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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Pesquisador apresenta alternativa para controle do Aedes aegypti

Alexandre Gomes explica que o teste ainda não foi feito com os ovos dos mosquitos
O Revista Brasil desta segunda- feira (11) falou sobre um componente da caatinga que pode ser essencial nocombate ao Aedes aegypti. Para falar sobre o assunto o Revista Brasil entrevistou o pesquisador do Núcleo de Bioprospecção e Conservação da Caatinga (NBioCaat) do Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI), Alexandre Gomes.
Ele explica que na caatinga tem algumas plantas aromáticas e uma delas é a umburana de cambão, onde extraído o óleo e em laboratório mostrou atividade contra larva do mosquito Aedes aegypti.

“A gente prepara uma solução aquosa com água do óleo e as larvas do mosquito em contato com essa solução, com 24 horas a gente consegue exterminá-las”, explica.

Alexandre Gomes esclarece que o óleo mata as larvas do mosquito, mas não foi feito teste com os ovos do mosquitos: "estamos dando continuidade a pesquisa para saber se esse óleo causa mortalidade de outros animais, porque o ideal é que o óleo mate apenas a larva do mosquito”, diz.

"Espero que em breve nós tenhamos um produto seguro e proveniente de uma planta exclusiva de um bioma brasileiro”, comenta.

Entenda o assunto ouvindo a entrevista na íntegra no player abaixo.

O Revista Brasil é uma produção das Rádios EBC e vai ao ar, de segunda a sábado, às 8h, na Rádio Nacional AM Brasília. A apresentação é de Valter Lima.



Fonte: Portal EBC

domingo, 10 de janeiro de 2016

Microcefalia assusta e deve ser melhor estudada, dizem especialistas

Em mesa redonda médicos falaram sobre o surto, que pode estar ligado não só ao zika vírus
Microcefalia
MicrocefaliaWikimediacommons
Os casos de microcefalia em bebês, provavelmente ligadas ao zika vírus, vêm assustando a população brasileira. De acordo com o Ministério da Saúde, já foram notificados 3.174 casos suspeitos da doença em recém-nascidos de 684 municípios, de 21 unidades da federação. Mas será que todos os casos de microcefalia realmente estão ligados ao vírus? O que o Governo tem feito e pode fazer para melhorar a epidemia? Essas e outras questões foram discutidas durante a mesa redonda das Rádios Nacional Brasília e Rio de Janeiro e MEC AM, nesta sexta-feira (8).

Em uma entrevista concedida ao ministério da Saúde, e ouvida durante o programa, o médico e professor da Universidade Federal da Bahia, Manoel Sarno, diz que o momento que o país está vivendo, principalmente a região Nordeste, não tem precedentes:
“Esse aumento da incidência de microcefalia, a gente nunca viu isso em nenhum outro momento da história. Até agosto de 2015 a gente via cinco ou seis casos de microcefalia. A partir do final de agosto temos percebido um aumento gradual nos casos dos ambulatórios de medicina fetal. Só hoje atendi 7 casos.”
Para Benny Schmidt, médico especialista em patologia cirúrgica e neuromuscular e chefe do Laboratório de Doenças Neuromusculares da Escola Paulista de Medicina, o Brasil precisa estudar melhor os casos de microcefalia, já que existem outros vírus, além do zika, podem estar relacionados à doença, como o da rubéola, do citomegalovírus.

Segundo o coordenador da Câmara Técnica de Infectologia do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, Celso Ramos, a situação atual configura o maior problema de saúde no mundo, não só no Brasil. De acordo com ele, a falha não está nas medidas públicas que o país tem tomado, já que de 30 a 40 anos o problema se tornou mundial com a disseminação do mosquito Aedes aegypti.

“Não há nada fácil que possa resolver esse problema. (...) Mas, não é também, por outro lado, a gente imaginar que: ah bom, vamos ficar aqui sentados, olhando o mosquito voando em volta de nós, vendo o vírus sendo transmitido, e não vamos fazer nada.” completa.

Ainda de acordo com o ministério da Saúde, a vacina de rubéola não tem nada a ver com surto de microcefalia, como foi divulgado em redes sociais recentemente. O órgão lembra também que, por enquanto, a melhor orientação é se proteger contra o mosquito.

A mesa redonda do programa Revista Brasil é uma produção das Rádios Nacional e MEC e vai ao ar às sextas-feiras nas rádios Nacional Brasília, Nacional Rio de Janeiro e MEC AM Rio de Janeiro. A apresentação é de Valter Lima e de Marco Aurélio.


Acesse o áudio:

Programa Revista Brasil debate microcefalia com especialistas

Fonte: Rádio Nacional de Brasília /Revista Brasil