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quinta-feira, 24 de março de 2016

Tuberculose: especialista alerta sobre tratamento da doença

A tuberculose tem cura, mas é uma das doenças infecciosas que mais mata no mundo

Médica analisa exame
Médica analisa exame Carol Garcia / Agecom BA
 A tuberculose tem cura, mas é uma das doenças infecciosas que mais mata no mundo. O Brasil faz parte de um grupo de 22 países que representam 80% dos casos totais de tuberculose no mundo. Quem fala sobre a doença com o Cotidiano, é a pneumologista Tatiana Veloso.

De acordo com Tatiana Veloso o tratamento da Tuberculose é gratuito no Brasil, mas leva seis meses. "É um tratamento longo e por isso, muitas vezes o paciente abandona, sem terminar", explica. Ela explica que isso acontece, porque com 15 dias aproximadamente, o paciente não tem mais a presença do bacilo da doença no escarro, mas isso não significa que a pessoa está curada.

A pneumologista esclarece que a tuberculose pulmonar é transmitida quando a pessoa tosse e as gotículas do bacilo da doença ficam no ar e outra pessoa vem e respira. "Por isso, que lugar fechado, presídios, asilos, há uma transmissão mais facilitada", diz.

Ela explica que quando o acometimento é pulmonar, o sintoma específico é a tosse, e entre os sintomas comuns estão o emagrecimento, perda de apetite, desânimo, cansaço e febre baixa vespertina.

Saiba mais sobre a doença nesta entrevista ao Cotidiano, com apresentação de Luiza Inez Vilela, na Rádio Nacional de Brasília.

Tuberculose: especialista alerta sobre tratamento da doença
Produtor
joana Darc Lima

quarta-feira, 25 de março de 2015

Taxa de mortalidade por tuberculose cai 20,7% em 10 anos


Após atingir as metas dos Objetivos do Milênio (ODM) de combate à tuberculose com três anos de antecedência, o Ministério da Saúde assume compromisso de reduzir em 95% os óbitos e em 90% o coeficiente de incidência da doença até 2035. Nos últimos dez anos, o Brasil reduziu em 22,8% a incidência de casos novos de tuberculose e em 20,7% a taxa de mortalidade da doença. Em 2014, a incidência de tuberculose no Brasil foi de 33,5 casos por 100 mil habitantes, contra 43,4/100 mil em 2004. A taxa de mortalidade de 2013 foi de 2,3 óbitos por 100 mil habitantes, abaixo dos 2,9 óbitos por 100 mil habitantes registrados em 2003.

