mortalidade é de 11%, o dobro da verificada no estudo Partner com o Tavi, rejeitado pelo Conitec. Com pacientes acima de 65 anos, acrescentou Queiroga, a mortalidade pode chegar a 25%, cinco vezes maior do que a questionada.
- Não achamos conveniente dizer que a mortalidade com o Tavi é elevada e por isso se inviabilizar esse procedimento – opinou.
O médico também questionou o alto número de procedimentos anuais estimado pela Conitec, 12 mil, o mesmo número realizado nos Estados Unidos, que tem população maior e mais idosa que o Brasil.
De acordo com Denizar Vianna, professor associado do Departamento de Clínica Médica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o tratamento com a  prótese custa pouco mais de R$ 91 mil, enquanto o tradicional custa cerca de R$ 10 mil. O chamado custo incremental é de R$ 81 mil. A diferença substancial entre um tratamento e outro está no ganho com sobrevida, maior com a prótese. Além disso, Denizar também chamou atenção para a provável redução do preço da prótese ao longo do tempo, um ponto favorável para sua incorporação. Estima-se que poderia cair para cerca de R$ 65 mil
O professor da Uerj sugeriu que se estabeleça um limite de custo de efetividade incremental para que o Conitec incorpore procedimentos ao SUS, de modo a evitar decisões discricionárias com base na questão do custo. Ele deu como exemplo o Reino Unido, onde há o limite de 20 mil libras esterlinas para cada ano de vida ganho pelo paciente.
- Se não adotarmos uma medida, isso vai ficar a critério daquele que vai decidir e indicar se isso vai ser incorporado ou não. A pergunta que fica é qual é nossa razão de custo/efetividade incremental – afirmou.
O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) enfatizou a necessidade de discutir com o Ministério da Saúde as razões da não cobertura do Tavi pelo SUS. Para ele, é preciso colocar "luz nesse debate", especialmente num momento em que a Agenda Brasil, proposta pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, menciona a possibilidade de a população financiar o sistema público de acordo com sua faixa de renda, o que poderia ferir a "universalidade do sistema".
- O debate não será fácil, teremos uma discussão acalorada, inclusive sobre constitucionalidade - disse Cássio.

O procedimento

O chefe da Cardiologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, José Antônio Marin, explicou como é feito o Tavi. Por meio de uma punção numa artéria da perna e via cateter que chega ao coração, a válvula aórtica é substituída pela defeituosa, disse ele. Em três dias, o paciente é liberado e “muda radicalmente sua qualidade de vida”, afirmou.
Números coletados de procedimentos realizados no Brasil pelo Registro Brasileiro de Implante por Cateter de Bioprótese Valvar Aórtica - que recebe informações de 22 institutos no Brasil - indicam que, dos 819 pacientes acompanhados que foram submetidos ao tratamento, 9% morreram em até 30 dias após a cirurgia, 21% ao longo de um ano e 30% depois de dois anos.
De acordo com Fabio Sândoli, coordenador do Registro, os números são altos, mas ainda assim inferiores ao que se espera se os pacientes não tivessem sido tratados. Grande parte deles já tem a saúde fragilizada e comorbidades como diabetes, insuficiência renal e doença arterial coronariana com cirurgia prévia, ressaltou.
- Os dados no Brasil estão de acordo com o que acontece no resto do mundo. A mortalidade em 30 dias, de 9,1% com esse tipo de procedimento, é comparável à de outros países como os Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Alemanha, França, Bélgica e Canadá, com mortalidade variando de 7% a 12% - frisou.
Três próteses, uma delas brasileira, estão sendo utilizadas nos procedimentos. A equipe que criou a prótese brasileira - da qual faz parte o médico Enio Buffolo - estava na plateia e foi homenageada pelos senadores.
Fonte: Agência Senado

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Câmara - Comissão aprova obrigar SUS a fornecer sangue e remédios a pacientes

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara aprovou, no último dia 15, o Projeto de Lei6718/09, do Senado, que garante a todos os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) a disponibilização de sangue, componentes, hemoderivados, medicamentos e demais recursos necessários ao diagnóstico, à prevenção e ao tratamento de suas doenças.
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Marcus Pestana
Marcus Pestana, relator na Comissão de Seguridade Social, defendeu a aprovação do projeto
A proposta altera a Lei 10.205/01, que regulamenta a coleta, o processamento e a distribuição do sangue, seus componentes e derivados. O trecho da lei que recebe nova redação diz que a Política Nacional de Sangue rege-se pelos princípios de universalização do atendimento à população.
Relator na comissão, o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) defendeu a aprovação do projeto. “Para garantir aos pacientes do SUS o fornecimento de medicamentos hemoderivados ou produzidos por biotecnologia, esperando assegurar a necessária priorização de recursos, para viabilizar o direito dos pacientes à assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica”, afirmou.
A intenção original do autor, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), era assegurar meios para o tratamento dos pacientes portadores de coagulopatias congênitas (hemofilias), mas a proposta foi alterada durante a tramitação no Senado e estendida para todos os pacientes do SUS.
Tramitação
O projeto, que tramita de forma conclusiva, segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
Fonte: Agência Câmara de Notícias

