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quinta-feira, 24 de março de 2016

Tuberculose: especialista alerta sobre tratamento da doença

A tuberculose tem cura, mas é uma das doenças infecciosas que mais mata no mundo

Médica analisa exame
Médica analisa exame Carol Garcia / Agecom BA
 A tuberculose tem cura, mas é uma das doenças infecciosas que mais mata no mundo. O Brasil faz parte de um grupo de 22 países que representam 80% dos casos totais de tuberculose no mundo. Quem fala sobre a doença com o Cotidiano, é a pneumologista Tatiana Veloso.

De acordo com Tatiana Veloso o tratamento da Tuberculose é gratuito no Brasil, mas leva seis meses. "É um tratamento longo e por isso, muitas vezes o paciente abandona, sem terminar", explica. Ela explica que isso acontece, porque com 15 dias aproximadamente, o paciente não tem mais a presença do bacilo da doença no escarro, mas isso não significa que a pessoa está curada.

A pneumologista esclarece que a tuberculose pulmonar é transmitida quando a pessoa tosse e as gotículas do bacilo da doença ficam no ar e outra pessoa vem e respira. "Por isso, que lugar fechado, presídios, asilos, há uma transmissão mais facilitada", diz.

Ela explica que quando o acometimento é pulmonar, o sintoma específico é a tosse, e entre os sintomas comuns estão o emagrecimento, perda de apetite, desânimo, cansaço e febre baixa vespertina.

Saiba mais sobre a doença nesta entrevista ao Cotidiano, com apresentação de Luiza Inez Vilela, na Rádio Nacional de Brasília.

Tuberculose: especialista alerta sobre tratamento da doença
Produtor
joana Darc Lima

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Laboratório lança exame que facilita o diagnóstico da intolerância à lactose

O teste de DNA já está disponível no Frischmann Aisengart

O Laboratório Frischmann Aisengart oferece um exame de DNA que diagnostica mais facilmente a intolerância à lactose. O teste genético usa apenas uma amostra de saliva do paciente e fica pronto em 8 dias. O exame tem como metodologia o PCR–RFLP, ou seja, a reação em cadeia da polimerase (PCR) da análise dos polimorfismos dos fragmentos de restrição do DNA genômico (RFLP). Segundo estudos, a intolerância à lactose acomete de 15 a 20% dos brancos adultos, sendo que 70% da população mundial têm algum grau deste tipo de intolerância.

Myrna Campagnoli, endocrinologista do Frischmann Aisengart, explica que a detecção genética é útil para pessoas que não podem ser submetidos ao teste convencional como, por exemplo, os diabéticos. O exame de DNA também é uma ferramenta importante para diagnosticar a intolerância congênita, além de permitir a identificação correta sem interferências de dietas, medicamentos ou comorbidades (doenças associadas). Por fim, é um método não invasivo e permite o início do tratamento adequado em menos tempo, segundo descreve a especialista.

De acordo com a Dra. Myrna, os exames convencionais funcionam com biópsia ou ingestão de lactose - o que pode causar desconforto à pessoa examinada. A especialista revela que com este tipo de exame também não há como determinar o grau preciso de intolerância do paciente.

A endocrinologista define que intolerância à lactose é o termo utilizado para pessoas que não conseguem digerir produtos lácteos (leite e seus derivados) porque não produzem a enzima lactase ou produzem em quantidade insuficiente para realizar a digestão da lactose. Ela acontece quando há a diminuição da capacidade do corpo humano em digerir a lactose, que é um açúcar encontrado no leite e em outros produtos lácteos. A lactose é normalmente “quebrada” por uma enzima chamada lactase, que é produzida pelas células da mucosa do intestino delgado.

A intolerância pode se apresentar em três tipos: Deficiência Primária de Lactase ou Hipolactasia Primária, Deficiência Congênita de Lactase e Deficiência Secundária de Lactase. A Primária é a mais comum na população. À medida que a idade avança, ocorre uma diminuição progressiva na produção da enzima lactase. Essa diminuição é ditada geneticamente pela redução da expressão do gene LCT, responsável por codificar a enzima lactase. O quadro clínico tem seu início por volta dos 2 ou 3 anos e perdura por toda a vida.

A Congênita é o tipo mais raro, tendo a atividade da lactase muito baixa ou ausente no epitélio intestinal desde o nascimento. É geralmente transmitida de geração a geração. A Secundária é adquirida no decorrer da vida e é uma condição temporária. Entre as causas prováveis estão doenças digestivas (intoxicação alimentar ou infecção intestinal, por exemplo), que promovem inchaço das vilosidades do intestino, o que impede que a lactase exerça sua função de hidrolisar a lactose e promover energia para o organismo. Além disso, pessoas que passaram por cirurgias de remoção de parte do intestino podem estar sujeitas a essa deficiência. Entretanto, em todos esses quadros, quando o problema é resolvido, a lactase volta a exercer sua atividade normalmente e o leite e seus derivados podem ser incluídos novamente na alimentação após a normalização do intestino.

Quanto aos sintomas, a endocrinologista relata que dores abdominais, distensão abdominal, gases, náusea e diarreia podem aparecer de 30 minutos a 2 horas após o consumo de alimentos derivados do leite. No caso daDeficiência Congênita em bebês, resultando em sintomas como diarreia grave, se não for dado a essas crianças afetadas leite que não contenha em sua fórmula lactose, elas podem desenvolver desidratação grave e perda de peso.

A Dra. Myrna reforça que ter intolerância à lactose não significa retirar produtos lácteos por completo da sua dieta. A maioria das pessoas com lactase não persistente podem incluir em suas dietas diferentes quantidades de lactose, sem apresentar sintomas. Embora muitas vezes haja dificuldade em digerir leite fresco, existe a possibilidade de consumir certos produtos, como queijo ou iogurte, sem causar nenhum desconforto. “Muitos derivados lácteos podem conter pouca ou quase nenhuma quantidade de lactose após sua industrialização e evitar o leite vai depender do grau de intolerância apresentado pelo paciente”, diz. Além disso, muitos pacientes fazem uso das cápsulas de lactase, que auxiliam na ingestão de produtos lácteos. “Os riscos do intolerante são diretamente relacionados ao grau de intolerância e seu quadro clínico deve ser abordado de forma individual pelo médico”, finaliza.

Fonte: Labfa