segunda-feira, 5 de setembro de 2011
21 de setembro: cartão vermelho para as operadoras de saúde que não querem negociar
Os médicos exigem das operadoras a revisão dos valores pagos por consultas e outros serviços, tendo como parâmetro e referência a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM).
"Cartão vermelho para os planos que não querem negociar com os médicos", é com esse mote que as entidades médicas nacionais e estaduais protestarão contra as operadoras de saúde que se recuraram a negociar a revisão dos honorários médicos ou que apresentaram propostas consideradas irrisórias. A paralisação, programada para o próximo dia 21, é um desdobramento direto do ato de 7 de abril, quando houve mobilização nacional dos médicos contra os problemas observados na saúde suplementar. Entretanto, desta vez, os profissionais trabalharão normalmente, suspendendo apenas o atendimento a esses planos por 24 horas, como forma de protesto.
Na manhã desta quinta-feira (1º), a Comissão de Saúde Suplementar, se reuniu com representantes de sindicatos, associações e conselhos de medicina de diversas regiões em sua reunião ampliada para tirar dúvidas, traçar detalhes e estratégias para a paralisação.
Os médicos exigem das operadoras a revisão dos valores pagos por consultas e outros serviços, tendo como parâmetro e referência a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). Também cobram o fim da interferência antiética das operadoras na autonomia do profissional.
Dossiê da Saúde Suplementar
Durante o encontro os estados apresentaram os resultados preliminares das negociações com os planos de saúde em suas regiões e o que cada região está programando para divulgar o protesto.
As ações nacionais do movimento também foram definidas. Entre elas, ficou estabelecido que as Comissões Estaduais terão até o dia 14 de setembro para enviar para a Comissão Nacional a lista dos planos que terão o atendimento paralisado no dia 21. A formalização da lista deve ser enviada para o e-mail da Comissão de Saúde Suplementar: comsu@portalmedico.org.br
Estima-se que na véspera do movimento (20) esses dados, serão inseridos no "Dossiê da Saúde Suplementar", que será elaborado pelas entidades nacionais, e entregues à parlamentares, ao Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, diretoria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e gestores públicos no intuito de alertar às autoridades competentes do descaso de determinadas operadoras de saúde.
No dia 21, um café da manhã já está agendado com parlamentares, no Congresso Nacional, para a discussão do tema.
Em entrevista à FENAM TV, o secretário de saúde suplementar da FENAM, Márcio Bichara, explicou os detalhes do movimento. Confira!
FENAM TV: Veja como estão as negociações com os planos de saúde em seu estado!
Fonte: FENAM
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