domingo, 7 de junho de 2015

Pacientes com câncer podem recorrer à Justiça contra o SUS e planos de saúde


Dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, indicam que, a cada ano, mais de 12 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer em todo o mundo, das quais cerca de 8 milhões morrem. Este ano, no Brasil, o Inca estima em 580 mil o número de novos casos da doença.

Os pacientes com câncer têm direitos que muitas vezes desconhecem, disse - em entrevista à Agência Brasil - a advogada Danielle Bitetti, especializada em direitos do consumidor e na área de saúde. É o caso de medicamentos de alto custo usados no tratamento da doença, que são negados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou de planos de saúde que não concedem o custeio de medicamentos importados.

Nesses casos, quem está doente pode recorrer à Justiça em busca de seus direitos. “Pode entrar, sim. Tanto contra o SUS, como contra os planos de saúde. Sempre que ele tiver um tratamento negado, tanto de medicamento como de quimioterapia ou radioterapia, mesmo que seja de uso oral ou domiciliar, ele deve procurar a Justiça, porque tem o direito de fazer o melhor tratamento que foi solicitado pelo médico que o acompanha e não o que o plano escolher para ele”. Danielle esclareceu que as condutas do SUS e das operadoras de planos de saúde são consideradas abusivas pelos órgãos de defesa do consumidor.

Salientou que existe prioridade no atendimento da Justiça a pacientes com câncer. “Todos os pacientes em tratamento de câncer que necessitam ingressar com ação têm prioridade na tramitação. O pedido de liminar geralmente sai entre 24 e 48 horas após a distribuição da ação. Ele tem garantido o tratamento logo que ingressa com a ação, enquanto o processo tem o trâmite normal”.

A advogada acrescentou que os processos que envolvem direitos à saúde têm um trâmite mais rápido em relação aos demais. Eles costumam ser encerrados no prazo de um a dois anos. “E muitas vezes, o processo se encerra mais rápido ainda, dependendo do fórum em que cair e do cartório em que tramitar a ação”.

Ressaltou que, uma vez garantida a liminar, o paciente não precisa se preocupar com o trâmite da ação, “porque o tratamento dele vai estar garantido desde o início”.

Entre outros direitos dos pacientes com câncer está o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), sempre que for necessário, até que o doente tenha a alta médica definitiva. O benefício é garantido pela lei número 8.922/94 e pelo decreto 5.860/2006. “Ele tem direito de sacar o FGTS para seu benefício. E caso não consiga, pode ingressar com uma ação, solicitando os valores”.

Além disso, os pacientes têm o direito à circulação livre de carro, mesmo em dias de rodízio, em cidades que adotam esse sistema. Para isso, eles têm que cadastrar previamente o veículo utilizado nos órgãos competentes. Há isenção também do Imposto de Renda na aposentadoria para os portadores da doença aposentados ou pensionistas, “mesmo que o diagnóstico tenha sido dado após a aposentadoria. Basta ele comunicar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)”.

A advogada lembrou, ainda, que, se houver alguma limitação devido ao tratamento do câncer, por quimioterapia ou radioterapia, o paciente poderá ainda comprar veículos novos adaptados com desconto de impostos. Para isso, é necessário observar a legislação vigente em cada estado e no Distrito Federal.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 27 de março de 2015

Deu na mídia: "Profissionais liberais devem relacionar CPF"


                                      Foto: FENAM 

Matéria no Valor Ecônomico traz entrevista com o presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, sobre as mudanças na declaração do Imposto de Renda 2015 para médicos. 

Confira abaixo na íntegra:

No ano passado, cerca de 150 mil pessoas caíram na malha fina em função de dúvidas ou desconfiança da Receita Federal em relação às grandes despesas com serviços médicos relacionadas na Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física. Como estes gastos podem ser integralmente deduzidos, contribuem para reduzir o valor do imposto a pagar. Justamente por isso, os funcionários da Receita ficam de olho nos valores declarados e, em casos de dúvida, os contribuintes são chamados para apresentar os comprovantes.

