Mostrando postagens com marcador Honorários Médicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Honorários Médicos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

SIMEPAR dá continuidade à negociação para reajuste dos honorários dos médicos com operadoras de planos de saúde


                                Foto: Divulgação


Recentemente veio à atenção do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná casos de irregularidades cometidas contra profissionais da área médica por parte das operadoras de planos de saúde.
 
Segundo denúncias, os médicos que prestam serviço aos planos de saúde têm recebido contratos de adesão com cláusulas abusivas (não-negociadas) encaminhadas pelas operadoras para simples assinatura. Além disso, há anos os honorários de tais médicos não sofrem atualização ou correção. Essa questão é objetos das Ações Civis Públicas movidas pelo sindicato contra as OPS do segmento da auto-gestão e das medicina de Grupo, além da seguradoras de planos de saúde.
 
Sem prejuízo do debate travado no judiciário, de acordo com o § 3º da Lei 13.003/2014 “a periodicidade do reajuste de que trata o inciso II do § 2o deste artigo será anual e realizada no prazo improrrogável de 90 (noventa) dias, contado do início de cada ano-calendário”, prazo este que não vem sendo respeitado pelas operadoras.
 
Considerando os termos da Lei 13.003/2014 e das Resoluções Normativas 363/2014 e 364/2014 da ANS, o Presidente do SIMEPAR, Mario Antonio Ferrari, observa que a conduta de enviar contratos de adesão sem a previa negociação contraria a hermenêutica das resoluções citadas e orienta as operadoras a se abster de adotar tais procedimentos.
 
A fim de negociar as cláusulas contratuais dos médicos credenciados, bem como por fim a estas irregularidades, o Presidente do SIMEPAR informa que tais operadoras foram oficiadas e as convida para uma reunião na sede do Sindicato, na Rua Coronel Joaquim Sarmento, 177, no dia 01 de Março, às 14h30min.
 
Até lá, o SIMEPAR comunica aos médicos que nos próximos dias estará disponível em seu novo site www.simepar.org.br um espaço para denúncias de irregularidades e também para o envio de outras reivindicações a serem apresentadas às operadoras.

Fonte:
 Simepar/PR 

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

FENAM rejeita proposta da ANS de aplicação de deflator aos reajustes de honorários médicos


Foto: Fenam

A Federação Nacional do Médicos (FENAM) participou, no último dia 06 de agosto, da 3ª Reunião do Grupo Técnico do Fator de Qualidade na Saúde Suplementar, no Rio de Janeiro. O encontro foi promovido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para que as entidades pudessem debater a minuta da Instrução Normativa a respeito do fator de qualidade.

A ANS apresentou proposta de que apenas os hospitais, clínicas e laboratórios que possuem a creditação receberão 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), enquanto aqueles que não tiverem a creditação receberão apenas 80% e, por último, os que ainda estiverem no processo de receber a creditação receberão reajuste de 90%.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Operadoras têm 60 dias para regularizar contrato com médicos no PR

Conselho publica resolução fixando obrigatoriedade de aplicação das normas da ANS. Iniciativa é inédita e traz modelo para contratualizar

As operadoras de planos e seguros de saúde que operam no Paraná deverão revisar os contratos estabelecidos com os médicos para seguir as normativas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regulamenta o setor. A obrigatoriedade está em vigor desde ontem (4), data em que a Resolução 191/2013, editada pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná, foi publicada no Diário Oficial. Os planos têm um prazo de 60 dias para regularizar os contratos. Em caso de descumprimento, terão seus registros suspensos no CRM-PR. Ainda, os casos serão comunicados à ANS, para a adoção das medidas administrativas cabíveis.

Para que haja maior transparência na relação entre as operadoras e os médicos, a ANS tem emitido diversas resoluções normativas, visando o interesse público na garantia de serviços de qualidade. Dentre elas está a RN nº 71, publicada em 2004, que estabelece os requisitos dos instrumentos jurídicos a serem firmados entre as operadoras de planos privados de assistência à saúde ou seguradoras especializadas em saúde e profissionais de saúde ou pessoas jurídicas que prestam serviços em consultórios. Essa Resolução, acrescentada da RN nº 49/2012, definem a base contratual mínima da classe médica com as operadoras, incluindo mecanismos de atualização financeira.

“O não cumprimento dessas normativas fragiliza a relação entre as partes e expõe a população ao risco de desassistência. O Conselho Regional de Medicina, como órgão que tem como funções precípuas fiscalizar e disciplinar a classe médica, não pode se furtar de exigir que seus jurisdicionados tenham o direito a um instrumento ético de trabalho para resguardar a saúde da população”, afirmou o conselheiro-relator Alexandre Gustavo Bley na exposição de motivos da normativa publicada pelo Conselho.

“Sem contratos adequados, o Conselho vê com bastante preocupação a qualidade dos serviços de saúde em todo o Estado, possibilitando até descredenciamento em massa de profissionais e uma dificuldade grande de assistência à população, sobrecarregando ainda mais o já precário sistema público”, comentou o vice-presidente do CRM-PR, Mauricio Marcondes Ribas.

O Conselho orienta aos médicos para ficarem atentos ao prazo estabelecido na Resolução. Em caso de descumprimento, o profissional deve denunciar a operadora ao Conselho para que tome as providências cabíveis. “O CRM também exercerá o seu papel, fiscalizando os contratos a partir dos 60 dias estabelecidos na Resolução”, afirmou Mauricio Marcondes Ribas. Ainda, o CRM-PR emitiu Recomendação orientando aos profissionais que ao celebrarem contratos com as operadoras usem como referencial a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos vigente e que a cláusula de reajuste prevista nos contratos utilize, no mínimo, os índices oficiais em sua integralidade, sem nenhum tipo de fracionamento. Ainda, no anexo da normativa, há uma lista de cláusulas obrigatórias que visam garantir maior transparência contratual, os direitos dos médicos e a assistência aos usuários dos planos.

Confira a íntegra da Resolução nº 191/2013 e da Recomendação nº 001/2013.

Fonte: CRM PR

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

TST confirma competência da Justiça do Trabalho para julgar relação entre médicos e planos de saúde em ação do SIMEPAR

Vitória judicial deverá render reflexos em ações judiciais de todo o País.

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná obteve, nesta quarta-feira, 28 de agosto de 2013, vitória inédita na Justiça do Trabalho. Pela primeira vez, o Tribunal Superior do Trabalho julgou um caso envolvendo a relação de prestação de serviços entre o médico e a operadora de plano de saúde e reconheceu que referida relação, mesmo que caracterizada como prestação de serviços autônomos, deve ser julgada pela Justiça do Trabalho.

