
Para o presidente do SIMEPAR, Mario Ferrari, a iniciativa é de grande relevância uma vez que estabelece um espaço para a busca de soluções aos conflitos existentes na relação capital x trabalho. “Num espaço como esse os conflitos podem ser prevenidos e a gestão dos contenciosos pode ser tratada previamente”, avalia Ferrari. Além disso, comenta, nesse âmbito podem ser encaminhadas as principais bandeiras do movimento sindical em defesa da saúde e da fixação dos profissionais médicos nos serviços públicos de saúde. “Os gestores da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba e o prefeito Gustavo Fruet demonstram preocupação com uma gestão moderna e avançada”, destaca.
A diretora do SIMEPAR, Claudia Paola Carrasco Aguilar, compartilha das declarações do presidente do Sindicato, ressaltando que foi aberto mais um canal de negociações entre os médicos e a Secretaria de Saúde. “Espero que as discussões gerem bons frutos que condições de trabalho dos profissionais alcancem melhorias significativas, bem como se avance não debate por remuneração justa”, coloca Claudia Paola.
Seguindo uma diretriz do Ministério da Saúde, a mesa de negociação conta com representantes das secretarias municipais da Saúde, Recursos Humanos e do Trabalho e da Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde (Feaes), além de dez sindicatos de trabalhadores da saúde.
“Este é um momento histórico para atual gestão do SUS. É um espaço democrático importante de valorização e fortalecimento do diálogo permanente com os trabalhadores e em breve também com representantes dos prestadores de serviço. A maior riqueza do SUS Curitiba são os trabalhadores e precisamos valorizá-los para melhorarmos a qualidade dos serviços prestados”, disse o secretário municipal de Saúde, Adriano Massuda.
“Esta mesa é resultado de uma portaria nacional criada em 2003 e só agora foi implantada em Curitiba. É um espaço importante para combinar os interesses e as necessidades dos trabalhadores da saúde, respeitando os limites e a estrutura da gestão”, disse a vice-prefeita e secretária municipal do Trabalho e Emprego, Mirian Gonçalves.
O primeiro encontro, realizado em julho, teve o propósito de realizar o alinhamento interno das secretarias, esclarecer os objetivos e princípios da mesa de negociação e debater o processo de como ela irá funcionar. Na reunião de hoje, foram apresentados os membros permanentes da mesa.
Vera Lúcia da Silva, diretora da Gestão do Trabalho da Secretaria de Saúde, ressaltou a importância de uma mesa de negociação permanente que não se restrinja apenas da data base, discutida anualmente no mês de março. “Com a mesa estamos mudando uma cultura da Prefeitura. A visão dos antigos gestores sempre foi a de negar os pedidos dos trabalhadores, como se quanto menos se desse aos trabalhadores mais a gestão ganharia. Desde o início do ano passado estamos mudando esta visão, estamos negociando as reivindicações e avançando no que é possível, sempre com responsabilidade”.
A agenda da mesa municipal de negociação permanente foi apresentada para o Conselho Municipal da Saúde e apresentada em plenária para a escolha da bancada sindical que será representada por integrantes dos sindicatos dos Servidores Municipais do Paraná (Fessmuc); das Assistentes Sociais do Paraná (Sindasp); dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços da Saúde (Sindesc); dos Servidores do Estado da Saúde do Paraná (Sindisaúde); dos fisioterapeutas (Sinfito); dos fonaudiologos do Estado do Paraná (Sinfopar); dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc); dos Odontologistas do Estado do Paraná (Soepar); dos Médicos do Paraná (Simepar) e dos Agentes Comunitários de Saúde (Sindasc).
“Curitiba sempre foi referência nos serviços do SUS e hoje isso se consolida com a implantação da mesa permanente de negociação, que irá atuar em várias frentes. Na mesa nacional estamos discutindo sobre o trabalho decente, como cuidar da saúde dos servidores da saúde e em outras diversas frentes para atender as reivindicações de quem realmente constrói o SUS diariamente e assim melhorar a qualidade dos serviços em todo país”, disse Elisabete da Silva, representante da mesa nacional do Ministério da Saúde.
Fonte: Imprensa Simepar
Fonte: Imprensa Simepar

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