sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Sindicatos vão acionar a Justiça para anular adesão do HC à Ebserh

A decisão foi tomada em assembleia, no início da tarde desta quinta-feira, na reitoria da UFPR. Os manifestantes também discutiram os rumos do movimento após a aprovação da gestão compartilhada. A Frente de Luta para não perder o HC, que reúne nove entidades, promete continuar mobilizada e entrar na Justiça para anular a decisão do Conselho Universitário.
Segundo Carla Cobalquini, presidente do Sinditest, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público, existiram várias irregularidades na forma como a votação foi conduzida.
Durante a tarde, o grupo permaneceu concentrado em frente à reitoria. A promessa era de deixar o local somente após a liberação do estudante de história de Cascavel, Nícolas Pacheco, detido pela Polícia Federal durante os protestos da manhã.
De acordo com a PF, o estudante foi preso por constrangimento ilegal, ao impedir a entrada de conselheiros na reunião, por agressão a três pessoas – dois vigilantes e um policial, por desacato e resistência. Ele foi levado para a superintendência da Polícia Federal, onde prestou depoimento. 
A PF informou ainda que não impediu os manifestantes de protestarem de maneira pacífica e só interferiu quando houve violência. A Polícia Federal vai usar as imagens do ato para identificar outras pessoas que agiram com violência, inclusive as que estavam encapuzadas.
No final da tarde, os manifestantes seguiram, de ônibus, para a sede da PF para protestar pela liberação do estudante.
O trânsito ficou bloqueado na rua Amintas de Barros, entre as ruas Dr. Faivre e General Carneiro, até às quatro e meia da tarde. Houve intenso congestionamento no entorno da reitoria. A Polícia Militar e agentes da SETRAN permaneceram no local até a saída do grupo.
Em nota oficial, a UFPR lamentou o uso de coação e de violência pelos manifestantes, que segundo a universidade, cortaram a energia elétrica da reitoria para impedir a votação e usaram mesas, cadeiras e canos de ferro para bloquear o acesso de veículos em três ruas laterais ao prédio – o que obrigou o reitor a realizar a reunião em dois locais da universidade. 
Já a presidente do Sinditest, Carla Cobalquini, acredita que a universidade não agiu de maneira democrática.
Ainda segundo a nota da UFPR, o reitor Zaki Akel Sobrinho pediu que a Polícia não entrasse em confronto com os manifestantes. O reitor afirmou que o Hospital de Clínicas continuará 100% público e gratuito e que não haverá privatização. Ele disse que não havia outro caminho a seguir a não ser a aprovação da gestão compartilhada com a Ebserh.
De acordo com a direção do hospital, a aprovação da proposta significará a contratação de 2.063 servidores por concurso público, que ampliarão o número de leitos de 250 para 670, além do aumento do número de consultas de três mil para oito mil, de cirurgias de 540 para 1,5 mil e de internamentos de 1,3 mil para 2,5 mil. 
Fonte: CBN

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