A Ação Civil Pública de n. 3528200/2010-0012-09 foi proposta pelo Sindicato contra um grupo de operadoras de plano de saúde (quais sejam, Caixa de Pecúlios, Assistência e Previdência dos Servidores da Fundação Serviços de Saúde Pública – Capesesp, Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais de Londrina – Caapsml, Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil – CASSI, Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA, Empresa Brasileira de Telecomunicações – EMBRATEL, Evangélico Saúde LTDA., Fundação Assistencial dos Servidores do Ministério da Fazenda – ASSEFAZ, Fundação Itaipu-BR de Previdência e Assistência Social – FIBRA, GEAP - Fundação de Seguridade Social, Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras e Serviço Social das Estradas de Ferro SESEF).

Trata-se de uma dentre três ações civis públicas, da mesma natureza, em que o Sindicato defende o direito dos médicos que trabalham como credenciados por operadoras de planos de saúde, de receberem reajuste no valor de seus honorários, periodicamente, segundo índices inflacionários. O reajuste dos honorários destes profissionais tem sido uma reivindicação da categoria em todo o país. Nesta ação, discutiu-se, primeiramente, a competência da Justiça do Trabalho para o julgamento, tendo o TST decidido nesta última quarta-feira que com a ampliação da competência da Justiça do Trabalho, pela EC 45/2004, os profissionais autônomos, caso dos médicos em suas relações com os planos de saúde, são julgados pela Justiça Trabalhista, exceto aquelas relações que se caracterizem como relação de consumo. A assessoria jurídica do Sindicato, feita pelo escritório Zornig, Andrade & Advogados Associados, explica que “Como no caso não há relação de consumo entre médico e plano de saúde, mas sim uma relação de trabalho (prestação de serviços autônomos), o TST determinou que o processo fosse julgado na própria Justiça do Trabalho”.

A decisão abre um precedente, fixando competência da Justiça trabalhista, além de servir de referência para outros casos semelhantes. O próprio Sindicato dos Médicos no Paraná já obteve, em primeiro grau, sentença de mérito, condenando outro grupo de operadoras de planos de saúde ao pagamento do reajuste acumulado dos últimos anos, mais diferenças entre o valor pago a menor e o valor efetivamente devido. Com a decisão desta semana do TST, não mais se discutirá a competência do juiz do trabalho, passando-se a julgar o mérito das demais ações em trâmite.

A Diretora do Sindicato dos Médicos no Paraná, Dra. Claudia Paola Aguilar e o presidente licenciado, Dr. Mario Antonio Ferrari, disseram que toda a categoria médica, no país, será beneficiada pela decisão, pois se atribui a Justiça do Trabalho, familiarizada com conflitos entre o capital e o trabalho, a prerrogativa de julgar o direito legítimo de reajuste dos honorários dos profissionais que atendem planos de saúde, o que, com certeza, afirmam, “levará à correção da injustiça cometida com alguns profissionais, há mais de cinco anos sem qualquer reajuste de seus honorários”. “A população será beneficiada, porque terá médicos atendendo satisfeitos, remunerados dignamente”, concluem.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

CPI dos Planos de Saúde encerra trabalhos em Cascavel na sexta-feira (14)

Matéria da ALEP - www.alep.pr.gov.br

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa que investiga os Planos de Saúde realiza audiência pública em Cascavel nesta sexta-feira (14), a partir das 10 horas, na Câmara Municipal de Vereadores, encerrando os trabalhos após 120 dias. “Já conseguimos detectar algumas irregularidades, situações que constarão no relatório final e diante das quais essa CPI estará tomando as medidas necessárias”, afirmou o deputado Adelino Ribeiro (PSL), presidente da Comissão.

“Há uma deficiência na fiscalização da Agência Nacional de Saúde Suplementar e isso ficou claro em todas as reuniões e audiências que realizamos. Mas não é o único problema. Há situações graves que precisam de ações enérgicas porque está ocorrendo um descredenciamento em número considerável dos planos de saúde. A população paga mais a cada ano e o atendimento está ficando cada dia mais limitado, com menos profissionais. Os médicos estão descontentes com seus honorários, que não sofrem o reajuste com a mesma frequência com que aumentam as mensalidades. Mas quem está pagando por isso é a população, que não tem o atendimento que espera”, relatou.

De acordo com o deputado, a audiência pública será a oportunidade de médicos, usuários de planos de saúde e as próprias empresas manifestarem suas denúncias ou reclamações. “A CPI está abrindo o espaço para que todos participem. O Procon do Paraná relatou mais de 1,7 mil reclamações contra planos de saúde no estado do Paraná, o que é um número significativo. Então é o momento de apresentar à CPI os problemas para que possamos tomar as devidas providências”.

terça-feira, 4 de junho de 2013

ANS abre Consulta Pública para revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) concluiu a proposta de revisão dos procedimentos obrigatórios a serem cobertos pelas operadoras de planos de saúde a partir de janeiro de 2014. Esta proposta será colocada em consulta pública a partir desta terça-feira, dia 28 de maio de 2013. As contribuições da população poderão ser enviadas no período entre 7 de junho e 7 de julho.

Entre as novidades previstas nesta proposta estão a inclusão de cerca de 80 procedimentos médicos e odontológicos entre medicamentos, terapias e exames, além da ampliação das indicações de mais de 30 procedimentos já cobertos (diretrizes de utilização).

Em relação às novas coberturas propostas, destacam-se a inclusão de medicamentos orais para tratamento de câncer; a introdução de uma nova técnica de radioterapia e cerca de 30 cirurgias por vídeo.

Fonte: ANS

quinta-feira, 2 de maio de 2013

ANS, hospitais e OPS inauguram projeto piloto do novo modelo de pagamento

Foi dado início o projeto piloto do novo modelo de pagamento entre hospitais e operadoras. A reunião inaugural aconteceu nessa segunda-feira (29) com a presença da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), representantes de hospitais, operadoras e dirigentes de hospitais de operadoras que vão participar do piloto. Segundo o gerente de Relações com Prestadores de Serviços da ANS, Carlos Figueiredo, os participantes terão até 480 dias (um ano e meio) para implantar as duas etapas que formam o novo modelo e monitorar seu funcionamento para verificar se há alguma necessidade de correção do modelo.

O Grupo de Trabalho da ANS, composto por especialistas e representantes das entidades de classe – operadoras e hospitais – levou mais de dois anos para definir o novo modelo de pagamento. Segundo Figueiredo, foi um trabalho “árduo e de difícil consenso porque, historicamente, o modelo de relacionamento é muito desgastado, até em função do modelo atual de remuneração, que tem análise de conta com glosa, com outros problemas comerciais”. O GT conseguiu romper essas barreiras e desenvolver um projeto em duas etapas: aplicação do Conta Aberta Aprimorada; e implantação do Procedimento Gerenciado.