"Problemas relacionados às despesas médicas são o segundo maior motivo de as pessoas caírem na malha fina", explica Joaquim Adir Vinhas Figueiredo, supervisor nacional do Imposto de Renda - o primeiro é a omissão de rendimentos. A questão certamente terá menor peso a partir de 2016, graças a mudanças realizadas pela Receita Federal no início deste ano.

Desde janeiro, todos os profissionais liberais são obrigados a relacionar o CPF dos clientes dos quais recebem pagamentos no programa de Recolhimento Mensal Obrigatório, o Camê-Leão. Até então, eles encaminhavam à Receita apenas o valor arrecadado no mês. Em 2016, os dados mensais serão importados para a declaração de médicos, advogados, fisioterapeutas, dentistas, psicólogos.

"Desta forma, poderemos cruzar a informação do profissional com a de seus clientes, evitando que muitas pessoas caiam na malha, podendo até mesmo receber as restituições mais cedo, caso tenham direito", diz Figueiredo. "Na prática, não hã grandes mudanças porque o profissional terá apenas de ter o cuidado adicional de colocar o CPF de quem faz o pagamento no programa do Camê-Leão, que passou por mudanças no layout", diz Leandro Souza, gerente sênior de impostos da consultoria EY.

A mudança no Camê-Leão dos profissionais liberais se insere em um trabalho mais amplo desenvolvido pela Receita Federal nos últimos anos para cercear a sonegação do IR. "Neste caso, o cruzamento das informações tem por objetivo identificar possíveis sonegadores, sejam eles pessoas que declaram despesas médicas não realizadas ou profissionais que escondem rendimentos recebidos", comenta Eliana Lopes, coordenadora do IR da consultoria H&R Block. A Receita Federal espera receber neste ano 27,5 milhões de declarações de pessoas físicas, mas afirma não ter um levantamento sobre a participação de profissionais liberais neste total.

"Para os profissionais de saúde, a nova regra não exige grandes mudanças", reforça Geraldo Ferreira, presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam). "A colocação do CPF dos pacientes vai realmente impedir que muitas pessoas caiam na malha fina, facilitando a vida dos contribuintes e da própria Receita Federal", afirma. "A alteração significa um aperfeiçoamento do sistema já existente e vai significar vantagens para os dois lados", diz Antônio Teixeira, consultor da 10B Sage. "O cliente vai correr menos risco de cair na malha fina. O profissional, por sua vez, poderá deduzir despesas como pagamento de empregados, água, luz, telefone no livro-caixa que faz parte do programa do Carnê-Leão."

Fonte: Valor Econômico - 27/03/2015

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Pacientes de CAPS têm aula de fotografia em exposição de Sebastião Salgado


Uma nova perspectiva de olhar sobre a própria realidade. Este é o principal objetivo do projeto Re-tratos, desenvolvido com um curso de fotografia oferecido a pacientes dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) Cajuru e Portão, que tratam dependentes de álcool de drogas.
Realizado pelo Departamento de Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde, o curso tem cunho terapêutico e conta com aulas teóricas e práticas. Na oficina desta terça-feira (02), a aula prática foi realizada no Museu Oscar Niemeyer (MON), com uma visita guiada e apreciação da exposição do renomado fotógrafo Sebastião Salgado.
A auxiliar de limpeza J.S, usuária de crack, iniciou o tratamento no Caps Portão em maio deste ano. Após morar por dois anos nas ruas de Curitiba e engravidar, a possibilidade de perder a guarda da criança a fez procurar uma unidade de saúde, que a encaminhou para o Caps. “Com o Re-tratos eu sonho mais, penso mais. Semana passada estava trabalhando na limpeza da parte externa aqui do Museu, hoje vou entrar e ver a exposição de um grande fotógrafo. A fotografia sempre passa uma emoção pra gente, e é a maneira como me sinto que tento retratar nessas fotos”, conta.
O sociólogo N.M, frequenta o Caps para manutenção da sua reabilitação e realiza trabalhos voluntários. Ex- proprietário de uma produtora de vídeo, ele conta que, apesar de ter noções de fotografia, encontra motivação para participar no fato de estar junto a um grupo muito heterogêneo, com diferentes histórias e realidades. Para N.M, o curso permite aos participantes sair do isolamento. “Tudo o que te dá prazer em sair de casa, te faz bem. O bem atrai o bem e isto nos dá um ânimo novo”.
Projeto
O projeto tem parceria do Ministério da Saúde, que está custeando os equipamentos e o pagamento dos profissionais que ministram a oficina. No fim das aulas práticas, os pacientes farão uma exposição de fotos, que será realizada nos Caps, Ruas da Cidadania, Centros Pop e praças. O valor recebido do governo federal para a iniciativa é de R$ 30 mil.
O professor Douglas Fróis, que ministra a oficina, ressalta que cada passeio para tirar fotografias externas traz novas questões que são debatidas posteriormente. “Esses dias fomos no Largo da Ordem para fotografar e era perceptível o incômodo que eles sentiam por estar tão perto de bares e locais que poderiam propiciar uma recaída. Depois do passeio debatemos sobre esses sentimentos e na segunda visita ao mesmo local eles já estavam diferentes”.
“Por causa do crack fiquei quatro meses na rua e há dois voltei ao tratamento no Caps. Uma das psicólogas de lá que me indicou participar desta oficina. Com o tratamento, estou resgatando sonhos antigos, que estavam guardados antes de eu começar a me drogar”, frisa F.G.
Fonte: SMCS - 02/12/2014 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Pacientes de hepatite C poderão contar com novo tratamento no SUS


