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segunda-feira, 7 de março de 2016

Aumentam casos da síndrome de Guillan-Barrê em função do Zika vírus

A síndrome pode causar a paralisia de órgãos vitais, levando à morte
Aumentam casos da síndrome de Guillan-Barrê em função do Zika vírus. A síndrome pode causar a paralisia de órgãos vitais, levando à morte. Mas para explicar o que é esta doença e tratamento, o Cotidiano conversou com o médico hematologista Nelson Tatsui.

O médico analisa que atualmente é difícil entender sobre o Zika, sobre o Guillan-Barrê, a microcefalia e outras síndromes neurológicas, porque a ciência hoje tem mais perguntas do que respostas mas cabe a cada realidade que aparece explicar da melhor forma possível. A síndrome de Guillan-Barrê, que são os nomes de dois médicos franceses, que há 70 anos atrás diagnosticaram pessoas com uma paralisia flácida, uma perda de força muscular que aparecem das pernas para cima, a grande maioria com relatório de doença viral prévia e duas semanas depois, uma parada de movimento, com alteração de sensibilidade, inclusive insuficiência respiratória.

A gravidade da síndrome é grande porque atinge até 5% de mortalidade, mas a doença não é nova e está relacionada com algum vírus ou bactérias e um deles é o vírus da Zika e por isto está aumentando o diagnóstico dessa doença. Antes da Zika, a síndrome de Guillan-Barrê ocorria em média de 2 a 4 casos para cada 100 mil habitantes. Não é tão comum mas é grave,auto-imune, e junto a essa nova epidemia de Zika, espera-se aumento da síndrome nos próximos meses.

Acompanhe esta entrevista para saber mais sobre a doença, sintomas e quais os tratamentos adequados, ao programa Cotidiano, com Luiza Inez Vilela, na Rádio Nacional de Brasília.

terça-feira, 1 de março de 2016

Senado - De onde veio o Zika vírus?


As comissões de Agricultura e Senado do Futuro debatem tecnologias de combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da zika, dengue e febre chikungunha. Introduzido há pouco tempo no Brasil, o vírus da zika está se espalhando rapidamente por vários países e tem provocado pânico, principalmente pela associação ainda não comprovada cientificamente com a microcefalia. 

Fonte: TV Senado

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Zika Vírus: cuidados com transfusões de sangue são reforçados em hemocentros

Hemocentros instruem doadores a comunicarem os sintomas da Zika para prevenir a transmissão do vírus

Doadores de sangue devem comunicar sintomas de Zyka Vírus, em até sete dias, para evitar transmissão do vírus através da transfusão sanguínea
Doadores de sangue devem comunicar sintomas de Zyka Vírus, em até sete dias, para evitar transmissão do vírus através da transfusão sanguínea Fotos Govba/Flickr/CC
Todos os dias pesquisadores descobrem novidades sobre o Zika vírus. Apesar da picada do mosquito, Aedes aegypti,  ser a forma mais comum de transmissão, o Ministério da Saúde recomendou a adoção de medidas de prevenção a todos os serviços de hemoterapia do Brasil para evitar a transmissão do vírus por transfusão de sangue.

Em entrevista ao programa Falando Francamente, desta quarta-feira (24), a responsável técnica pelo Hemorrede do Tocantins, Bárbara Calassa, falou sobre a recomendação dos hemocentros para que doadores de sangue comuniquem os sintomas da Zika após o início dos sintomas para prevenir a transmissão do vírus por meio da transfusão sanguínea.

“A principal forma de evitar a transmissão do vírus durante a transfusão, é através da triagem dos doadores que já é feita rotineiramente, entretanto como essa época é mais alarmante, temos feito uma triagem mais intensiva, para pacientes que possam ter tido contato com a Zika, Dengue ou Chikungunya”, explica.

Segundo a responsável técnica, os doadores recebem a instrução para que comuniquem ao hemocentro, sobre o aparecimento de sintomas infecciosos, como febre, conjuntivite, mal estar, vômito, diarreia, dores musculares e nas juntas ou manchas pelo corpo, até 7 dias após a doação, devido à latência da doença, e assim poderão acompanhar possíveis receptores desse sangue doado, ou recuperar os hemocomponentes doados, para desprezá-los, evitando assim, a contaminação de outra pessoa.