Fonte: TV SAÚDE

terça-feira, 24 de março de 2015

Tuberculose: Declaração de Barcelona reafirma luta contra doença

Parlamentares e líderes políticos de cinco continentes assinaram a Declaração de Barcelona de Tuberculose, que se compromete a trabalhar para uma ação continuada, além de articular investimentos significativos na luta contra a doença. A declaração foi o resultado da reunião inaugural TB Global, realizada em conjunto com a 45ª Conferência Mundial sobre Saúde Pulmonar, em Barcelona. O coordenador técnico do Observatório TB Brasil - composto por diversas unidades da Fiocruz, entre elas a ENSP -, Carlos Basília, esteve presente ao evento e apontou que uma Cúpula Global reuniu representantes no intuito de estimular a vontade política necessária para enfrentar a tuberculose e criar uma visão clara sobre o papel dos parlamentares na luta contra a epidemia. Além da declaração, a Cúpula também resultou na criação de uma rede Global de abrangência dos parlamentares que irão conduzir esses esforços.
De acordo com Carlos Basília, na ocasião o copresidente do Grupo Parlamentar do Reino Unido em TB, Nick Herbert, afirmou que ao assinar a Declaração o mundo está se comprometendo a trabalhar junto em um esforço global para priorizar a TB nas agendas políticas de cada país que possui um papel na luta contra a doença. "À medida que novas ameaças como o Ebola justamente demandam preocupação e atenção, precisamos lembrar os líderes políticos de que a tuberculose ainda é responsável por 1,5 milhões de vidas todos os anos, o que significa que a cada dia ela mata tantas pessoas como a soma total dos casos de Ebola. O mundo não pode dar ao luxo de fazer escolhas entre combater estas doenças terríveis - deve lutar em todas as frentes para vencer essas epidemias ", reforçou ele.
A Declaração de Barcelona também apelou para um novo modelo de pesquisa e desenvolvimento em tuberculose que pretende sustentar e melhorar o existente; introduzir novos medicamentos contra a TB; promover diagnósticos e vacinas; além de assegurar que novos tratamentos estarão disponíveis, adequados e acessíveis para todos aqueles que necessitam. O coordenador do Observatório TB Brasil, Carlos Basília, citou também a fala do Diretor Executivo da União, José Luis Castro, ao enfatizar que a liderança política é essencial para o combate à TB, porque aqueles que são afetados pela doença são predominantemente pobres, ou vivem à margem da sociedade. Novos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde apontam que a tuberculose é responsável por quase tantas mortes a cada ano, como HIV/Aids, por exemplo.
Segundo Carlos Basília, Castro apontou ainda que para combater a TB é necessário enfrentar outros desafios relacionados, que incluem: o aumentando da resistência aos medicamentos; a coinfecção com o HIV; casos de tuberculose impulsionados pelo uso do tabaco; além de uma coepidemia iminente de TB e diabetes que pode potencialmente afetar milhões de diabéticos em todo o mundo. Por fim Basília destacou a fala do diretor do Programa Global de Tuberculose da Organização Mundial de Saúde, Mario Raviglione, ao expor que a tuberculose representa uma ameaça para as vidas e os meios de subsistência das pessoas em todos os países do mundo.
A Declaração de Barcelona foi assinada por representantes do Brasil, Canadá, França, Quênia, Índia, África do Sul, Tanzânia e Estados Unidos, no dia 30 de outubro. A União concordou em servir como o secretariado da Global TB e vem discutindo planos para uma segunda Cúpula Global de TB, que será realizada na Cidade do Cabo, na África do Sul. O evento também será realizado em conjunto com a Conferência Mundial sobre Saúde Pulmonar, que acontecerá de 2 a 6 de dezembro de 2015.
Sobre o Observatório Tuberculose Brasil: Vinculado à Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), o OTB tem o objetivo de fortalecer o SUS e contribuir para o controle da tuberculose no país, por meio do monitoramento das políticas públicas de saúde e promoção do controle social. Com esses objetivos, a ENSP criou a coordenação do Observatório Tuberculose Brasil. Integrante da rede FIO-TB, o observatório é composto de diversas unidades da Fiocruz, com a proposta de articular as ações de pesquisa e serviço da Fundação na área. O Observatório TB Brasil pretende desenvolver ações em advocacy communication and social mobilization (ACMS) e monitorar os indicadores sociais e epidemiológicos relacionados à tuberculose. As ações estão de acordo com as Metas de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e contam com ativa participação de movimentos sociais no que se refere à execução dos compromissos assumidos oficialmente pelas três esferas de governo.


Fonte: ENSP

Suspensão de tratamento da tuberculose pode fortalecer doença, diz especialista

 Carol Garcia / AGECOM
Incidência de tuberculose no Brasil em 2014 foi 33,5 casos por 100 mil habitantesAgecom Bahia


Em 2014, a incidência de tuberculose no Brasil foi 33,5 casos por 100 mil habitantes. A doença é causada pela mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch, que afeta principalmente os pulmões. A infecção ocorre a partir da inalação de gotículas contendo bacilos, expelidos pela tosse, fala ou pelo espirro.Especialistas alertam, no Dia Mundial de Combate à Tuberculose, lembrado hoje (24), que o paciente diagnosticado deve fazer o tratamento até o fim. “O bacilo da tuberculose é difícil de matar completamente. Se você começa o tratamento e para no meio, o bacilo vai criando mutações mais resistentes. O especialista acaba tendo que mudar os antimicrobianos, o tratamento fica mais demorado, mais difícil”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família, Thiago Trindade.

A tuberculose está diretamente associada a situações de vulnerabilidade social, afetando pessoas que moram em lugares com más condições de saneamento básico, principalmente presidiários, indígenas, moradores de rua. Devido ao sistema imunológico mais frágil, idosos, crianças e pessoas com o HIV também têm maior facilidade de contrair a doença.
Em locais cobertos pela Estratégia Saúde da Família, os agentes são orientados a buscar os pacientes que não vão pegar os remédios no dia certo, já que é comum o doente se sentir melhor depois de algumas semanas tomando os remédios e, por isso, não completar o esquema. O tratamento da doença dura seis meses e está disponível gratuitamente pela atenção básica da rede pública de saúde.