Os pacientes infectados com o vírus da hepatite C vão contar, a partir do ano que vem, com um tratamento que inclui três tipos de medicamentos e tem atingido a taxa de erradicação de 80% a 90% dos casos da doença. O hepatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, Edison Parise, adiantou à Agência Brasil que o Sofosbuvir, o Daclatasvir e o Simeprevir estão em processo de análise para homologação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A homologação deve ocorrer até o fim do ano, para que os medicamentos sejam usados pelos pacientes nos primeiros meses de 2015, em períodos de 12 semanas.

O custo dos remédios é elevado e nos Estados Unidos chega a atingir US$ 120 mil para 12 semanas de tratamento. É por isso que o Ministério da Saúde está em entendimento com laboratórios para fazer a compra em valores mais baixos, a fim de que sejam oferecidos no Sistema Único de Saúde (SUS). O chefe do Ambulatório de Hepatites do Hospital de Clínicas da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e membro do Comitê Assessor do Programa de Hepatites do Ministério da Saúde, Raymundo Paraná, disse que sem essa negociação seria inviável ao SUS garantir a oferta dos produtos. “O SUS não suportaria, de uma hora para outra, que remédios que têm custo de US$ 120 mil nos Estados Unidos fossem universalmente disponibilizados em país como o nosso, que tem limitação orçamentária”, explicou.

Os medicamentos já foram aplicados nos Estados Unidos e na Europa e segundo Edison Parise, neste mês, em um congresso de especialistas em Boston, houve demonstração dos resultados em mais de mil pacientes, que comprovam a eficácia do tratamento. “Esses medicamentos começaram a ser usados há mais ou menos um ano nos Estados Unidos e agora, no Congresso, foram mostrados dados sobre o uso deles. Enquanto os estudos iniciais incluíam poucos pacientes, os dados agora trazem um número muito grande de pessoas tratadas e confirmam os mesmos índices de cura, em torno de 80% a 90%, dos pacientes, com qualidade de tratamento melhor e menos sofrimento”, acrescentou.

Os pacientes transplantados ou que estão aguardando a cirurgia também podem ser beneficiados, porque com os novos medicamentos, o tratamento pode seguir. “Tratada, a doença hepática pode regredir ou eles podem ir ao transplante em condição muito melhor”, destacou Paraná.

O tratamento da hepatite C no Brasil durava 48 semanas, com inúmeros efeitos colaterais e taxa de resposta em torno de 50%. Com a evolução dos remédios, esse número avançou nos últimos anos e a taxa atingiu 70%, mas ainda apresentava efeitos colaterais, que afastavam os pacientes do tratamento. O infectologista responsável pelo ambulatório de HIV e Hepatites Virais da Disciplina de Infectologia da Universidade Federal de São Paulo, Paulo Abrão Ferreira, informou que agora, com os produtos que serão ministrados, será possível evitar o uso da proteína sintética interferon. Para ele, isso representa uma revolução no tratamento da doença no país. “É uma revolução porque agora a gente não precisa mais de interferon e não haverá efeitos colaterais”, disse.

Os médicos avaliam que o tempo mais curto de tratamento vai aumentar o número de atendimentos. “Nos Estados Unidos, está sendo tratado em uma semana o que se tratava em meses com o procedimento anterior. Com isso, o Brasil pode quadruplicar a capacidade de tratamento, simplesmente pelo tempo mais curto e pelo número menor de efeitos colaterais" disse Parise.

No Brasil, a hepatite C atinge 2 milhões de pessoas e no mundo chega a 170 milhões, mas se o tratamento for aplicado na integridade, o paciente pode conseguir a cura. “É uma doença curável. Tratou, eliminou o vírus, ela não volta mais”, completou Paraná.

Fonte: Agência Brasil