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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Debatedores pedem implantação de políticas de saúde para população negra

Apesar de haver uma política específica já aprovada, são os programas sociais de combate à pobreza que vêm melhorando a saúde dos negros
Octacílio Barbosa/Alerj
Reunião externa da subcomissão especial sobre saúde da população negra da Comissão de Seguridade Social
Subcomissão da Câmara dos Deputados realizou debate na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro
Faltam políticas de saúde para a população negra no Brasil. Essa foi a principal crítica feita pelos profissionais e ativistas que participaram de debate com os deputados da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.
O evento foi realizado nesta segunda-feira, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e coordenado pela subcomissão especial sobre saúde da população negra da Comissão de Seguridade.
“Colaboramos com as iniciativas governamentais e da sociedade civil, dando visibilidade ao conjunto de medidas para dar saúde à população negra”, disse a presidente da subcomissão, deputada Benedita da Silva (PT-RJ), que coordenou a discussão.
A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, participou do debate e defendeu políticas específicas e ações afirmativas focadas na população negra brasileira. Segundo ela, o ministério buscou integrar as políticas públicas e foi atrás das pessoas mais pobres, com uma rede de atendimento em assistência e saúde.
Essa busca ativa levou a 1,4 milhão de famílias que não eram atendidas nem mesmo pelo programa Bolsa Família, e passaram a ter acesso a todas as políticas do governo federal, como o Minha Casa, Minha Vida, cisternas e cursos profissionalizantes.
“Quando a gente focou na população mais pobre, chegamos também à população negra, que são os mais pobres, e os indicadores melhoraram de forma mais acentuada nessa população”, disse a ministra.
Tereza Campello lembrou que, entre 2002 e 2013, a pobreza no Brasil caiu 87%, passando de 8,3% da população em 2002 para 1,1% em 2013. A pobreza entre negros era de 12,6% e passou para 1,7% e, entre brancos, passou de 4,5% para 0,5%.