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| Foto:FEAES |
Nos últimos dois anos, desde que a Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (Feaes) assumiu a gestão da Maternidade, nasceram 4.278 bebês, 75% deles através de partos normais, respeitando os desejos da mulher, que vão desde a utilização ou não de procedimentos farmacológicos até quanto a posição mais confortável no momento do parto. “Conforme as contrações vão acontecendo, a mulher consegue perceber qual a posição fica mais confortável para o auxílio do nascimento do bebê. Isso varia para cada mulher, mas é importante que seja respeitado”, explica Tereza Kindra, diretora executiva da Maternidade do Bairro Novo.
Nos três primeiros meses deste ano, foram 273 partos vaginais. Destes 99% em posições escolhidas pelas mulheres, entre estas: semi-sentada, lateralizada, quatro apoios, cócoras, sentada e em pé. Quase 5% delas optaram em ter seus bebês embaixo do chuveiro.
Fabiola Azevedo é mãe de primeira viagem, e foi uma das mulheres que optaram por ficar sentada no banquinho embaixo do chuveiro no momento do parto. Acompanhada do marido, conta que recebeu apoio e carinho de toda a equipe, que a deixou a vontade no momento do nascimento do seu bebê. “Primeiro filho é comum ficarmos apreensiva, mas recebi tanta atenção. Quando vi que a dor era mais amena no chuveiro, decidi que não sairia dali e a equipe respeitou a minha vontade. A presença do meu marido também foi muito importante”.
Já Luciane Rocha é mãe de três filhos. O mais novo nasceu no dia 19 de março e ela optou por fazer o parto na posição chamada de ‘quatro apoios’, quando a mulher fica de quatro. “Como meu trabalho de parto demorou, fiz quase tudo que a maternidade oferecia. Massagem, banho, bola de fisioterapia. Quando o bebê estava para nascer, a posição mais confortável foi a de quatro e isso foi totalmente respeitado pela equipe que me acompanhava”, conta Luciane.
Seu primeiro filho, hoje com 10 anos, também nasceu na Maternidade do Bairro Novo, mas segundo ela, o parto foi traumático, e incluiu episiotomia (corte no períneo) e a utilização do fórceps. “Aquele parto foi difícil. Meu segundo filho acabei tendo de cesárea em outro hospital. Hoje tudo mudou na Maternidade, desde o acolhimento quando a gente chega lá, até o momento da saída. Todos os profissionais foram muito atenciosos comigo e a impressão da Maternidade hoje é muito diferente da que tive há 10 anos”, ressalta.
“Incentivamos o parto normal sempre que ele é possível, mas é importante que a mulher saiba que a cirurgia cesariana em muitos casos salva vidas e por isso, sempre que ela é indicada nós realizamos”, reforça Karin Godarth, gerente assistencial Karin Godarth.
Fonte: Assessoria de Imprensa/FEAES

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