Cada uma das etapas é composta por macroatividades bem semelhantes nas duas fases. A primeira macroatividade de preparação já começa a partir do próximo dia 13 de maio. Nela, os hospitais vão desenhar seus produtos e montar suas tabelas de preços próprias para negociação. Depois começa a negociação comercial; a capacitação de equipes; implantação virtual, no qual será feito um monitoramento virtual, simulando a utilização desse modelo por algum tempo, antes de começar a aplicar a virada de contas; e depois é feita a implantação efetiva, com o monitoramento pós-implantação. Cada macroatividade tem prazo determinado.

A fase de preparação para a Conta Aberta Aprimorada, por exemplo, é de 90 dias. Nesse período o hospital tem que se estruturar, se organizar, definir suas tabelas de preços e seus novos produtos. Essa primeira etapa tem a previsão de durar de 13 de maio de 2013 até 20 de agosto de 2014. E a etapa do Procedimento Gerenciado se sobrepõe à etapa anterior, porque as macroatividades podem ser encaixadas. Por isso, ela começa no dia 12 de agosto de 2013 e vai até 07 de dezembro de 2014.

O projeto piloto funciona com grupos de relacionamento que são frequentes no mercado. Por exemplo, um hospital das Misericórdias com uma Unimed; ou um hospital da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), com uma operadora da FenaSaúde; um hospital da Federação Brasileira de Hospitais (FBH), com uma operadora da Abramge; um hospital que é representado pela Confederação Nacional de Saúde (CNS), com uma operadora da UNIDAS. Esses são alguns relacionamentos frequentes e típicos que acontecem no Setor.

O gerente da ANS explicou, ainda, que também foram criados testes no modelo com relacionamento da operadora que tem hospital próprio. A Abramge e a Unimed têm muitos hospitais próprios e, por isso, foram desenhados alguns pilotos para esses casos. Na prática, porém, há mais testes acontecendo e algumas iniciativas isoladas que o mercado começou a desenvolver a partir da publicação dos documentos que dão referência ao novo modelo e que orientam tanto a Conta Aberta Aprimorada, quanto o Procedimento Gerenciado.

“Estamos caminhando para aplicação de duas variáveis do modelo. Os modelos continuam sendo fee-for-service, mas a diferença é que não se tem mais uma conta detalha item a item, mas uma grande compactação no Conta Aberta Aprimorada, com diárias que incluem tudo. Já no Procedimento Gerenciado, fomos para um modelo de produto fechado. Daí o hospital não vai mais cobrar cada item que foi utilizado na conta, mas vai cobrar como se fosse o antigo pacote, mas com a diferença que ele não parte só da média de preços que se usava antigamente, mas que partem do conhecimento médico, para depois desenhar o preço”, disse Carlos Figueiredo.

Ele explicou que, por exemplo, em uma cirurgia de apêndice, antes, analisava-se a média de quanto custavam as contas das cirurgias de apêndice por um período, faziam a média de preço e com base nisso, definiam o valor do pacote. Agora, com o Procedimento Gerenciado o hospital decide que irá se especializar nessa determinada cirurgia, se tem a competência, boa equipe e bom conhecimento médico para fazer este serviço.

“Então ele desenha o produto dentro do hospital, fundamenta em diretrizes e evidências, e, então, monta o protocolo do hospital, junto à sua equipe técnica. E com base nisso é que ele vai definir os custos do produto e precificá-lo. É uma lógica diferente, porque não parte da média dos preços, que vem carregado e, muitas vezes, não está fundamentado na melhor evidência médica. Vai, na verdade, desenhar agora como produto, como uma nova técnica de gestão”.

Fonte : Política & Poder Saúde Suplementar

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Médicos entregam pauta de reivindicações à ANS




O presidente da ANS admitiu a existência de problemas e a necessidade de aperfeiçoamentos na regulação do setor.

Lideranças médicas entregaram nesta quarta-feira (24) a pauta de reivindicações do Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde ao presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), André Longo. A comitiva, formada por membros da Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (FENAM), demonstrou preocupação com o cenário de desequilibro na saúde suplementar e afirmou que, pela adesão dos médicos nos estados, é grande a insatisfação dos profissionais com a atual relação de trabalho mantida com as operadoras.

"Há exatamente um ano atrás entregamos à ANS as propostas da classe quanto a cláusulas obrigatórias a serem inseridas em novos contratos entre médicos e planos de saúde. Hoje estamos aqui para mostrar que os médicos continuarão buscando com ANS uma nova contratualização e a hierarquização dos procedimentos médicos, que integram a pauta da mobilização do dia 25 de abril", argumentou o coordenador da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (COMSU) e vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá.

O presidente da ANS admitiu a existência de problemas e a necessidade de aperfeiçoamentos na regulação do setor. Ele garantiu, no entanto, que as entidades médicas serão convidadas a discutir, ainda em 2013, a hierarquização dos procedimentos e um modelo de contratualização entre médicos e operadoras.

Os dois temas estão contemplados no terceiro item da Agenda Regulatória da Agência para os próximos dois anos (relacionamento com operadoras de planos de saúde e prestadores de serviço). Sobre a contratualização, o presidente acrescentou ainda que será criada uma Câmara Técnica dentro da autarquia para apresentar uma proposta que deverá ir a consulta pública até o mês de setembro.

Além do presidente da ANS e do coordenador da COMSU, participaram do encontro José Luiz Bonamigo Filho, representante da Associação Médica Brasileira (AMB); Geraldo Ferreira Filho, presidente da FENAM; Márcio Bichara, secretário de Saúde Suplementar da FENAM.

Conheça a pauta de reivindicações do movimento:

1. Reajuste das consultas, a partir de critérios a serem definidos em cada Estado, tendo como referência a CBHPM em vigor (R$ 67,82 em 2012);
2. Reajuste dos procedimentos, tendo como balizador a CBHPM em vigor (2012);
3. Por uma nova contratualização, baseada na proposta das entidades médicas nacionais;
4. Rehierarquização dos procedimentos, feita com base na CBHPM e conduzida pelas entidades médicas;
5. Apoio ao Projeto de Lei 6.964/10, que trata da contratualização e da periodicidade de reajuste dos honorários pagos aos médicos.

Fonte: CFM /FENAM

sexta-feira, 26 de abril de 2013

MPT acena auxiliar Classe Médica a contratualizar com operadoras

Dia Nacional de Alerta aos Planos não teve suspensão de atendimentos no Paraná; instituições optam por ações que não demandem mais prejuízos aos usuários.

O Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde foi marcado, no Paraná, por uma reunião entre representantes do Conselho Regional de Medicina, Associação Médica do Paraná, Sindicato dos Médicos no Paraná e Sociedades de Especialidades médicas e tendo como convidados os procuradores-chefe do Ministério Público do Trabalho da 9.ª Região. No encontro, realizado na sede da AMP, as lideranças médicas apresentaram um panorama da atuação situação dos contratos com as operadoras de saúde, que estão em desacordo com as normas fixadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e reiteraram as reivindicações da classe, que envolvem questões como reajuste de honorários, prazos para pagamento de procedimentos, fixação de dias de trabalho junto aos planos, entre outros. Foi acordada a criação de um convênio de cooperação entre o TRT e as entidades médicas, que tende a ampliar a possibilidade de regulação do trabalho médico com as operadoras de saúde.

Para o representante da AMP, Luiz Ernesto Pujol, os impasses causados pelos problemas da contratualização impactam diretamente na relação médico-paciente, colocando o usuário contra o profissional. “O médico leva a fama de malfeitor sem ter culpa nenhuma”, pondera. “Esperamos encontrar um caminho junto à Justiça do Trabalho para respaldar essa relação com os tomadores de serviços e, dentro dos instrumentos legais e administrativos, assegurar aos profissionais remuneração que os permita atender de forma digna e também se manterem sempre atualizados”, reforçou Pujol, que integra o Comitê Profissional da Associação.

O aumento dos custos para o exercício da Medicina, acompanhado da diminuição da receita dos profissionais, está provocando em fenômeno novo. “Hoje, muitos médicos estão deixando seus consultórios e migrando para os ambulatórios dos hospitais ou então procurando trabalhar em clínicas e locais onde possam dividir os gastos de aluguel, luz, água, secretária, com os colegas”, explica o presidente do CRM-PR, Alexandre Gustavo Bley. E destaca: “Se os contratos estiverem de acordo, teremos um novo patamar de relacionamento, mais transparente e benéfico para todas as partes”. Ele exaltou a importância da participação mediadora do Ministério Público do Trabalho, que vem em reforço à ação que também vem sendo empreendida no âmbito do legislativo estadual, que até instaurou a CPI dos Planos de Saúde.

Troca de infrmações

Diante do exposto, o procurador-chefe Ricardo Bruel da Silveira sugeriu a criação de um convênio de cooperação e repasse de informações entre o Tribunal Regional do Trabalho e as entidades médicas. “Desta forma poderemos avaliar as situações prioritárias e de mais impacto e auxiliar nas negociações”, explica. Na oportunidade, ainda, representantes do Simepar fizeram referência ao reconhecimento da Justiça do Trabalho como o foro adequado para médicos discutirem a relação contratual com as operadoras, citando ainda as ações civis públicas ingressadas ainda em 2011 contra planos de medicina de grupo, autogestão e seguradoras, que seguem em momentos distintos mas com êxito já na primeira ou segunda instância.

Estiveram presentes os procuradores Ricardo Bruel da Silveira e Glaucio Araujo de Oliveira (chefe substituto), os médicos Alexandre Gustavo Bley e Mauricio Marcondes Ribas (presidente e vice do CRM-PR), Luiz Ernesto Pujol (AMP), Murilo Rubens Schaefer e Claudia Paola Aguilar (presidente e diretora do Simepar), Fernando Augusto Chiuchetta (Soc. Paranaense de Reumatologia), Avelino Ricardo Hass (Ass. Paranaense de Patologia), Frégor Paulo dos Santos (Soc. Paranaense de Pediatria), José Roberto Shibue (Soc. Paranaense de Dermatologia) e o advogado Fabiano Spunholz Araujo (AMP).

Confira a lista de cláusulas contratuais consideradas indispensáveis pela classe:
Contratos e valores do trabalho médico: negociações entre as entidades médicas e as Operadoras de Planos de Saúde Suplementar, respeitando determinações da Agência Nacional de Saúde (ANS); Data base anual para reajustes ou aditivos contratuais; Pagamentos dos serviços com prazo determinado; Atrasos nos pagamentos dos serviços, com multa e correção monetária; Glosas apresentadas em prazo fixo; Opção individual, na contratualização, como PF ou PJ; Local, datas e horários dos atendimentos aos usuários; Remuneração com 30% de acréscimo em horários e datas excepcionais; Descredenciamento por justa causa; Extrato mensal dos serviços prestados e das glosas; Facilitação na comunicação entre prestador e OPS. Foro Jurídico o mesmo do local da prestação do serviço.

Fonte e Foto: AMP

quarta-feira, 24 de abril de 2013

25 de abril: Médicos do Paraná mantêm estado de alerta aos planos de saúde

Entidades representativas insistem na celebração de contratos, como determina a ANS, para expor direitos e obrigações das partes e oferecer garantias aos usuários.


Quinta-feira, 25 de abril, será o Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde. Ao contrário de anos anteriores, em que a data foi marcada por manifestações, protestos e até paralisações no atendimento dos médicos aos planos de saúde, em 2013 as entidades médicas, juntamente com as sociedades de especialidades, estarão reunidas com representantes da Procuradoria Regional do Trabalho, na sede da Associação Médica do Paraná, para de discutir aspectos da contratualização dos médicos com as operadoras de saúde no Estado.

Esta medida foi a maneira escolhida pelos órgãos representativos da classe paranaense para marcar a data e demonstrar a necessidade de uma solução definitiva para a questão dos contratos dos médicos no Paraná. Sendo assim, os profissionais continuam em estado de alerta pela valorização de seu trabalho, mas sem comprometer o atendimento aos pacientes. No Distrito e Federal e estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Goiás, Piauí e Rondônia, dentre outros, haverá suspensão do atendimento a consultas e procedimentos eletivos por até 24h.

Cabe lembrar que o SIMEPAR, com o apoio da AMP e do CRM, ajuizou no início de 2011, na Justiça do Trabalho, ações civis públicas contra as operadoras de planos de saúde que atuam no Paraná. As três ações são em face das Operadoras de Medicina de Grupo, Autogestão e Seguradoras de Saúde. As ações visam obter o reajuste dos honorários médicos tanto a serem pagos no futuro como os honorários dos últimos anos em que não houve reajuste. Elas seguem tramitando em momentos distintos, mas já obtiveram importantes vitórias em primeira e segunda instância.

Contratos irregulares

O movimento vem crescendo desde 2011, com reivindicações da classe por melhores honorários, compatíveis com a função e responsabilidade das atividades que desempenha, e contra abusos e a interferência das operadoras na autonomia dos profissionais, que incluem restrições aos serviços auxiliares de diagnóstico e terapia. Agora, as entidades querem focar a efetividade das negociações na celebração de contratos com as operadoras de planos de saúde, onde possam estar assegurados, de forma clara, direitos e obrigações das partes, com reflexo na garantia aos usuários quando em busca de serviços. Hoje, os médicos que atendem pacientes pelos planos de saúde estão com seus contratos em desconformidade com as exigências da Agência Nacional de Saúde e do Código Civil.

