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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Professores e Faculdade Evangélica do Paraná chegam a acordo em audiência


Após quatro horas de negociações, a audiência da Ação Civil Pública, ocorrida nesta sexta, envolvendo professores e funcionários administrativos da Faculdade Evangélica do Paraná (FEPAR) terminou em acordo coletivo, já homologado quanto à categoria dos docentes. Em relação aos auxiliares de administração, a homologação dependerá de assembleia da categoria que acontece na manhã de segunda-feira (01).

Conforme ata de audiência, professores e demais funcionários terão direito a indenização compensatória por dispensa coletiva, sendo que funcionários com mais de cinco anos de contrato terão direito a sete salários, e aqueles com três e cinco anos de contrato terão direito a cinco salários. Já os funcionários com menos de três anos de contrato com a FEPAR receberão três salários.

Segundo o advogado do Sindicato dos Professores de Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana (SINPES), Valdyr Arnaldo Lessnau Perrini, o acordo foi benéfico aos professores por contemplar as propostas ratificadas pela assembleia dos professores, ocorrida no dia 27/05/2014. "Da nossa parte conseguimos a homologação do acordo nos exatos termos que foram autorizados na assembleia dos trabalhadores", disse.

Em relação aos auxiliares administrativos, as negociações avançaram, por exemplo, em relação à parcela mínima de R$ 400,00 para pagamento da indenização. No entanto, para que o acordo seja homologado também em relação a esta categoria, a proposta será levada à assembleia do Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar do Estado do Paraná (SAAEPAR), que deve ocorrer na manhã de segunda-feira (01/06). O advogado do SAAEPAR, Carlos Roberto Steuck, é otimista: "há nestas propostas de hoje conquistas e avanços imensos para os trabalhadores, no que diz respeito a indenizações e verbas rescisórias", considera.

Enfrentando grave crise, a FEPAR teve que se submeter a um plano de reestruturação de suas finanças, sendo confirmado o fechamento de sete cursos (Enfermagem, Veterinária, Nutrição, Psicologia, Tecnologia em Gestão Ambiental, Fisioterapia e Teologia). Atualmente há apenas o Curso de Medicina. Com a extinção, a FEPAR devolverá os prédios onde funcionavam tais cursos, inclusive como uma forma de diminuir as despesas.

Os professores que lecionavam em algum dos cursos extintos e no curso de Medicina terão que optar por escrito pela continuidade da atividade letiva em Medicina, para que a rescisão e a respectiva indenização refira-se somente aos contratos relacionados aos demais cursos. Com relação aos alunos matriculados em um dos sete cursos fechados, eles devem ser convocados até o final de junho para terem sua situação regularizada.

Histórico

A Justiça do Trabalho no Paraná havia decretado em dezembro de 2014 uma intervenção judicial no Hospital Evangélico de Curitiba e na FEPAR, a partir de requerimento do Ministério Público do Trabalho (MPT), que justificou o pedido com base no descumprimento de pagamentos de salários no prazo legal, recolhimentos de FGTS e indenizações a empregados. A intervenção teria por objetivo, ainda, a reestruturação administrativa e financeira das instituições, com vistas à quitação de débitos trabalhistas.

Dentro do plano de reestruturação, ficou decidido pelo fechamento de diversos cursos considerados deficitários, bem como a dispensa de empregados da área administrativa que se tornariam ociosos em razão desta redução da oferta acadêmica. Uma liminar de fevereiro deste ano determinou a reabertura dos sete cursos e o cancelamento da dispensa de professores e empregados, até que fossem checadas as reais condições financeiras da faculdade.

No período compreendido entre uma e outra decisão, alunos dos cursos envolvidos procuraram outras instituições para dar sequência aos estudos. Atualmente, com a falta de acadêmicos, a manutenção dos cursos tem se mostrado deficitária, e busca-se uma negociação que pode ser uma "dispensa coletiva" que garanta os direitos trabalhistas dos professores e funcionários, não se descartando o regular funcionamento dos cursos e a recontratação dos trabalhadores, oportunamente, quando a Faculdade Evangélica tiver sua situação financeira reequilibrada.


Acesse a ata de audiência AQUI.


Fonte: Assessoria de Comuncação do TRT-PR

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Faculdade Evangélica: audiência discute rescisão de contrato de professores

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Acontece nesta sexta-feira (22), a partir das 14h, na sede do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, Al. Dr. Carlos de Carvalho, 528, em Curitiba, audiência para tentativa conciliatória em torno das rescisões contratuais dos professores dos cursos de Enfermagem, Fisioterapia, Medicina Veterinária, Nutrição, Psicologia, Gestão Ambiental e Teologia da Faculdade Evangélica do Paraná (FEPAR).

A Justiça do Trabalho no Paraná decretou em dezembro de 2014 uma intervenção judicial no Hospital Evangélico de Curitiba e na FEPAR, a partir de requerimento do Ministério Público do Trabalho (MPT) que justificou o pedido com base no descumprimento de pagamentos de salários no prazo legal, recolhimentos de FGTS e indenizações a empregados. A intervenção tem por objetivo, ainda, a reestruturação administrativa e financeira das instituições, com vistas à quitação de débitos trabalhistas.

Dentro do plano de reestruturação, ficou decidido pelo fechamento de diversos cursos considerados deficitários, bem como a dispensa de empregados da área administrativa que se tornariam ociosos em razão desta redução da oferta acadêmica. Uma liminar de fevereiro deste ano determinou a reabertura dos sete cursos e a recontratação de professores e empregados que haviam sido demitidos, até que fossem checadas as reais condições financeiras da faculdade.

Devem participar da sessão de conciliação, além de representante do MPT-PR, a atual interventora do Hospital Evangélico, Carmen Australia Paredes Marcondes Ribas, e representantes do Sindicato dos Professores de Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana (Sinpes), Associação dos Professores da Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná, Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar no Estado do Paraná (SAAEPAR), Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba (SEB) e Associação Médica do Paraná (AMP).



Para acompanhar a audiência ao vivo, clique AQUI, a partir das 14h.

Fonte: Assessoria de Comunicação TRT-PR