Além disso, os candidatos à doação que já tiverem sido diagnosticados pelo Zika ou os que tiveram diagnóstico negativo, porém apresentam os sintomas da doença, são considerados inaptos para doação por 30 dias, após o desaparecimento total dos sintomas.

A responsável técnica lembra que apesar da instrução para os doadores comuniquem os sintomas do vírus, todo sangue doado é testado, antes de ser transfundido: “Os hemocentros fazem uma triagem rigorosa, com todo o sangue e todas as bolsas coletadas, processadas e transfundidas. O controle de qualidade é rigoroso e obrigatório pela vigilância sanitária e pelo Ministério da Saúde, e existem normas rigorosas, seguidas na sua totalidade, para que se ofereça um sangue seguro”, reafirma.

O contato para informar o surgimento de sintomas ao hemocentro pode ser feito pelo telefone 0800-6428822.
 
Confira a íntegra da entrevista no link acima e saiba mais sobre o assunto.

O programa Falando Francamente, vai ao ar de segunda a sexta, às 15h (horário de Brasília), na Rádio Nacional da Amazônia, e às 13h (horário local), na Nacional do Alto Solimões.

Fonte: Agência Brasil


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Zika vírus também pode desencadear problemas oftalmológicos

O Bossamoderna olha nos olhos das canções modernistas.
O Bossamoderna olha nos olhos
das canções modernistas.
Radio MEC FM
O Zika vírus também pode desencadear problemas oftalmológicos. Em entrevista ao programa Tarde Nacional, o médico oftalmologista José Rodrigues explica os olhos estão diretamente conectados ao sistema nervoso, e toda alteração em nível de cérebro vai ter repercussão nos olhos.

O médico explica que toda criança com microcefalia terá alguma lesão ocular. "Uma vez que a criança tem lesão no sistema nervoso, o principal comprometimento vai ser a visão, que pode ser total ou parcial, ou seja, a lesão no sistema de captação de imagem vai repercutir logicamente na transmissão e na qualidade da chegada dessa informação do cérebro", esclarece o médico.

No caso de crianças ou adultos com o cérebro já formado, o médico diz que ainda não se sabe ao certo o que o Zika pode causar.

Em relação a outras doença que causam má-formação ou deformidade, o médico explica que elas podem estar associadas a lesões oculares, como por exemplo, a toxicoplasmose.

Acompanhe esta entrevista sobre a relação do zika vírus com lesões oculares, ao Tarde Nacional, com Juliana Maya, na Rádio Nacional de Brasília.


Ouça entrevista com especialista sobre o assunto:

Fonte: Rádio Nacional de Brasília

domingo, 10 de janeiro de 2016

Microcefalia assusta e deve ser melhor estudada, dizem especialistas

Em mesa redonda médicos falaram sobre o surto, que pode estar ligado não só ao zika vírus
Microcefalia
MicrocefaliaWikimediacommons
Os casos de microcefalia em bebês, provavelmente ligadas ao zika vírus, vêm assustando a população brasileira. De acordo com o Ministério da Saúde, já foram notificados 3.174 casos suspeitos da doença em recém-nascidos de 684 municípios, de 21 unidades da federação. Mas será que todos os casos de microcefalia realmente estão ligados ao vírus? O que o Governo tem feito e pode fazer para melhorar a epidemia? Essas e outras questões foram discutidas durante a mesa redonda das Rádios Nacional Brasília e Rio de Janeiro e MEC AM, nesta sexta-feira (8).

Em uma entrevista concedida ao ministério da Saúde, e ouvida durante o programa, o médico e professor da Universidade Federal da Bahia, Manoel Sarno, diz que o momento que o país está vivendo, principalmente a região Nordeste, não tem precedentes:
“Esse aumento da incidência de microcefalia, a gente nunca viu isso em nenhum outro momento da história. Até agosto de 2015 a gente via cinco ou seis casos de microcefalia. A partir do final de agosto temos percebido um aumento gradual nos casos dos ambulatórios de medicina fetal. Só hoje atendi 7 casos.”
Para Benny Schmidt, médico especialista em patologia cirúrgica e neuromuscular e chefe do Laboratório de Doenças Neuromusculares da Escola Paulista de Medicina, o Brasil precisa estudar melhor os casos de microcefalia, já que existem outros vírus, além do zika, podem estar relacionados à doença, como o da rubéola, do citomegalovírus.

