Mostrando postagens com marcador vacina HPV. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vacina HPV. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Meninas de 9 a 11 anos já podem receber a segunda dose da vacina HPV

Meninas de 9 a 11 anos já podem receber a segunda dose da vacina HPVA segunda dose da vacina HPV para meninas de 9 a 11 anos já está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde do Paraná. 256.182 garotas devem ser imunizadas em todo o Estado. Em março deste ano, apenas 50,87% foram imunizadas contra o HPV. Para quem ainda não recebeu a vacina, a primeira dose também está disponível para aplicação.

“A vacina é segura e sua eficácia é reconhecida internacionalmente. Ela estimula a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. Caso os pais tenham alguma dúvida, devem entrar em contato com a unidade de saúde mais próxima de sua residência”, explica o coordenador do programa Estadual de Imunização, João Luís Crivellaro.

A vacinação protege contra o papilomavírus humano (HPV), responsável por 70% dos casos de câncer de colo de útero em todo o mundo. A doença é a terceira principal causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil. O número de mortes por essa causa aumentou 28,6% em 10 anos no país, com 5.264 mortes em 2012.

ESQUEMA VACINAL – Após a primeira dose, as adolescentes vacinadas devem voltar à Unidade de Saúde para a segunda dose depois de seis meses. Cinco anos após a 1ª dose, elas devem retornar para a 3ª dose, garantindo uma imunização eficaz e duradoura. 

Meninas de 11 a 13 anos que ainda não tomaram a vacina na primeira fase em 2014 também podem procurar a Unidade de Saúde mais próxima e completar o esquema vacinal. São mais de 2.200 postos de vacinação espalhadas pelo Estado aptos a aplicar as doses necessárias.

Fonte: SESA/PR

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Especialista diz que meninos também devem ser vacinados contra HPV

Vacina HPV. Foto: ABr
O presidente da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis (SBDST), Mauro Romero, defendeu nesta quinta-feira (23) que também os meninos sejam vacinados contra o HPV, que é um vírus transmitido pelo contato com a pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual, atualmente um dos principais responsáveis pelo câncer de colo de útero em mulheres.
A SBDST promove, no Rio de Janeiro, em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), de hoje (23) até sábado (25) a sexta edição do Simpósio Brasileiro de Papilomavirose Humana – HPV in Rio 2015. O evento é voltado para a comunidade médica e aborda a necessidade da vacinação universal, de meninos e meninas, além da importância do diagnóstico e tratamento de pessoas com doenças causadas pelo HPV, entre as quais verrugas buco-anogenitais, cânceres de pênis, ânus, cabeça, pescoço e esôfago.
“Falar na televisão não resolve o problema. É preciso que a população tenha um bom volume de informações corretas sobre prevenção de HPV e da carga de doenças para poder ter um bom entendimento sobre como fazer profilaxia, prevenção, diagnóstico e tratamento”, disse Mauro Romero, também professor do Setor de DST da UFF.
Segundo ele, existe um volume grande de informação sobre HPV e sua ligação com o câncer de colo de útero. Mas como o HPV é uma família de vírus, que causa verrugas genitais, na boca e no ânus, tanto em homens como em mulheres, o especialista recomendou que o modelo de comunicação sobre HPV deve ser mais abrangente.
O médico deixa claro que os itens de prevenção se somam, “não se excluem”. Ele avalia que a primeira dose da vacinação contra HPV para meninas entre 9 e 13 anos foi importante e ultrapassou 100% da meta, mas a segunda dose está baixa, devido a um problema de comunicação. A vacina está nos postos e deve ser aplicada em meninas e também em meninos, afirma.
O HPV foi reconhecido pelo governo como um problema de saúde pública. Como é um vírus de pele de mucosa, ele é transmissível por sexo oral. Com o contato direto com a área infectada, “a transmissibilidade acontece”.
Questões como a multiplicidade ou troca de parceiros e o uso inconstante da camisinha, tornam as pessoas vulneráveis ao HPV e às doenças decorrentes desse vírus. Mauro Romero sugere que o tema seja trabalhado de forma ampla, para toda a sociedade, e não para um segmento específico, já que “todos nós temos problemas de vulnerabilidade”.
 Fonte: Agência Brasil