Assim, além do reajuste adequado dos valores de consultas e procedimentos, a classe médica cobra da ANS a eficácia das instruções normativas editadas, que vão da obrigatoriedade de formalização contratual com cláusulas que incluam periodicidade e forma de atualização a critérios capazes de bem ajustar a agenda do profissional, como fixação de horário de atendimento. De forma paralela, a classe médica se mobiliza em apoio ao projeto de lei 6.964/10, que visa oferecer o devido respaldo legal à contratualização, em reforço às normas administrativas, cujas punições previstas nem são aplicadas.

Negativa deve ser justificada

A classe médica também está em contagem regressiva à observância da IN 319 da ANS, que trata de negativa de cobertura pelas operadoras. A exigência de justificativa sempre alcançou os planos, pois o beneficiário tem o direito de conhecer o motivo de não autorização ao procedimento solicitado em tempo hábil, para que possa adotar as providências. A partir de 7 de maio, na vigência da norma, a operadora terá de informar por escrito, sob pena de multa de R$ 30 mil, podendo chegar a R$ 100 mil em caso de urgência ou emergência. Em 2012, a ANS recebeu 75.916 reclamações de consumidores de planos de saúde, sendo que 75,7% delas se referiam a negativas de cobertura. Também vence em maio a Instrução Normativa 49, da ANS, que regulamenta a forma e a periodicidade dos reajustes contratuais.

É direito e dever do médico, amparado pelo seu código deontológico, engajar-se em ações de defesa da dignidade profissional, seja por remuneração justa e digna, seja pelas condições de trabalho necessárias ao exercício ético-profissional da Medicina e seu aprimoramento tecnocientífico. Para as entidades, o descaso com que o médico vem sendo tratado pelas operadoras e a evasão desses profissionais, com descredenciamentos, é uma realidade cada vez mais presente. Isso impacta diretamente na prestação dos serviços e já provoca dificuldades no atendimento a pacientes de determinados planos. Merece destaque, ainda, a importância de o usuário conhecer a operadora e saber do seu relacionamento e compromisso para com a classe de forma que, após contratado o plano, tenha seu atendimento garantido.

Os contratos dos médicos devem obrigatoriamente conter:
1. O local, os dias e horários de prestação de serviço;
2. A descrição do serviço a ser prestado (eletivo, hospitalar, ambulatorial etc);
3. Reajuste anual dos honorários baseado na integralidade de índice econômico de referência nacional (IPCA, INPC etc);
4. Vedação a glosa de pagamentos posterior à autorização do mesmo pela operadora; e
5. Prazos definidos e acordados para o pagamento do trabalho prestado.

Reivindicações:
A mobilização dos médicos, em âmbito nacional e que em alguns estados ganha contornos mais amplos, é um alerta para os gestores das operadoras dos planos de saúde, para os gestores públicos e para a sociedade em geral. Como forma de assegurar o abastecimento de serviços aos mais de 48 milhões de usuários dos planos, as entidades defendem a retomada do diálogo que garanta o atendimento dos seguintes pontos:
1. Reajuste das consultas, tendo como referência o valor mínimo de 80 reais definido em assembleia;
2. Reajuste dos procedimentos, tendo como balizador a CBHPM vigente;
3. Nova e efetiva contratualização, baseada na proposta das entidades médicas nacionais;
4. Re-hierarquização dos procedimentos, feita com base na CBHPM;
5. Apoio ao Projeto de Lei 6.964/10, que trata da contratualização e da periodicidade de reajuste dos honorários pagos aos médicos.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

25 de abril: Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde!


No próximo dia 25 de abril, entidades médicas de todo o país organizam o Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde. Nesta data, diversos protestos vão ocorrer nos estados contra os abusos praticados pelas operadoras de planos de saúde na relação com médicos e pacientes. A mobilização, que acontece pelo terceiro ano consecutivo, é um alerta para gestores das operadoras dos planos de saúde, gestores públicos e à sociedade em geral.

Na carta aberta à população, assinada pelas três entidades nacionais – Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (FENAM) – os médicos informam a retomada do diálogo com os empresários. A categoria definiu cinco itens de reivindicação que exprimem o histórico de lutas das entidades médicas por melhorias no setor.

Além do reajuste adequado dos valores das consultas e procedimentos, a classe cobra uma resposta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre as propostas de cláusulas obrigatórias a serem inseridas nos contratos entre médicos e planos de saúde, apresentadas pelos médicos em abril do ano passado. O apoio ao Projeto de Lei 6.964/10, que trata da contratualização e da periodicidade de reajuste dos honorários, também é uma das bandeiras da mobilização.

O protesto – Para o dia 25 de abril, está prevista a realização de atos públicos como assembleias, caminhadas, concentrações, dentre outras formas de manifestação. O formato será definido em assembleias organizadas pelas Comissões Estaduais de Honorários Médicos, compostas pelas Associações Médicas, Conselhos Regionais de Medicina, Sindicatos Médicos e Sociedades Estaduais de Especialidades.

Em caso de suspensão temporária de atendimentos eletivos, os pacientes serão atendidos em nova data, que será informada. O protesto não atinge os casos de urgência e emergência. Para eles, o atendimento está assegurado.

Confira abaixo a íntegra do Informe à População:

25 de abril: Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde

Em 25 de abril, ocorrerá o Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde, que configura um protesto contra os abusos praticados pelas operadoras de planos de saúde na relação com os pacientes e com os médicos.

O protesto prevê a realização de atos públicos (assembleias, caminhadas, concentrações, entre outras), sendo que, o formato a ser adotado em cada localidade será definido em assembleias organizadas por Comissões Estaduais (compostas pelas Associações Médicas, Conselhos Regionais de Medicina, Sindicatos Médicos e Sociedades Estaduais de Especialidades).

Em caso de suspensão temporária, os pacientes serão atendidos em nova data, que será informada. O protesto não atinge os casos de urgência e emergência. Para eles, o atendimento está assegurado.

A mobilização é um alerta para os gestores das operadoras dos planos de saúde, para os gestores públicos e para a sociedade em geral. As entidades defendem a retomada do diálogo que garanta o atendimento dos seguintes pontos:

1- Reajuste das consultas, a partir de critérios a serem definidos em cada Estado, tendo como referência a CBHPM em vigor (R$ 67,82 em 2012);

2- Reajuste dos procedimentos, tendo como balizador a CBHPM em vigor (2012);

3- "Por uma nova contratualização, baseada na proposta das entidades médicas nacionais";

4- Rehierarquização dos procedimentos, feita com base na CBHPM;

5- Apoio ao Projeto de Lei 6.964/10, que trata da contratualização e da periodicidade de reajuste dos honorários pagos aos médicos.