Segundo o coordenador da Câmara Técnica de Infectologia do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, Celso Ramos, a situação atual configura o maior problema de saúde no mundo, não só no Brasil. De acordo com ele, a falha não está nas medidas públicas que o país tem tomado, já que de 30 a 40 anos o problema se tornou mundial com a disseminação do mosquito Aedes aegypti.

“Não há nada fácil que possa resolver esse problema. (...) Mas, não é também, por outro lado, a gente imaginar que: ah bom, vamos ficar aqui sentados, olhando o mosquito voando em volta de nós, vendo o vírus sendo transmitido, e não vamos fazer nada.” completa.

Ainda de acordo com o ministério da Saúde, a vacina de rubéola não tem nada a ver com surto de microcefalia, como foi divulgado em redes sociais recentemente. O órgão lembra também que, por enquanto, a melhor orientação é se proteger contra o mosquito.

A mesa redonda do programa Revista Brasil é uma produção das Rádios Nacional e MEC e vai ao ar às sextas-feiras nas rádios Nacional Brasília, Nacional Rio de Janeiro e MEC AM Rio de Janeiro. A apresentação é de Valter Lima e de Marco Aurélio.


Acesse o áudio:

Programa Revista Brasil debate microcefalia com especialistas

Fonte: Rádio Nacional de Brasília /Revista Brasil

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Há indícios de relação entre casos de microcefalia e zika, diz diretor do MS

‎O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, 
Cláudio Maierovitch, divulga o boletim epidemiológico sobre os casos de microcefalia no país


Brasília - O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, disse hoje (17) em entrevista à imprensa que atualmente existe uma forte relação entre a circulação do zika vírus e a ocorrência de casos de microcefalia em algumas regiões do país. De acordo com ele, resultados de exames feitos em dois fetos com microcefalia mostraram que as gestantes foram infectadas pelo zika.

“São duas gestantes com vírus zika no líquido amniótico cujas crianças têm microcefalia. Isso nos aponta fortemente para a correlação entre as duas coisas. Mas não permite ainda descartar completamente outras possíveis causas. Não vamos afirmar ainda, com certeza absoluta, que a causa é o vírus zika”, afirmou Cláudio Maierovitch.

Segundo ele, os testes foram feitos por anminiocentese, quando o líquido amniótico é retirado do abdome da mãe. Cláudio Maierovitch informou ainda que esses testes não são feitos rotineiramente por apresentarem riscos. Outras possíveis causas, de acordo com o diretor, seguirão sendo pesquisadas. O zika vírus é transmitido pelo mosquito da dengue, o Aedes aegypti.

O especialista disse também que o vírus tem uma particularidade, que é a de que 80% dos infectados não apresentarem sintomas. Dessa forma, de acordo com Maierovitch, é impossível estimar a magnitude do problema. “Não temos a dimensão de quantas mulheres tiveram zika vírus durante a gestação”, disse.

Foram registrados no primeiro semestre deste ano casos de zika em 14 estados: Rondônia, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Paraná.

Sobre as gestantes e suas famílias, Cláudio Maierovitch reiterou as orientações do Ministério da Saúde para que façam exames pré-natal, evitem álcool e drogas, não usem medicamentos sem orientação médica e se protejam de mosquitos, usando calça e camisa de manga comprida e repelentes. Além disso, que adotem medidas que evitem a proliferação de mosquitos transmissores de doenças, retirando recipientes que tenham água parada e cobrindo adequadamente locais de armazenamento como cisternas e caixas d'água.

O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis afirmou que não há tratamentos específicos para os casos detectados de zika. Assim como ocorre com a dengue, são aplicadas medidas de suporte, mas que não encurtam a duração da doença.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Vírus Zika chega ao Paraná

Infectologista explica os perigos da doença

Foi confirmado nesta semana pelo governo estadual o primeiro caso do vírus Zika no Paraná. A paciente de 48 anos mora em São Miguel do Iguaçu, no Oeste do Estado, apresentou sintomas em maio e passa bem.

