Por 31 votos a nove, os integrantes do Conselho Universitário da UFPR (Universidade Federal do Paraná) aprovaram na manhã desta quinta-feira (dia 28), em Curitiba, a proposta de gestão compartilhada do Hospital de Clínicas e da Maternidade Victor Ferreira do Amaral com a Ebserh – empresa pública criada pelo Governo Federal para gerir os hospitais universitários brasileiros.A reunião aconteceu apesar do uso da violência e da coação por parte de manifestantes contrários à proposta, que impediram a entrada de parte dos 63 conselheiros no prédio da Reitoria da UFPR. Eles também desrespeitaram decisão do juiz da 11.ª Vara Federal, Flavio Antônio da Cruz, favorável ao interdito proibitório ingressado pela Procuradora Federal do Paraná para garantir a sessão.
O reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho, lamentou o uso da violência pelos manifestantes – entre eles, representantes do Sinditest, DCE (Diretório Central de Estudantes) e APUFR (Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná) – e o desrespeito à decisão judicial. Ele pediu que as forças policiais destacadas pela Justiça para garantir a votação não entrassem em confronto com os manifestantes.
“Infelizmente, adversários da proposta recorreram ao uso da força e desrespeitaram a Justiça e o Conselho Universitário, que tem plena legitimidade e representação da sociedade, dos alunos, professores e servidores.
A violência e o quebra-quebra que um grupo de manifestantes promoveram hoje foi uma agressão não apenas à UFPR , à autonomia universitária e aos conselheiros, mas a todo o povo do Paraná, que precisa e quer que o HC continue atendendo à população do Estado 100% pelo SUS e sendo o maior hospital público do Paraná”, comentou.
Zaki Akel reiterou que o Hospital de Clínicas continuará sendo 100% público e gratuito. Ele esclareceu que, ao contrário do que afirmaram os manifestantes, não haverá nenhuma privatização do HC e da Maternidade Victor Ferreira do Amaral. O reitor disse que não havia outro caminho a seguir a não ser a aprovação da proposta de gestão compartilhada com o Ebserh. Ele fez várias tentativas de contratar os servidores pela CLT (estatutários), mas os pedidos foram negados.
Para o reitor, o tema foi debatido à exaustão, da forma mais ampla e democrática possível, o que torna desnecessário o plebiscito proposto pelos adversários da proposta de cogestão. Nos dois últimos anos, a Reitoria promoveu reuniões comunitárias, uma sessão não deliberativa do Conselho Universitário e debates em quatorze setores da UFPR; apenas um rejeitou a proposta. Além disso, o assunto foi discutido pelas organizações de representação dos alunos (DCE e centros acadêmicos), servidores (Sinditest) e docentes (APUFPR). A adesão à Ebserh também já foi debatida e aprovada pelos estudantes de Medicina e pelo Conselho de Administração do HC.
Fonte: Portal Bem Paraná

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