Dados do Ministério da Saúde mostram que os índios têm três vezes mais riscos de contrair a doença, em relação à população em geral. Na população carcerária, o índice aumenta para 27 vezes, na população com HIV a incidência sobe para 38 vezes e na população de rua, para 44 vezes.

O principal sintoma da tuberculose é a tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro. Qualquer pessoa com esse sintoma deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. Trindade ressalta que pessoas próximas de pacientes contaminados também devem buscar o diagnóstico e o tratamento preventivo.

O Brasil conta com a vacina BCG, que combate formas mais graves da tuberculose, mas nem sempre evita a contaminação pelo bacilo. “O que a vacina faz é diminuir os casos graves e a letalidade da doença. Mesmo com a imunização, pode continuar havendo casos, mas com menos mortes”, explica o especialista.

Fonte: Agência Brasil

sábado, 7 de março de 2015

Pode faltar vacina BCG em diversos estados brasileiros

Foto: Internet
A vacina Bacillus Calmette-Guérin (BCG), responsável por imunizar recém-nascidos contra a tuberculose, pode faltar em diversos estados brasileiros, segundo o coordenador do Observatório Tuberculose Brasil, Carlos Basília. O órgão, ligado à Fundação Oswaldo Cruz, é responsável por monitorar políticas públicas de controle da tuberculose no país.

O coordenador explicou que o fornecimento da vacina está sendo feito de forma intermitente pelo Ministério da Saúde desde o ano passado e que a situação se agravou no início deste ano. No estado do Rio de Janeiro, segundo ele, a Secretaria de Saúde recebeu 30% do quantitativo de uso mensal e o estoque de doses para março está quase zerado.

“Vai faltar vacina nas unidades de saúde. Até recebermos a nova cota, haverá 30 dias, no mínimo, de desabastecimento nas unidades da vacina para recém-nascidos. É um retrocesso, já que a forma mais grave da tuberculose atinge justamente a criança e o adolescente”, disse, ao se referir à tuberculose meningocócica.

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro confirmou que o envio de imunobiológicos – incluindo vacinas e soros – vem ocorrendo de forma intermitente desde 2014, sempre com quantitativo abaixo do solicitado, particularmente BCG, (vacina contra difteria e tétano (dT), tetravalente (imuniza contra difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b) e, mais recentemente, doses contra a febre amarela.

“Diante do atraso na entrega de imunobiológicos e do fornecimento em quantidade inferior às solicitadas pelos municípios, não é possível garantir que não haverá falta nos municípios”, informou o órgão no comunicado.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que, na tentativa de evitar o desabastecimento da vacina BCG, a dose deixou de ser aplicada diariamente nas 98 salas de imunização – cada centro agora informa os pacientes sobre os dias em que a vacina é aplicada. Ainda de acordo com o órgão, até o momento, não foi registrado desabastecimento na região. “A mudança foi implantada seguindo orientação do Ministério da Saúde, que emitiu alerta sobre a possibilidade de desabastecimento do produto em todo Brasil”, destacou o órgão.

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões. Anualmente, são notificados cerca de 6 milhões de novos casos em todo o mundo, levando mais de 1 milhão de pessoas à morte. No Brasil, a tuberculose é considerada um sério problema da saúde pública. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil novos casos e 4,6 mil mortes. O Brasil ocupa o 17º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo.

O Ministério da Saúde está fazendo uma avaliação das demandas dos estados para ver como restabelecer os estoques.


Fonte: Portal EBC

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Exame para detectar tuberculose torna diagnóstico 100% mais rápido

O tempo de análise para diagnosticar a tuberculose passou de oito horas para apenas dois minutoseAgecom Bahia


O exame para diagnosticar a tuberculose ficou 240 vezes mais rápido no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto graças a uma técnica que permite a identificação, quase que imediata, da microbactéria causadora da doença. O tempo de análise passou de oito horas para apenas dois minutos por meio da tecnologia Point of Care Test (Poct).

O método tem a mesma lógica dos testes feitos para verificação do vírus HIV, com o uso da saliva. No caso da tuberculose, no entanto, a amostra usada na testagem rápida é colhida de uma cultura bacteriológica, por isso ainda há a necessidade de ser feito em laboratório.

De acordo com Valdes Bollela, professor da Divisão de Moléstias Infecciosas e Tropicais do Departamento de Clínica Médica, pesquisadores asiáticos e brasileiros estudam meios para que o exame seja feito diretamente com os fluidos do paciente. “É a ideia de ter um teste que seja feito com o menor recurso tecnológico e o mais rápido possível. O exemplo clássico disso são exames de malária e HVI, que podem ser feitos fora até do próprio hospital. O da tuberculose ainda não está assim”, explicou. Ele destaca que, por ser uma doença infecciosa, o diagnóstico torna-se ainda mais importante. “É a chave de interromper a cadeia de transmissão da tuberculose”, declarou.

