Apesar de haver uma política específica já aprovada, são os programas sociais de combate à pobreza que vêm melhorando a saúde dos negros
Octacílio Barbosa/Alerj
Subcomissão da Câmara dos Deputados realizou debate na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro
Faltam políticas de saúde para a população negra no Brasil. Essa foi a principal crítica feita pelos profissionais e ativistas que participaram de debate com os deputados da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.
O evento foi realizado nesta segunda-feira, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e coordenado pela subcomissão especial sobre saúde da população negra da Comissão de Seguridade.
“Colaboramos com as iniciativas governamentais e da sociedade civil, dando visibilidade ao conjunto de medidas para dar saúde à população negra”, disse a presidente da subcomissão, deputada Benedita da Silva (PT-RJ), que coordenou a discussão.
A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, participou do debate e defendeu políticas específicas e ações afirmativas focadas na população negra brasileira. Segundo ela, o ministério buscou integrar as políticas públicas e foi atrás das pessoas mais pobres, com uma rede de atendimento em assistência e saúde.
Essa busca ativa levou a 1,4 milhão de famílias que não eram atendidas nem mesmo pelo programa Bolsa Família, e passaram a ter acesso a todas as políticas do governo federal, como o Minha Casa, Minha Vida, cisternas e cursos profissionalizantes.
“Quando a gente focou na população mais pobre, chegamos também à população negra, que são os mais pobres, e os indicadores melhoraram de forma mais acentuada nessa população”, disse a ministra.
Tereza Campello lembrou que, entre 2002 e 2013, a pobreza no Brasil caiu 87%, passando de 8,3% da população em 2002 para 1,1% em 2013. A pobreza entre negros era de 12,6% e passou para 1,7% e, entre brancos, passou de 4,5% para 0,5%.