Sem o atendimento dessa agenda mínima, há risco de prejuízos para mais de 48 milhões de usuários de planos de saúde em todo o país. Contamos com a compreensão dos brasileiros nesta luta, cujo êxito trará ganhos significativos para toda a sociedade.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde é anunciado pelas entidades médicas nacionais

Está prevista a realização de atos públicos como assembleias, caminhadas, concentrações, dentre outras formas de manifestação.



No próximo dia 25 de abril, entidades médicas de todo o país organizam o Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde. Nesta data, diversos protestos deverão ocorrer nos estados contra os abusos praticados pelas operadoras de planos de saúde na relação com médicos e pacientes, segundo informe à população e à imprensa, divulgado nesta segunda-feira (8). A mobilização, que acontece pelo terceiro ano consecutivo, é um alerta para gestores das operadoras dos planos de saúde, gestores públicos e à sociedade em geral.

Na carta aberta à população, assinada pelas três entidades nacionais – Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (FENAM) – os médicos informam a retomada do diálogo com os empresários. A categoria definiu cinco itens de reivindicação que exprimem o histórico de lutas das entidades médicas por melhorias no setor.

Além do reajuste adequado dos valores das consultas e procedimentos, a classe cobra uma resposta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre as propostas de cláusulas obrigatórias a serem inseridas nos contratos entre médicos e planos de saúde, apresentadas pelos médicos em abril do ano passado. O apoio ao Projeto de Lei 6.964/10, que trata da contratualização e da periodicidade de reajuste dos honorários, também é uma das bandeiras da mobilização.

O protesto – Para o dia 25 de abril, está prevista a realização de atos públicos como assembleias, caminhadas, concentrações, dentre outras formas de manifestação. O formato será definido em assembleias organizadas pelas Comissões Estaduais de Honorários Médicos, compostas pelas Associações Médicas, Conselhos Regionais de Medicina, Sindicatos Médicos e Sociedades Estaduais de Especialidades.

Em caso de suspensão temporária de atendimentos eletivos, os pacientes serão atendidos em nova data, que será informada. O protesto não atinge os casos de urgência e emergência. Para eles, o atendimento está assegurado.

Confira abaixo a íntegra do Informe à População:

25 de abril: Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde

Em 25 de abril, ocorrerá o Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde, que configura um protesto contra os abusos praticados pelas operadoras de planos de saúde na relação com os pacientes e com os médicos.

O protesto prevê a realização de atos públicos (assembleias, caminhadas, concentrações, entre outras), sendo que, o formato a ser adotado em cada localidade será definido em assembleias organizadas por Comissões Estaduais (compostas pelas Associações Médicas, Conselhos Regionais de Medicina, Sindicatos Médicos e Sociedades Estaduais de Especialidades).

Em caso de suspensão temporária, os pacientes serão atendidos em nova data, que será informada. O protesto não atinge os casos de urgência e emergência. Para eles, o atendimento está assegurado.

A mobilização é um alerta para os gestores das operadoras dos planos de saúde, para os gestores públicos e para a sociedade em geral. As entidades defendem a retomada do diálogo que garanta o atendimento dos seguintes pontos:

1- Reajuste das consultas, a partir de critérios a serem definidos em cada Estado, tendo como referência a CBHPM em vigor (R$ 67,82 em 2012);

2- Reajuste dos procedimentos, tendo como balizador a CBHPM em vigor (2012);

3- "Por uma nova contratualização, baseada na proposta das entidades médicas nacionais";

4- Rehierarquização dos procedimentos, feita com base na CBHPM;

5- Apoio ao Projeto de Lei 6.964/10, que trata da contratualização e da periodicidade de reajuste dos honorários pagos aos médicos.

Sem o atendimento dessa agenda mínima, há risco de prejuízos para mais de 48 milhões de usuários de planos de saúde em todo o país. Contamos com a compreensão dos brasileiros nesta luta, cujo êxito trará ganhos significativos para toda a sociedade.

Fonte: FENAM / CFM

terça-feira, 12 de março de 2013

SIMEPAR e CRM participam da CPI dos Planos de Saúde na ALEP

 
O presidente em exercício do SIMEPAR, Dr. Murilo Rubens Schaefer; e o presidente do CRM, Dr. Alexandre Bley, prestaram depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito dos Planos de Saúde da Assembleia Legislativa do Paraná. O Advogado do SIMEPAR, Dr. Luiz Gustavo Andrade, também participou da reunião. O presidente da Associação Médica do Paraná. Dr. João Carlos Gonçalves Baracho, já havia prestado depoimento na mesma CPI ainda no mês de fevereiro.

A CPI que é presidida pelo Deputado Adelino Ribeiro foi criada para investigar o descredenciamento de médicos e a conseqüente queda da qualidade do atendimento aos pacientes. O movimento de protesto dos médicos no segundo semestre do ano passado foi o evento que desencadeou a criação da CPI após o assunto ter sido abordado na Comissão de Defesa ao Consumidor da ALEP.

Os representantes do SIMEPAR e do CRM contribuíram expondo os problemas que os médicos prestadores de serviço aos planos vêm sofrendo, como a ausência de reajuste nos honorários há vários anos e a interferência dos planos da relação médico-paciente com a glosa de exames e procedimentos.

Dr. Bley fez um histórico recente dos movimentos capitaneados pelos médicos através de suas entidades. Ele afirmou que os médicos se sentem desestimulados a atender aos planos, pois a ANS produz o regramento, mas não fiscaliza. “O que existe é uma relação de mercado. As operadoras faturam muito e não repassam os devidos reajustes aos médicos.” Disse o Dr. Bley.

Dr. Murilo, ao centro, fala à CPI.

Para o Dr. Murilo Schaefer, os médicos são solidários com os usuários dos planos, mas é preciso que sejam cumpridas obrigações contratuais previstas pelas resoluções da ANS. “A falta de reajuste nos honorários provoca a queda da qualidade e da oferta de atendimento dos planos. Além disso, as operadoras dificultam a relação entre médico e paciente. Por isso é extremamente importante o envolvimento do Legislativo para discutir estes dados, ter subsídios para melhorar esta situação”.

O Advogado do SIMEPAR, Dr. Luiz Gustavo Andrade, falou das ações judiciais do SIMEPAR em face dos planos de saúde e do debate jurídico acerca das relações de trabalho existentes entre os médicos e operadoras; relações que as operadoras procuram fugir forçando os médicos a constituírem pessoas jurídicas sob a alegação de pagarem menos impostos, quando na realidade buscam afastar esse litígio da justiça do trabalho.