O teste rápido está sendo usado no hospital de Ribeirão Preto há um ano e meio. “Queríamos avaliar o quanto ele agregaria do ponto de vista do custo, da efetividade e na rotina do diagnóstico”, explicou Bollela. Na avaliação dele, o teste mostrou-se eficaz em todos os aspectos. “Consigo fazer com tempo muito menor. O custo dele por teste é mais ou menos R$ 10”, apontou. Além disso, ele destaca que o teste molecular, que era feito antes, trazia maior risco de contaminação. “Ele requer uma série de cuidados, então não se conseguia fazer esse exame todos os dias. Conseguíamos fazer duas vezes por semana”.

A cultura, que é feita na maioria dos casos com amostra de escarro, demora entre 10 e 14 dias para indicar se estão crescendo micobactérias. O problema é que, além disso, era preciso aguardar mais dois ou três dias para atestar a tuberculose por meio do teste molecular. “Na dúvida, o médico, sabendo que cresceu uma micobactéria, tratava para tuberculose, mas às vezes não era. Agora, eu consigo saber com um grau de certeza bem grande se aquilo que está no crescimento da cultura é tuberculose”, explicou. O Poct permite que, após o período da cultura, já se defina o diagnóstico em minutos. “Agora, a gente consegue fazer praticamente de imediato”, disse o pesquisador.

De acordo com Bollela, a incidência da tuberculose no Brasil é 90 mil casos por ano. “Desses, entre 85% e 90% são do tipo pulmonar”. Além disso, cerca de 4,5 mil pessoas morrem anualmente por causa da doença. “Se você pensar que tem tratamento e que, se tratar direito na primeira vez, tem chance de cura de 100%, ainda há muita gente morrendo de uma doença que tem cura”, avaliou o professor. Ele destacou que entre 10% e 20% dos casos estão associados a pacientes soropositivos. “Isso piora o prognóstico do HIV e aumenta o risco de ter complicações com a tuberculose”, alertou.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Brasil produzirá medicamento inovador contra tuberculose

O Instituto de Tecnologia em Fármacos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), obteve hoje (24) o registro de novo medicamento contra a tuberculose, o 4 em 1, que reúne quatro princípios ativos em um só comprimido. O deferimento foi dado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com a Fiocruz, somente no ano passado, o Brasil registrou 71.123 novos casos da doença.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa formulação em dose fixa combinada é a mais eficaz no combate à tuberculose. O medicamento permite melhor adesão e redução das taxas de abandono do tratamento, que é demorado. Os princípios são: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol.

A fabricação do 4 em 1 por Farmanguinhos é fruto de parceria feita em 2010 com o laboratório indiano Lupin. De acordo com a gerente do projeto na Coordenação de Desenvolvimento Tecnológico da Farmanguinhos, Gisele Moreira, ao longo de três anos, o instituto receberá gradualmente a tecnologia para a produção no Complexo Tecnológico de Medicamentos (CTM), no Rio de Janeiro.

“De acordo com o cronograma, a produção em Farmanguinhos deve começar em 2017”, informou Gisele. Nesse período inicial, o laboratório indiano se compromete a abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS) com o medicamento.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), anualmente, o Brasil gasta cerca de R$ 11 milhões em ações contra a tuberculose. Com o 4 em 1, a Farmanguinhos ampliará para quatro a linha de medicamentos para tratamento da doença, já que produz também a etionamida, a isoniazida e a isoniazida + rifampicina.

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível, que afeta principalmente os pulmões. São notificados anualmente cerca de 6 milhões de novos casos em todo o mundo. Embora curável em praticamente 100% das novas ocorrências, a doença mata mais de 1 milhão de pessoas por ano, informa a Organização Mundial da Saúde. A tuberculose matou mais de 4,4 mil brasileiros em 2012.

Entre os mais vulneráveis à doença estão os moradores de rua, cujo risco de infecção é 44 vezes maior do que o da população geral. Em seguida, vêm as pessoas com HIV/aids, cujo risco é 35 vezes maior, a população carcerária, com 28 vezes mais risco, e os indígenas, com risco três vezes maior.

Fonte: Agência Brasil