De acordo com Jaime Rocha, infectologista do Laboratório Frischmann Aisengart, o vírus Zika é transmitido pelos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes Albopictus. “É uma doença parecida com a dengue, inclusive nos sinais e nos sintomas”, revela o médico. Inicialmente, os casos assemelham-se a uma gripe, apresentando dor de cabeça, dor nas articulações, conjuntivite, dor de garganta, febre leve, irritação da pele, náuseas e dor muscular, com cura espontânea em 5 dias.

Rocha afirma que a melhor forma de se prevenir contra a febre Zika é combatendo os mosquitos Aedes, por meio de inseticidas, uso de repelentes, telas nas janelas e campanhas de prevenção.

O vírus Zika foi identificado pela primeira vez em 1947 em macacos Rhesus, em Uganda. É um arbovírus (vírus essencialmente transmitido por artrópodes, como os mosquitos) que tem o nome relacionado a uma floresta do local. Os primeiros casos em humanos ocorreram na Nigéria, em 1954. Em 2007 foram registrados casos de infecção em 75% da população das Ilhas Yap, na Micronésia. “É importante observar que os arbovírus têm uma taxa de mutação 300 vezes mais elevadas do que os outros tipos de vírus, podendo se desenvolver rapidamente”, alerta Rocha.

Em 2008, reapareceu entre pesquisadores no Senegal, sem sintomas graves. O vírus Zika voltou a ser observado na França em 2013, com 55 mil casos num período de 3 meses, sendo a primeira vez que o vírus foi registrado na Europa. Na França observaram-se casos clínicos mais graves associados à Síndrome de Guillain-Barré (quadro neurológico/ paralisia), além de outras complicações neurológicas como a encefalite, meningoencefalite, parestesia e paralisia facial.

No Brasil, existem registros desse vírus desde outubro de 2014, quando o Zika foi identificado em amostras de sangue de pacientes residentes em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, na Bahia.

Fonte: Labfa

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Ministério da Saúde confirma 16 casos de zika vírus no país



O Ministério da Saúde confirmou hoje (14) um total de 16 casos de zika vírus no país – oito na Bahia e oito no Rio Grande do Norte. A doença é transmitida por meio da picada do Aedes aegypti, mesmo mosquito transmissor da dengue.

As amostras foram encaminhadas aos laboratórios de referência do Instituto Evandro Chagas e ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos para avaliação. Análises feitas pelo Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Bahia já haviam indicado resultado preliminar para a presença do vírus.

O zika vírus foi isolado pela primeira vez em 1947, a partir de amostras de macacos usados como sentinelas para a detecção da febre amarela, na Floresta Zika, em Uganda. Ele é considerado endêmico no leste e oeste do continente africano e há registro de circulação esporádica também na Ásia e na Oceania.


O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse que o governo brasileiro já trabalhava com a possibilidade de entrada do vírus no país em razão do alto fluxo de turistas estrangeiros durante a Copa do Mundo, no ano passado.Nas Américas, ele já havia sido identificado na Ilha de Páscoa, território do Chile no Oceano Pacífico, em 2014. Casos importados foram descritos no Canadá, na Alemanha, na Itália, no Japão, nos Estados Unidos e na Austrália.

Segundo o ministério, o zika vírus tem evolução benigna, caracterizada por febre baixa, olhos vermelhos sem secreção e sem coceira, dores nas articulações e erupção cutânea com pontos brancos e vermelhos, além de dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.

Ainda de acordo com a pasta, a doença tem um período de incubação de cerca de quatro dias e os sinais e sintomas podem durar até sete dias. A maior parte dos casos não apresenta sintomas e não há registro de morte associada.

O tratamento é sintomático com uso de paracetamol para febre e dor, conforme orientação médica. Não está indicado o uso de ácido acetilsalicílico e de drogas anti-inflamatórias por conta do risco aumentado de complicações hemorrágicas, como também ocorre com a dengue.


Fonte: Agência Brasil