Nos demais centros de tratamento do SUS, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), apenas 53% dos fumantes conseguem se livrar da dependência da nicotina.
A médica Eliane Duarte, coordenadora do programa do HUB, afirma que o diferencial da unidade é tratar o paciente desde o primeiro dia, sem limite de sessões. “Diferentemente dos outros programas existentes, o nosso programa sempre está de portas abertas e não tem lista de espera, nem número de sessões mínimo ou máximo para o paciente participar. A gente termina o programa quando o paciente está pronto para terminar”.
Aproximadamente, 50 pessoas participam, semanalmente, do grupo de controle de tabagismo do HUB. Lá os pacientes recebem todos os medicamentos disponibilizados pelo SUS: adesivo, pastilha e chiclete com nicotina, além de antidepressivo. O grupo tem ainda um acompanhamento multidisciplinar, com nutricionistas, odontólogos e educadores físicos.
Terapia de grupoMas, de acordo com a coordenadora, a terapia de grupo é a parte fundamental do tratamento. Eliane explica que, muitas vezes, o cigarro é um instrumento que o fumante usa para lidar com situações como o estresse e a solidão. Segundo a médica, a terapia ajuda a desfazer as associações entre o cigarro e essas situações.
Terapia de grupoMas, de acordo com a coordenadora, a terapia de grupo é a parte fundamental do tratamento. Eliane explica que, muitas vezes, o cigarro é um instrumento que o fumante usa para lidar com situações como o estresse e a solidão. Segundo a médica, a terapia ajuda a desfazer as associações entre o cigarro e essas situações.
O artista plástico e professor da Universidade de Brasília Miguel da Costa, 54 anos, fumou dos 14 aos 51. Já havia tentado parar de fumar, mas como a maioria das pessoas, não conseguiu num primeiro momento. Costa só obteve sucesso quando conheceu o centro do HUB. Ele conta que a maneira firme e determinada com que a coordenadora do programa conduz as reuniões de grupo fez toda a diferença no tratamento, que durou sete meses.
“Eu achei muito legal ter aquele tanto de gente. Pessoas de todos os níveis econômicos, sociais, culturais que você pode imaginar. A conversa que acontecia lá era muito importante”, diz Costa, que voltou a fazer caminhada e a nadar desde que parou de fumar.
No Distrito Federal, existem 72 centros de apoio para fumantes que querem parar de fumar. Em todo o Brasil, são mais de 23 mil equipes de saúde em 4.375 municípios ofertando o serviço na atenção básica.
Foto: EBSERH-HUB
Fonte: Agência Câmara