Os deputados Os deputados Anibelli Neto (PMDB), Péricles de Mello (PT), Douglas Fabrício (PPS) e Stephanes Júnior (PMDB), membros da CPI, além do presidente da Comissão, fizeram uma série de perguntas aos representantes do Sindicato e do Conselho de Medicina, e por fim, pediram que uma série de dados fossem repassados à comissão; além de manifestarem interesse em ouvir casos concretos de médicos que deixaram de atender a planos de saúde. Dr. Bley narrou seu caso como médico que acabou servindo para ilustrar o desrespeito como algumas operadoras tratam os profissionais.

Com informações do Portal da ALEP. 

terça-feira, 5 de março de 2013

COMSU define 25 de abril como o Dia Nacional de Alerta

No dia 1º de março aconteceu a primeira reunião do ano da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (COMSU), realizada em São Paulo na sede da Associação Paulista de Medicina (APM). O encontro contou com a presença de representantes da Federação Nacional dos Médicos (FENAM); Conselho Federal de Medicina (CFM); e Associação Médica Brasileira (AMB).

Lideranças médicas representando associações médicas, sindicatos, e sociedades de especialidade de todos os Estados também participaram do evento com o objetivo de debater estratégias e definir o cronograma de atividades do movimento médico no setor da saúde suplementar em 2013.

O Secretário de Saúde Suplementar, Márcio Bichara, avaliou a reunião como positiva. "Foi um encontro com algumas definições, dentre elas resolvemos manter o calendário do ano passado, em que continuaremos as manifestações nacionais. O dia 25 de abril, por exemplo, será o Dia Nacional de Alerta, sendo que cada Estado terá o direito de fazer a escolha da sua manifestação, pode ser uma coletiva de imprensa, paralisação, assembleia, manifestação de rua, ou seja, o que for mais propício", porém apresentando à sociedade a insatisfação dos médicos em relação às operadoras de planos de saúde.

Na ocasião, também ficou definido que entre os meses de abril e junho serão realizadas negociações com as operadoras de planos de saúde. Em agosto uma reunião de avaliação mostrará quais foram os melhores encaminhamentos, "vamos analisar o que mudou, avaliar os resultados das negociações de cada Estado e a partir disso, em setembro, iremos definir de fato se haverá paralisação, suspensão de atendimento ou descredenciamento", concluiu Bichara.

Entre os presentes da mesa estiveram o presidente da Fenam, Geraldo Ferreira Filho; o secretário de Saúde Suplementar da Federação, Márcio Bichara; o 2º vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá; e o diretor de Defesa Profissional da AMB, Emílio César Zilli.

Leia o Boletim 20 do COMSU, clique aqui.

Fonte: FENAM

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

COMSU convoca as entidades médicas para sua reunião ampliada

A Comissão Nacional de Saúde Suplementar (COMSU) convoca as entidades médicas para sua reunião ampliada, a ser realizada no dia 1º de março, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), em São Paulo.

Além de ser uma grande oportunidade para atualizar as informações do movimento em todo o país, também serão avaliadas as estratégias e o cronograma de atividades para o ano de 2013.

É importante lembrar que os encontros da COMSU têm sido fundamentais para retomar a articulação das representatividades médicas locais e nacionais quanto aos principais assuntos da Saúde Suplementar e sua relação com os médicos e a sociedade.

A FENAM, o CFM e a AMB reforçam que a presença da representação de cada entidade e suas contribuições são de grande valor para o êxito da luta da categoria.

Fonte : Imprensa FENAM, CFM e AMB

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

SIMEPAR apóia movimento dos médicos cooperados por Assembleia Geral da Unimed Curitiba

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná apóia a organização dos médicos cooperados junto à Unimed Curitiba, para que angariem as assinaturas necessárias para a convocação de Assembleia Geral Extraordinária da Entidade, e possam, no fórum adequado, discutir os rumos da cooperativa maior dos médicos de Curitiba e Região Metropolitana.

Existe um movimento iniciado no final do ano passado por médicos cooperados que está coletando assinaturas para esta convocação. As listas preenchidas podem ser entregues na sede do SIMEPAR (Rua Cel. Joaquim Samento, 177, Bairro Bom Retiro, na sede CRM-PR (Rua Victório Viezzer, 84, Vista Alegre) ou ainda na Associação Médica do Paraná (Rua Cândido Xavier, 575, Água Verde).

São necessárias 900 assinaturas para que a assembleia seja convocada de acordo com o estatuto da Cooperativa. A pauta proposta na convocatória é a seguinte:

a) Contratação de auditoria externa de renome para avaliação da gestão da cooperativa;

b) Adoção de plano de contingência para melhoria dos honorários médicos;

c) Implantação de auditoria médica, formada por grupo de 10 cooperados eleitos na assembleia a ser realizada, para acompanhamento da auditoria de gestão e do plano de contingência.

Baixe aqui o formulário para coleta de assinaturas.


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

CPI dos Planos de Saúde inicia análise de documentos

Os deputados que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Assembleia Legislativa para investigar a atuação das operadoras de planos de saúde no estado realizaram nesta terça-feira (11) a primeira reunião de trabalho para definir o cronograma de ações.

O presidente da CPI, deputado Adelino Ribeiro (PSL), e o relator, deputado Anibelli Neto (PMDB), discutiram com os demais membros, deputados Stephanes Júnior (PMDB) – vice-presidente da CPI – Péricles de Melo (PT), Douglas Fabrício (PPS), Mauro Moraes (PSDB) e Leonaldo Paranhos (PSC), sobre as convocações e audiências que serão realizadas no interior do Estado a partir de fevereiro no retorno dos trabalhos parlamentares.

“O recesso parlamentar inicia na próxima semana, então restará pouco tempo para ações. Por isso, neste ano, vamos nos concentrar em analisar os documentos coletados pela Comissão de Defesa do Consumidor, que iniciou esse trabalho de ouvir os médicos e as operadoras dos planos de saúde. Todos os deputados membros da CPI irão analisar esse relatório e tomar ciência do que foi discutido até o momento para darmos prosseguimento aos trabalhos”, enfatizou o presidente da Comissão, deputado Adelino Ribeiro. Os deputados também definiram que o primeiro a ser ouvido na comissão será o presidente da AMP (Associação Médica do Paraná), João Carlos Baracho. Na sequência serão convidados os representantes das operadoras dos planos de saúde.

O foco central da CPI será a relação entre médico e planos de saúde para evitar novas paralisações no atendimento aos usuários, como ocorreu no mês de novembro, quando médicos deixaram de realizar consultas de 41 planos de saúde, por não estarem satisfeitos com o valor repassado. “Esse será um dos temas tratados na CPI, mas não será o único. O que temos como prioridade é preservar os direitos do cidadão paranaense. Por isso que também será importante a realização das audiências nas principais regiões do Estado”, explicou o deputado Adelino Ribeiro.

Fonte: Alep / CRM

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Atenção médicos prestadores dos planos de saúde

Retomada da Assembleia Geral Extraordinária nesta quarta-feira no CRM

A Associação Médica do Paraná, o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) e o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (SIMEPAR), através dos respectivos presidentes, no uso de suas atribuições, reconvocam os médicos do Estado do Paraná para Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada no dia 05 de dezembro, às dezoito horas em primeira convocação, às dezenove horas em segunda convocação e às vinte horas em terceira e última convocação, na sede do Conselho Regional de Medicina do Paraná - Rua Victório Viezzer, 84 - Vista Alegre, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia:

1. Avaliação dos dias de paralisação do Movimento Médico

2. Propostas de acordo apresentadas pelas operadoras de saúde suplementar;

A assembleia sera transmitida pela internet para os médicos que não puderem comparecer. Basta acessar o site do CRM-PR no link: http://www.crmpr.org.br/eventos/ e seguir as orientações.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

As Ações Judiciais do SIMEPAR contra as operadoras de planos de saúde


O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná ajuizou no início de 2011 três ações judiciais contra as operadoras de planos de saúde que atuam no Estado. São três as ações devido a natureza das operadoras acionadas, que são de três tipos: Medicinas de Grupo, Autogestão e Seguradoras de Saúde. As ações visam obter o reajuste dos honorários médicos tanto a serem pagos no futuro como os honorários dos últimos anos em que não houve reajuste.

Estas ações estão em fases distintas, atualmente. A ação em face das operadoras de medicina de grupo está em trâmite no TRT-PR, aguardando o julgamento do recurso interposto pelas operadoras contra a sentença que julgou procedente a ação e condenou-as a aplicarem aos honorários dos médicos a inflação dos últimos cinco anos; bem como a pagar a diferença entre o valor efetivamente devido e aquele que vem sendo pago.

Tal sentença representa um marco na luta dos direitos dos médicos e a categoria nutre forte expectativa de que seja mantida TRT-PR. Nesta ação, são réus Amil, a antiga Clinihauer, Clinipam, Consaúde, Santa Casa, Saúde Plus, Uniclinicas e Evangélica Saúde de Londrina.

Nas outras duas ações discute-se, ainda, a competência da Justiça do Trabalho para julgamento das ações. Ambas estão em fase recursal, tramitando junto ao TRT-PR, sendo que em uma delas o TRT determinou a remessa dos autos à Justiça Estadual. Não se trata de uma decisão desfavorável, já que não foi analisado o mérito da demanda (quem possui razão), mas apenas determinado que tal julgamento ocorra pela Justiça Estadual. Ainda assim, a discussão quanto a competência chegará, sem dúvida, ao TST.

Nestas duas ações são réus os seguintes planos de saúde, respectivamente: Sinamed, Sul Amércia, Paraná Assistência Médica, Nossa Saúde, Medtral, Caixa Econômica Federal, Marítima Saúde, Bradesco Saúde, Fundação Itaiguapy e Judicemed; e Saúde Itaú, Capesesp, Caapsml, Cassi, Conab, Correios, Embratel Assistência Saúde, Evangélico Saúde, Assef, Klabin, Sanepar, Petrobrás, Sesef, Fundação Itaipu e Copel, ressaltando que, em relação a esta última, realizou-se acordo, pelo qual a Copel reconheceu parte das pretensões, concedendo o reajuste aos médicos que prestam serviço ao plano de saúde vinculado aquela empresa estatal paranaense.

Relação é de trabalho e não de consumo

A discussão relativa à competência da Justiça do Trabalho é travada em virtude das alterações introduzidas pela Emenda Constitucional n. 45 de 2004. Esta emenda ampliou a competência da Justiça do Trabalho, que passou a julgar não apenas os empregados sujeitos a vínculo celetista, mas as relações de trabalho em sentido geral, com exceção das relações de consumo.

O Sindicato defende que os serviços prestados pelos médicos aos planos de saúde, ainda que não tenham caráter celetista (já que os médicos não são empregados) constituem típica relação de trabalho. Tratam-se de serviços prestados por pessoas físicas a um tomador, com caráter pessoal. Não se trata, por outro lado, de relação de consumo. Relação de consumo existe entre o plano de saúde e o paciente (usuário dos serviços).
Com o médico prestando serviços ao Plano, essa relação (que não é celetista, nem de consumo) insere-se no conceito de relação de trabalho e, como tal, deve ser julgada pela Justiça do Trabalho. Esta Justiça possui tradição no julgamento dos conflitos entre capital e trabalho, estando estruturada e familiarizada com demandas desta natureza.

Basta recordar que após a EC 45, a Justiça do Trabalho admitiu julgamento de ações de representantes comerciais autônomos (sem vínculo celetista) e que antes da EC 45 tinham suas lides julgadas pela Justiça Estadual, justamente sob o fundamento que os serviços inserem-se na concepção de relação de trabalho.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Orientações para o período de suspensão de atendimento aos planos de saúde

Confira as orientações abaixo de como proceder durante a suspensão:

- A paralisação é válida para todas as operadoras de saúde que atuam no estado, exceto Fundação Copel e Fundação Sanepar, que já negociaram com a classe médica, e a Unimed, cuja negociação se dará no âmbito da assembleia de cooperados.
- Os atendimentos de urgência e emergência devem ser garantidos.
- As consultas já agendadas para o período devem ser remarcadas, com explicação ao paciente sobre o movimento médico.
- Caso o paciente deseje efetuar o pagamento da consulta particular, peça para que assine um termo de consentimento e explique os motivos da suspensão. (Sugerimos o modelo abaixo).
- Se preferir, antecipe suas consultas já marcadas de pacientes particulares ou de operadoras não atingidas pela manifestação (Copel, Sanepar e Unimed) para preencher agenda, criando espaço na agenda para remarcar os pacientes das operadoras atingidas pelo protesto.
- Ao final de cada semana, envie para a AMP (comunicacao@amp.org.br) um resumo de como foi o movimento em seu consultório.

Sugestão de texto para um Termo de Consentimento

DECLARAÇÃO DE CONSENTIMENTO


Eu, ______________________________________________________, declaro que fui informado (a) sobre o protesto da classe médica de suspensão de atendimento por guia dos planos de saúde, de 12 a 26 de novembro, e da possibilidade de um reagendamento de minha consulta ou procedimento, mas optei pelo atendimento na data de hoje e pelo pagamento deste ao Dr. ________________________________________.

Curitiba, _________ de novembro de 2012.

________________________________________________

Assinatura


Fonte: AMP e CRM-PR